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São Paulo,

Cynthia de Almeida deixa a Editora Globo para voltar à Abril
Cynthia de Almeida, diretora de Grupo Femininas e Interesses Especiais da Editora Globo, está deixando a empresa para voltar à Editora Abril, onde participará do desenvolvimento de um núcleo de estudo e análise de segmento. Ela diz que, por enquanto, não pode dar informações sobre esse projeto, ligado à superintendência da Unidade Segmentada I, que Brenda Fucuta assumiu recentemente. Cynthia, que dirigiu Claudia e Playboy, entre outros títulos, nos 25 anos em que ficou na Abril, tinha sob seu comando, quando se transferiu justamente para a Editora Globo, em abril de 2006, a então denominada UN Comportamento, que incluía as revistas Claudia, Nova, Viva Mais e Anamaria. Na Editora Globo, por enquanto, Paula Mageste, que dividia o trabalho com ela, vai acumular a função.

Ricardo Setti começa na Veja.com
Ricardo Setti começou nesta 2ª.feira (23/8) na Veja.com, onde terá um blog com o seu nome (ver J&Cia 745). A data de estreia ainda não foi definida, mas deverá ser nos próximos dias, assim que as questões técnicas forem resolvidas e o design definitivo, aprovado. Setti vai escrever sobre política, assuntos internacionais e outros dois temas que estão sendo estudados, mas que levarão em conta sua experiência em 40 anos de carreira. Na redação, ele está fisicamente alojado ao lado do velho amigo Augusto Nunes, cujo blog, de certo modo, está servindo de modelo para o de Setti, porém com menos seções (ou ‘categorias’, na nomenclatura corrente). O perfil que terá foi tema das conversas iniciais de Setti com o diretor de Redação da Veja Eurípedes Alcântara e com o editor-executivo da Veja.com Carlos Graieb.

Fred Melo Paiva deixa o Brasil Econômico. César Giobbi será colunista do jornal
O editor-executivo Fred Melo Paiva despede-se nesta 6ª.feira (27/8) do Brasil Econômico e do caderno Outlook (suplemento cultural), que comandou desde que o jornal foi lançado. Sai para tocar projetos pessoais. Não há ainda um nome anunciado para o seu lugar. No time de colunistas, o jornal foi reforçado com a contratação de Cesar Giobbi, que escreverá sobre personalidades às 6ªs.feiras, e Eleno Mendonça, sobre cenários, às 3ªs.feiras (ver J&Cia 757). Também às 3ªs.feiras, Mariana Segalla assina uma coluna chamada Home Broker, dedicada a pessoas que são suas próprias corretoras de ações. Outra novidade é a chegada de Juliana Rangel para substituir Elaine Cotta, que entrou em licença-maternidade. Pouco antes, quem entrou foi Eva Rodrigues, no lugar de Marina Gomara, que também saiu para ter bebê.

Fausto Silva, o Faustão, estará no J&Cia Entrevista em 30/8
Demorou, mas saiu. Há quase dois anos a equipe deste J&Cia decidiu incluir Fausto Silva, o Faustão, no time de personalidades do Jornalismo que integraria a galeria da série Entrevista, que já se debruçou sobre a vida e a carreira de Ancelmo Góis, Tostão, Lillian Witte Fibe, Eliane Brum, Evandro Teixeira, Ricardo Kotscho, Eleonora de Lucena, Reali Jr. e Zuenir Ventura. A editora-contribuinte Célia Chaim começou o trabalho, pesquisando a vida de Fausto, ouvindo depoimentos de alguns de seus amigos, assistindo seu programa de cabo a rabo por vários domingos para depois escrever o texto, que é um diamante lapidado, uma aula de bom jornalismo. Mas queríamos esquentar a edição com uma entrevista do próprio Faustão, para que tudo o que dele estávamos falando, ou ao menos parte, pudesse ser corroborado por suas próprias palavras, seus pensamentos, suas tiradas. Não nos interessava seu lado global, de artista, de apresentador do Domingão, mas sim sua história e trajetória no Jornalismo e as lições que de lá extraiu e levou consigo na segunda fase de sua carreira. Foi difícil convencê-lo e, mais do que isso, arranjar uma janela na sua concorrida agenda. Pacientemente esperamos. E conseguimos. E aí quem arrematou o trabalho foi a editora regional de J&Cia no Rio de Janeiro, Cristina Vaz de Carvalho, que o entrevistou em 15/8, no Projac. Não conseguiu fazer as 40 perguntas que tínhamos preparado porque o tempo não permitiu, mas na uma hora em que com ele esteve extraiu um belo e singelo depoimento. Confira na próxima 2ª.feira, 30 de agosto.

Correios lançarão selo pelo sesquicentenário de Landell
Os Correios, por seu Departamento de Filatelia e Produtos, vão emitir um selo para comemorar os 150 anos do nascimento de Roberto Landell de Moura, pioneiro das Telecomunicações no Brasil. O lançamento será em 21/1/2011 e fará merecida homenagem ao (ainda) injustiçado padre-cientista. O evento soma-se às iniciativas do Movimento Landell de Moura, que pleiteia o reconhecimento oficial da obra científica do inventor com a inclusão da sua biografia no currículo escolar obrigatório, e do projeto de lei do senador Sérgio Zambiasi, que solicita a inscrição do nome de Landell no Livro dos Heróis da Pátria. A escolha dos motivos dos selos para 2011 aconteceu durante a 108ª reunião da Comissão Filatélica Nacional (CFN), realizada em 6/7, em Brasília, e foi homologada nesta 3ª.feira (24/8) pelo Ministério das Comunicações. Na reunião da CFN, Landell teve o apoio, entre outros, do diretor da Federação dos Filatelistas do Brasil, Fábio Serra Flosi, e do secretário da Associação Brasileira de Comerciantes Filatélicos, Júlio César Rodrigues Castro. O resgate da imagem de Landell pelos Correios pode ser um passo importante para o reconhecimento oficial definitivo da obra de um dos mais talentosos, mas ainda relativamente pouco conhecido, cientistas da história do Brasil – causa em que este J&Cia está plenamente engajado.
FSB apóia o movimento – A exemplo de Engenho Criatividade, Grupo Máquina, Jornalistas Editora, Maxpress, RP Consultoria e WHD, a FSB também está apoiando o Movimento Landell de Moura pelo reconhecimento do padre-cientista como Pai das Telecomunicações e verdadeiro inventor do rádio. Nesta 5ª.feira (26/8), graças ao apoio de Audálio Dantas, integrantes do MLM serão recebidos pelo vereador Eliseu Gabriel (PSB), na Câmara Municipal de São Paulo. O objetivo do encontro é propor o engajamento do Legislativo paulistano na celebração do sesquicentenário de nascimento de padre Landell e sugerir uma ação política com vistas à inclusão de seu nome e de sua saga no ensino básico oficial da cidade de São Paulo. O MLM está sendo secretariado desde a última semana por Zeza Loureiro (zezal@terra.com.br e 11-8555-5597).

Fábio Zanini deixa Brasília e passa a editor de Mundo na Folha
O repórter Fábio Zanini deixou a sucursal da Folha de S.Paulo em Brasília, para onde tinha voltado após seis meses de correspondência em Joanesburgo, na África do Sul, e assumiu nesta 2ª.feira (23/8) como novo editor de Mundo na sede do jornal em São Paulo. Também titular do blog Pé na África, fica no lugar de Rodrigo Rötzch, que segue para a sucursal do Rio.

Marília Assef começa na TV Cultura
Marília Assef está de trabalho novo. Após período em que integrou o estafe do Jornalismo da Rede TV, de onde saiu há alguns dias, começou como editora-chefe do Jornal da Cultura, da TV Cultura, em cargo que seria originalmente ocupado por Alexandre Machado (ver J&Cia 755). Nessa sua volta à emissora, Machado também teria a incumbência de editar o Manual de Jornalismo Público. Pela complexidade do projeto, a decisão foi mantê-lo exclusivamente no projeto do Manual e trazer um outro profissional para o dia-a-dia do Jornalismo. Marília esteve também por muitos anos no Jornalismo da Band.

Memórias da Redação

A história desta semana foi contada por Celso Kinjô num almoço aos editores Eduardo Ribeiro e Wilson Baroncelli, antes de ele assumir a Direção de Jornalismo da TV Cultura,

O nascimento dos cadernos de vestibulares

O Jornal da Tarde que fez escola e marcou época nos seus primeiros anos de vida, no início da década de 1970, era uma usina de inovações, alimentada por um grupo de excepcionais profissionais. Era uma redação que não tinha medo de ousar, de apresentar novidades, de incorporar ao dia-a-dia dos paulistanos coisas incomuns, sobretudo na prestação de serviços – item até então praticamente desconhecido de jornais e leitores.
Num dia qualquer, o então repórter Celso Kinjô chegou à redação e foi chamado pelo chefe de Reportagem Ulysses Alves de Souza, o Uru, que lhe pediu: “Hoje vai ser divulgada a relação de aprovados no vestibular da Faculdade de Direito São Francisco. Vá até lá e traga essa lista, que vamos publicar no jornal”. Kinjô tentou contestar que aquilo não era uma coisa de grande interesse jornalístico, mas foi vencido pela determinação de Uru em ter a tal lista e lá foi ele para o Largo São Francisco atrás dela. Tinha a vantagem de ser bem perto, já que naquela época o Grupo Estado ficava na rua Major Quedinho, no Centro de São Paulo, a poucas quadras da Faculdade. Lá chegando, Kinjô procurou a Secretaria da Faculdade para pedir a lista (vale lembrar que naquele tempo não havia computador ou quaisquer dessas facilidades de reprodução que temos hoje). A atendente fez cara de estranhamento, mas disse que somente o secretário tinha autoridade para ceder a lista. Kinjô pediu para falar com ele. Daí a pouco chegou um senhor maginho, quase tão velho quanto as famosas arcadas da faculdade, a quem repetiu a solicitação.
– Não! – declarou o secretário com veemência.
– Posso saber a razão? – perguntou Kinjô.
– Ninguém, fora os próprios candidatos, tem interesse nessa lista. E eles, como acontece todos os anos, vão passar pela Faculdade para ver a lista afixada no mural a fim de saber se foram ou não aprovados – sentenciou o secretário.
Kinjô ainda argumentou com seu interlocutor de que estava ali cumprindo uma determinação do chefe de Reportagem, que não poderia voltar ao jornal de mãos abanando, que aquela era uma iniciativa nova do JT, de prestação de serviços aos seus leitores (muitos deles oriundos da própria Faculdade ou com filhos ali concorrendo a uma vaga), mas o velhinho se manteve irredutível. A única coisa que conseguiu arrancar dele foi a seguinte declaração:
– Se você quer a lista e o seu jornal exige isso de você, vá lá no pátio e copie! Eu não vou dar a você e ao seu jornal lista nenhuma! Não vou me prestar a ser co-responsável por uma coisa inútil! Sem alternativa, lá foi Kinjô para o pátio, copiar a lista. Copiou um, dois, três, quatro nomes, mas quando chegou ao décimo desistiu. Eram cerca de 500. Nem que ficasse a tarde toda lá conseguiria, além de ter que datilografar tudo novamente quando chegasse ao jornal.
Voltou de mãos vazas, para inconformismo de Uru, que considerou aquela atitude de uma prepotência sem igual. Mas decidiu que, a partir dali, aquele seria de fato um serviço que o jornal prestaria aos seus leitores e à comunidade.
Tempos depois, o JT começou a publicar a relação de aprovados nos principais vestibulares do País, no que logo foi seguido por outros veículos, ganhando, com esse serviço, não só nas vendas avulsas de exemplares mas também publicidade de muitas escolas.
(Leitores que quiserem colaborar com histórias engraçadas ou curiosas de redações podem enviá-las diretamente para a redação deste J&Cia, pelo baroncelli@jornalistasecia.com.br).


(Leitores que quiserem colaborar com histórias engraçadas ou curiosas de redações podem enviá-las diretamente para a redação deste J&Cia, pelo baroncelli@jornalistasecia.com.br)



Esses são alguns dos destaques da edição desta semana do informativo Jornalistas&Cia, que circula por redações e assessorias de todo o País



 
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