Jornalistas & Cia - Imprensa Automotiva
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo,

El País em português já está na rede

Eliane Brum está entre os colunistas do portal

Um almoço no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, marcou o lançamento nesta 3ª.feira (26/11) da plataforma em português do jornal espanhol El País (brasil.elpais.com). Entre os presentes, o ministro da Educação Aloísio Mercadante, o ex-presidente do Senado José Sarney e a imortal da ABL Nélida Piñon. Também enviaram mensagens em vídeo Cristóvam Buarque, Fernando Henrique Cardoso, Marta Suplicy e o ministro da Comunicação Paulo Bernardo. A publicação contará com equipe de 11 jornalistas em São Paulo (ver http://bit.ly/1apO93W) e dois no Rio de Janeiro: Juan Arias e Francho Barón, todos chefiados por Luis Prados. Correspondente do jornal no País há 12 anos, Arias estudou Filosofia, Teologia, Psicologia, Línguas Semíticas e Jornalismo na Universidade de Roma. Por 14 anos foi correspondente do El País no Vaticano, acompanhando os papas Paulo VI e João Paulo II. Formado em Salamanca, Barón está no Brasil há oito anos, cinco deles como correspondente do El País. Paralelamente, trabalha para as tevês CNN e Televisa (México). Antes de chegar ao Rio, fora correspondente em Bruxelas por oito anos, onde trabalhou para veículos espanhóis. “Minha base sempre foi o Rio, mas até agora [o lançamento da plataforma em português] cobria não apenas o Brasil, mas também acontecimentos relevantes da América Latina, como a morte de Hugo Chávez e de Pinochet, o terremoto no Haiti, processos eleitorais etc.. A partir de agora fico muito mais focado no Rio de Janeiro”, disse a J&Cia. Além do conteúdo produzido pela redação brasileira, o novo espaço terá tradução de material elaborado por profissionais do El País espalhados por diversos países, incluindo colunistas como Mario Vargas Llosa. O El País em português também passa a contar, entre outras, com uma coluna quinzenal de Eliane Brum, às 2as.feiras: “Preferi quinzenal para conseguir conciliar com meus projetos de livros, reportagens e documentários. Apenas nesta semana é que ficou na 3ª, por causa do lançamento. Será sobre temas gerais, como é o meu estilo. De política a cinema, porque a vida é misturada. E, claro, vou escrever bastante sobre meio ambiente”. A coluna será traduzida para o espanhol e publicada também em toda a plataforma El País, que atinge mensalmente 15 milhões de leitores em 34 países.

 

 

Yan Boechat volta a IstoÉ como editor-executivo do portal

Yan Boechat começou na semana passada como editor-executivo do portal da IstoÉ. Volta, assim, à plataforma digital da revista onde havia sido editor de Brasil entre 2009 e 2011 e de onde saiu para ser repórter especial do iG, posto que ocupou até outubro de 2012. Antes ele passou por Valor Econômico (repórter de Empresas e Politica), Foco Economia (editor) e Gazeta Mercantil. Também a editora de Comportamento da edição impressa da revista ganhou reforços: os repórteres Camila Brandalise e Raul Montenegro.

 

 

Luiz Dolino substitui a Arnaldo César na Presidência da Acerp

Arnaldo César deixou a Presidência da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto) em 21/11, depois de sete anos à frente da entidade. O artista plástico Luiz Dolino é o novo presidente. A reformulação por que passa a EBC – mantenedora de TV Brasil, Agência Brasil, Rádios Nacional e MEC – mostra, diante da opinião pública, o efeito mais visível do desligamento de funcionários contratados e sua substituição por concursados. O novo sistema de gerenciamento não deixa espaço para o funcionamento de uma Organização Social, como a Acerp, o que por mais de uma década contornou problemas sérios por que passaram as emissoras públicas, principalmente no Rio de Janeiro. Na despedida, Arnaldo César listou nas redes sociais suas realizações e concluiu: “Para os amigos que acompanham minha trajetória profissional de mais de 40 anos, na mídia do Rio de Janeiro, considerei necessário prestar esses esclarecimentos. Espero, contudo, ter conseguido convencê-los da minha coerência na condução deste problema e dos destinos da própria Acerp, de onde saio deixando, em caixa, um invejável saldo de quase R$ 100 milhões. Mesmo fora, continuo torcendo para que prevaleça o bom senso. E mais do que isso: que esses recursos – conquistados com tanto esforço – sejam destinados ao financiamento do futuro da Acerp e ao consequente fortalecimento da Comunicação Pública”.

 

 

Revista Brasileiros completa seis anos cheia de novidades

Coincidência ou não, a revista Brasileiros está completando seis anos de vida e ganhou dois “presentes” de aniversário: o Prêmio Vladimir Herzog, pela matéria O primeiro voo do condor, de Wagner Willian Knoeller, e o Esso Regional Sudeste para a série Os filhos do Brasil, de Luiza Villaméa. “Com isso”, diz Hélio Campos Mello, seu criador e diretor, “são quatro prêmios em seis anos de vida, o que nos orgulha, é óbvio, e estimula”. Os outros dois foram o Santos Dumont de Jornalismo, em 2010, com a matéria de Roberto Muylaert Pull Up – Simulador de voo da Azul, e o da Associação Brasileira dos Críticos de Arte, em 2012, para a Arte!Brasileiros, que tem direção editorial de Patricia Rousseaux e edição de Leonor Amarante. Para Hélio, entretanto, o que importa é que “continuamos produzindo conteúdo de qualidade cada vez melhor e gerenciando a distribuição desse conteúdo, dessa energia, entre o papel e tinta e o digital com crescente reforço da marca Brasileiros”. Ele ressalta algumas novidades nesse sentido: “Nossa semanal digital, a Que Semana! Brasileiros, já está no www.brasileiros.com.br, editada por Luana Schabib, também nossa gestora de mídia digital. Contratamos Carla Matsu, que veio do Peixe Urbano, com pós-graduação em cinema, vídeo e tevê, para reforçar o nosso povo digital. A Inovação!Brasileiros, que tem a participação de nosso parceiro Miguel Nicolelis, passa a se chamar inova!Br e vai para uma plataforma digital com estreia prevista em dezembro. Nossa área de eventos, a Seminários Brasileiros, já tem quatro seminários agendados para 2014 e um prêmio no final do ano. Já temos um caderno especial encartado na revista, o Literatura!Brasileiros, editado por Daniel Benevides, e estamos desenhando outro, mensal, para estreia em março, o Economia!Brasileiros, com consultoria do professor da FGV Ernesto Lozardo agora em sua gestação e, depois, em sua produção”.

 

 

Trabalhadores da EBC encerram greve

Em clima de comemoração, cerca de 600 funcionários da EBC de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro decidiram, em assembleia online em 22/11, fechar acordo com a empresa e encerrar a greve iniciada havia 15 dias. As principais conquistas dos funcionários foram aumento real de 1,25% e mais quatro talões do auxílio-alimentação extras para os próximos dois anos, no valor de R$ 827 cada. Foram mantidas as cláusulas sociais do Acordo Coletivo de Trabalho vigente, inclusive aquelas que a direção da EBC tentava retirar por demanda do Ministério do Planejamento. Os empregados retornaram a seus postos de trabalho à meia-noite do dia seguinte. Para chegar ao acordo, que tem vigência de dois anos, a EBC abriu mão do corte de ponto dos dias da paralisação, aceitando a reposição das horas não trabalhadas. Os trabalhadores receberão ainda vale-cultura, no valor de R$ 45, para gastar em teatros, museus e cinemas. Para Jonas Valente, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do DF, a greve não foi decretada unicamente pela reivindicação de aumento salarial, mas também pela manutenção de direitos adquiridos e em defesa do fortalecimento da comunicação pública.

 

 

Memórias da Redação

A história desta semana foi elaborada a quatro mãos: Guido Fidelis (comunicacao@sinicesp.org.br), estreante no espaço, contou, nosso assíduo colaborador Bebeto (lrobertoqueiroz@uol.com.br) escreveu, Guido copidescou e Bebeto enviou. Guido, profissional há mais de 50 anos, também escritor e poeta, atualmente assessora o Sinicesp – Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo.

Lua de mel com dinheiro do cofre

No começo de minha carreira como jornalista, na Última Hora, ganhava em torno de Cr$ 25 mil (cruzeiros velhos) – a média do mercado eram Cr$ 22 mil –, e de repente fui chamado para trabalhar na Nação, com mais do dobro do salário, Cr$ 60 mil, tanto dinheiro que achei que era hora de casar e informei a meu chefe, Jarbas Lacerda, um jornalista do velho estilo, durão e grande companheiro.

A Nação surgiu como nova proposta de jornalismo, de propriedade do Simonsen [N. da R.: Mário Wallace], dono de Panair, TV Excelsior e Banco Noroeste. Ele pretendia juntar grandes nomes para produzir um jornal de grande circulação, com edições paulista e nacional. Lá estavam Nabor Caires de Brito, Fúlvio Abramo, Adonis de Oliveira, tantos e tantos nomes de expressão.

Jarbas ficara famoso como chefe da editoria de Polícia da Folha de S.Paulo e frequentemente mantinha contato com delegados e investigadores. Inclusive para exigir que seu irmão jamais fosse preso, e explicava: o irmão costumava fazer pequenos furtos, principalmente em lojas, não porque precisasse, mas porque era cleptomaníaco. Jarbas avisou a todo mundo: “Meu irmão roubou? Me avisem que eu pago o prejuízo, mas não quero que o prendam”. E, é claro, os delegados levaram a sério o pedido e o irmão do jornalista afanava de quando em vez, com absoluta impunidade, o que prova que esta não foi inventada recentemente, ao contrário do que muita gente acredita.

Voltando ao meu casamento, à véspera do enlace, programado para um domingo, o pagamento não tinha saído, pois cairia em minha conta apenas um dia depois, na 2ª.feira. Fiquei afobado porque combinara uma lua-de-mel no Rio de Janeiro e julgava que precisava levar importância maior. Naquela época, 1963, não existiam cartões de crédito e cheques não eram aceitos em outras praças. Sei lá como, Jarbas Lacerda ficou sabendo, me chamou à parte, levou-me ao seu escritório de advocacia – ele também era advogado criminalista –, abriu o cofre e retirou Cr$ 50 mil e me entregou.

Tergiversei, disse que não precisava, mas Jarbas insistiu: “Quando você voltar, paga, mas paga se quiser. E vai logo, pega a grana de que precisa”.

A insistência foi tanta que eu fiz a lua-de-mel, visitei tudo o que tinha direito, inclusive a Mangueira e a Vila Isabel. O Rio era uma cidade calma e os sambistas muito acolhedores. Comprei roupas, perambulei por toda a cidade e ainda sobrou dinheiro.

Devolver foi dureza. Jarbas não queria, dizia para eu pagar mais adiante. Mas deixei as notas envelopadas em sua mesa.

Grande chefe, o Jarbas. Exigente, gritava, ameaçava enfiar goela adentro textos mais fracos. Silvio Sanvito sofreu em suas mãos, mas aprendeu e foi para o Estadão.

Saudades do companheiro Jarbas. Tenho a certeza de que ele dirige algum jornal no reino de Deus.



(Leitores que quiserem colaborar com histórias engraçadas ou curiosas de redações podem enviá-las diretamente para a redação deste J&Cia, pelo baroncelli@jornalistasecia.com.br)

Esses são alguns dos destaques da edição desta semana do informativo Jornalistas&Cia, que circula por redações e assessorias de todo o País



 
Publicidade


Copyright© 2004 - Jornalistas & Cia | Todos os Direitos Reservados -
All Rights Reserved