Jornalistas & Cia - Imprensa Automotiva
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo,
Band Rio cancela programa de Cidinha Campos e demite 19 pessoas
Nesta 3a.feira (31/1), às 15h, após a apresentação do programa Cidinha livre, na Band Rio, a direção regional da emissora chamou para uma reunião a titular Cidinha Campos, o diretor José Márcio Chalita e o editor-chefe Humberto Nascimento para comunicar que o programa seria descontinuado a partir desta 4a e a equipe, dispensada. Foram demitidas 19 pessoas: além dos já citados, os repórteres Fernando César, Carinne Cerqueira e Caio Álex; os produtores Alice Muniz, Gustavo Carvalho e Fabrício Provenzano; os editores Robson Santos, Carlos Varella e Arthur Neto; a figurinista Anete Cotta, sua auxiliar e um auxiliar de cinegrafista, além dos estagiários. Os demais cinegrafistas foram aproveitados em outros setores da emissora. Não houve explicações nem aviso prévio, e funcionários que estavam de férias foram avisados pelos colegas. Todos deveriam comparecer à Band nesta 4a.feira pela manhã, quando esperavam ter mais explicações. Cidinha livre era o programa de maior audiência produzido pela Band Rio, marcando 3 a 4 pontos no Ibope e apenas três equipes produziam o programa, diário, com duração de uma hora. Portanto, segundo uma fonte de J&Cia, custo, um dos motivos para o fechamento do programa, é um argumento que não se sustenta. Até ser definida a questão, a emissora vai exibir programação de rede.

Jorge Félix deixa dobradinha com Tales Faria na Poder Online do iG para assinar a coluna Poder Econômico
Jorge Félix, que havia quase dois anos atuava em dobradinha com o diretor da sucursal de Brasília do iG Tales Faria na coluna Poder Online, assumiu em 26/1 a nova coluna Poder Econômico, que traz notas exclusivas sobre negócios, mercado financeiro e políticas governamentais, além de abrir espaço para lançamento de produtos, avaliações de investimentos e entrevistas, entre outros temas. Terá ao seu lado, na apuração, o repórter Klinger Portella. Tales segue assinando Poder Online, agora com o apoio de Leonardo Santos, em Brasília, e Thaís Arbex, em São Paulo. Em 25 anos de carreira, Félix foi repórter especial do Jornal do Brasil, em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, repórter de economia dos telejornais Bom Dia Brasil e Jornal da Globo, coordenador de produção do Jornal Nacional, redator-chefe da revista Quem, editor-executivo de IstoÉ e escreveu por seis anos no Valor Econômico. Mestre em Economia Política pela PUC-SP, é especialista em envelhecimento populacional e ano passado publicou o livro Viver Muito (Editora Leya). É também autor teatral.

Ricardo Alexandre é o novo diretor de Redação da Trip. Ricardo Calil e Bruno Torturra passam a repórteres especiais
A partir desta 4a.feira (1o/2), Ricardo Alexandre assume a Diretoria de Redação da Trip, em substituição a Ricardo Calil e Bruno Torturra, que passam a ser repórteres especiais da revista. Até a última semana editor da Mundo Cristão, editora evangélica baseada em Jundiaí, no interior de São Paulo, onde reside, Ricardo teve passagens por Bizz, Estadão, Época São Paulo e Monet. É autor da biografia Nem Vem que Não Tem, de Wilson Simonal. A edição de março da revista será feita, por proposta do diretor Editorial Fernando Luna, a seis mãos, com Calil e Bruno trabalhando com Ricardo para uma "passagem de bastão" bem tranquila, como diz Paulo Lima, sócio-diretor da empresa. Vale ressaltar que tanto Bruno quanto Calil já foram repórteres especiais da Trip em outros períodos e agora voltam a campo para produzir as reportagens mais parrudas da revista.

Armando Medeiros aposenta-se e Hayton Jurema da Rocha o sucede na Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil
Depois de mais de dois anos à frente da Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil e 30, no total, de Comunicação Corporativa, Armando Medeiros de Faria aposentou-se e deixou a organização. Em seu lugar assume Hayton Jurema da Rocha, dos quadros do próprio banco, em que foi, entre outros, superintendente Estadual, diretor de Recursos Humanos e secretário executivo da Presidência. Armando, que entre 2003 e 2009 coordenou a área de Comunicação da Secom da Presidência da República, entrará num período sabático de seis meses, que inclui temporada em Londres, e depois retorna ao Brasil para definir seus novos projetos profissionais.

Jornalismo ampliará participação na grade da TV Cultura
Entre as novidades estão Guia do Trânsito, Legião de Estrangeiros, TV Folha e a transformação do Pronto Atendimento em diário
Várias atrações jornalísticas começarão a frequentar a grade da TV Cultura após o Carnaval. Algumas reforçarão a programação de final de tarde e início da noite de domingo, em que a Cultura passará a oferecer uma alternativa aos programas de auditório e de variedades; e outras entram na programação matinal de 2ª a 6ª.feira, na linha de prestação de serviços. Uma das estreias programadas para 27/2 é Guia do Trânsito, que também abordará clima, ancorado por Cadu Cortez, que desse modo se despedirá da Cultura-AM. Cadu foi da equipe fundadora da Rádio Sulamérica Trânsito, em São Paulo, que faz parte da Band. Na TV Cultura, entrará ao vivo, diariamente, das 7h às 8 horas. Na sequência, também com estreia marcada para 27/2, das 8h às 8h30, entrará Pronto Atendimento, sob o comando de Madeleine Alves, focado em temas como previdência social, seguros, impostos, aposentadoria e serviços em geral, com a presença de convidados e participação dos telespectadores. O programa começou como um quadro do Jornal da Cultura, virou programa semanal, aos sábados, e agora será diário. Aos domingos, segundo informou a este J&Cia o vice-presidente Fernando Vieira de Mello Filho, a grade vespertina e noturna da TV Cultura irá perfilar um dia rico em jornalismo. A emissora já tem o Repórter Eco, às 17h30, e o bem sucedido Matéria de Capa, às 19h (estreou na grade em setembro e já é líder de audiência entre os produtos do Jornalismo). Agora terá provavelmente na sequência o Legião Estrangeira, ancorado por Mônica Teixeira, que irá conversar e debater com correspondentes de imprensa estrangeira (como Clarín, El País, Reuters, NYT etc.) os principais temas da semana; e, em seguida, às 20h, o Folha na TV (outra opção de nome do programa é Folha na Cultura), em parceria com a Folha de S.Paulo. As conversas entre o jornal e a emissora remontam ao início do segundo semestre e se deram simultaneamente a outras com Grupo Estado (Estadão) e Editora Abril (Veja), também convidados a levar para a tela da Cultura projetos editoriais de sua própria produção. A Folha aderiu ao projeto desde o início, valendo-se da estrutura técnica de sua TV Folha e sobretudo da própria produção jornalística, que a cada dia é mais multimídia, para alimentar as plataformas impressa, digitais (UOL e Folha.com), webtv e, agora, a tevê aberta.

Eduardo Tessler deixa a Rede Bom Dia
Divergências quanto ao modelo editorial teriam motivado a decisão
Com um e-mail enviado aos seus colaboradores no Bom Dia no fim da tarde desta 3a.feira (31/1), Eduardo Tessler anunciou sua saída da Direção-Executiva da rede de jornais. Segundo o comunicado, o compromisso que assumiu com a Traffic, proprietária do Bom Dia, era de um ano e Tessler já estava no comando havia 13 meses, morando em Porto Alegre e vindo a São Paulo ou às cidades em que o Bom Dia atua (São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Jundiaí) todas as 2as.feiras, voltando às 6as. Na mensagem de despedida ele considerou 2011 como “um ano de muitos avanços para a Rede Bom Dia, que culminou com a inclusão da marca na pesquisa Veículos Mais Admirados, divulgada pela revista Meio&Mensagem 2ª.feira. É a primeira vez que o Bom Dia aparece na relação, ficando em 15o, à frente de Destak e Extra e consolidando-se como a única marca do interior na lista. A Rede Bom Dia conquistou ainda em 2011 o Prêmio Veículos de Comunicação da Revista Propaganda, como Jornal Regional do Ano”. Ainda que sua saída esteja se dando de forma amigável, J&Cia apurou que a principal razão teria sido a decisão do acionista J. Hawilla de implementar nos jornais do Bom Dia o mesmo projeto editorial do Diário de S.Paulo, de cunho popular, idealizado por Eucimar de Oliveira (ex-Extra, Rio de Janeiro). Diretor licenciado da Innovation Media Consulting no Brasil, Tessler não estaria compactuando com a popularização exagerada do jornal da capital. Segundo fonte da rede ouvida por J&Cia, esse modelo atrairia pequena parcela de leitores a mais e afastaria grandes anunciantes. Tessler permanece à frente da Rede Bom Dia até que se consolide a transição no comando da empresa.

Memórias da Redação

A história desta semana é uma colaboração de José Maria Mayrink (jmmayrink@terra.com.br), que passou, entre outros, por O Globo, JB, Veja, Jornal da Tarde e que desde 1991 é repórter especial do Estadão.

Marin x Mayrink

Um colega de um jornal de esportes surpreendeu-me com um telefonema, em casa, na semana passada. Chamou-me pelo celular, cujo número pouca gente tem, para me entrevistar.
– Doutor J.M.M., estou telefonando ao senhor para lhe dar o direito de resposta no caso da polêmica em que o senhor se envolveu ontem ao embolsar uma medalha...
Percebi logo que o colega estava equivocado e fui direto ao esclarecimento da questão:
– Não vou me pronunciar sobre esse assunto. Sou jornalista, repórter do Estadão. Meu nome é José Maria Mayrink. Você deve estar querendo falar com o político José Maria Marin...
Antes que eu explicasse mais, pediu muitas desculpas e perguntou se outro número de telefone, dessa vez o telefone fixo, também era meu. Era.
Percebi o constrangimento do colega, a quem com certeza uma fonte igualmente equivocada forneceu o meu contato.
Meu sobrenome tem duas letras a mais do que o do meu xará – y e k, antes banidas do alfabeto, recentemente reincorporadas pelo Novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa –, mas esse detalhe tem-me custado algumas confusões.
Até Dona Maria Augusta, minha mãe, foi vítima delas:
– Dona Maria, quer dizer que agora o Zé Maria é governador de São Paulo, não é? –, cumprimentou-a uma amiga em Jequeri, minha terra natal, em Minas Gerais, quando Paulo Maluf deixou o governo para se candidatar a deputado federal em 1982 e o vice, José Maria Marin, assumiu o Palácio dos Bandeirantes.
Dona Maria Augusta, professora aposentada, que morreria 22 anos depois, respondeu que não, pois o filho jornalista não era metido em política. A amiga, porém, insistiu:
– É ele sim, José Maria Mayrink, eu acabei de ouvir na Rádio Bandeirantes.
Diante da segurança de fonte tão insuspeita, minha mãe ficou meio hesitante, mas não cedeu:
– Não deve ser o Zé Maria, não. Se fosse, ele tinha escrito.
Jequeri não tinha telefone na época, dependia das cartas do correio, que chegavam sempre com dias de atraso.


(Leitores que quiserem colaborar com histórias engraçadas ou curiosas de redações podem enviá-las diretamente para a redação deste J&Cia, pelo baroncelli@jornalistasecia.com.br)



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Esses são alguns dos destaques da edição desta semana do informativo Jornalistas&Cia, que circula por redações e assessorias de todo o País



 
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