Edição 1.384 - 9 a 15 de novembro de 2022 n A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com outras organizações defensoras das liberdades de imprensa e expressão, registrou ao menos 37 ataques à imprensa brasileira após o resultado do segundo turno das eleições. u “A mobilização para atacar profissionais de imprensa por parte da basemais radical do presidente derrotado nas urnas saiu do campo digital e foi às ruas”, destaca a entidade. Os ataques incluem xingamentos, declarações racistas e até luta corporal, realizados durantes atos a favor do derrotado presidente Jair Bolsonaro e em bloqueios de estradas. u Na eleição de 2018, a entidade já havia apontado aumento no número de ataques a jornalistas após a eleição, com nove casos, cenário que piorou em 2022. Ao longo deste ano, a Abraji registrou 487 episódios de violência contra jornalistas, sendo 28% deles casos de ameaças, intimidações, agressões físicas e/ ou destruição de equipamentos. Confira mais informações aqui. n Após a realização do censo sobre o Perfil Racial da Imprensa Brasileira, de 2021, do Projeto #diversifica e da parceria editorial com a Jornalistas Pretos – Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação, ambos de 2022, J&Cia dedicará seu especial sobre o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20/11, à saga dos negros e negras no jornalismo brasileiro ao longo da História, desde os que iniciaram essa jornada de lutas, sacrifícios, desafios e conquistas, séculos atrás, até os que hoje dão continuidade ao esforço de seus antepassados, buscando avançar no equilíbrio racial das redações do País. u Será um trabalho autoral do paraibano Assis Ângelo, colaborador deste J&Cia há quase uma década, que ficou cego em2013 emdecorrência do descolamento da retina em ambos os olhos. Assis foi o mentor do especial sobre o centenário do jornalista negro João do Rio, celebrado em junho de 2021, que à época também rendeu um especial deste J&Cia, na celebração do Dia da Imprensa. Além disso, os textos de Assis, sejam em prosa ou poesia, sempre se mostram atentos e reservam aos negros um lugar especial, no blog que leva seu nome e que ele atualiza diariamente ou em trabalhos editoriais, literários e musicais produzidos ao longo de sua profícua carreira. u A edição, que circulará em 16 de novembro, já conta com o apoio de Aegea, B3, Intel, LlorenteYCuenca, Pfizer e Philip Morris. Outras informações com Silvio Ribeiro pelo 19-97120-6693 ou [email protected]. Dia da Consciência Negra Especial J&Cia mostrará a saga dos negros e negras no jornalismo brasileiro ao longo da História Levantamento da Abraji registra ao menos 37 ataques a jornalistas após o segundo turno nArtur Romeu assumiu a direção do escritório da Repórteres Sem Fronteiras para a América Latina. Baseado no Rio de Janeiro, sua principal missão será desenvolver a presença da entidade e fortalecer o impacto de suas campanhas na região. u Na RSF há sete anos, desde 2019 responsável pela gestão de projetos e coordenação das áreas de assistência e de desenvolvimento institucional do escritório, ele substituiu a Emmanuel Colombié, que ocupava o cargo desde 2015 e ficará responsável por monitorar as condições para o livre exercício do jornalismo em mais de 20 países da região, doMéxico à Argentina, incluindo o Caribe de língua espanhola e o Haiti. u Em nome da organização internacional, Artur Romeu coordenará uma rede de 13 correspondentes, além de um representante e umparceiro oficial no México. Ele será responsável pelas operações de advocacy e assistência da organização, além de desenvolver as iniciativas sistêmicas lançadas pela RSF, como a Journalism Trust Initiative (JTI) e a Parceria para Informação e Democracia. Artur Romeu é o primeiro brasileiro a comandar a RSF na América Latina Artur Romeu
Edição 1.384 página 2 Últimas n Jornalistas da Globo fizeram reclamações formais contra a atriz Cassia Kiss por homofobia e ataques à imprensa em conversas de WhatsApp. A informação é do Notícias da TV (UOL), que teve acesso a prints de grupos que mostram a indignação de profissionais que trabalham na redação do Jornal Nacional e na GloboNews. u Emmensagemcompartilhada, por exemplo, Kiss pedia o boicote a jornalistas como Natuza Nery, Andréia Sadi, Flavia Oliveira e William Bonner, todos profissionais que trabalham diariamente na programação da empresa. Segundo apurou o Notícias da TV, um dos jornalistas que reclamaram fez uma denúncia formal contra a atriz. E outro profissional disse estar muito ofendido com as falas homofóbicas de Cassia, pois se identifica como parte da comunidade LGBTQIA+. u A maior indignação é pela omissão da Globo nos bastidores, devido aos ataques contra minorias e jornalistas por parte da atriz, e também pelo fato de ela continuar a frequentar atos golpistas. n Renata Lo Prete deixará em 21 de novembro a apresentação de O Assunto, depois de mais de três anos no comando desse podcast diário do g1. Natuza Nery, comentarista da GloboNews, assumirá a apresentação do projeto. Renata segue apresentando o Jornal da Globo. u Renata diz acreditar que encerrou o ciclo à frente de O Assunto após as eleições: “O jornalismo e o jornalista precisam se reinventar o tempo todo. Por isso digo que foi um privilégio ter participado da concepção e apresentação de um produto pioneiro, que nasceu da inquietação de empresas distintas do Grupo Globo e ajudou a fazer dele referência também em podcasts. Saio com sentimento de missão cumprida”. u O Assunto tornou-se um dos podcasts mais ouvidos da América Latina, commais de 88 milhões de downloads desde a estreia, em26 de agosto de 2019. Jornalistas da Globo denunciam Cassia Kiss por homofobia e ataques à imprensa Cassia Kiss Renata Lo Prete deixa o comando do podcast O Assunto Natuza Nery será a nova apresentadora do projeto Renata Lo Prete Natuza Nery n Começa nesta quinta-feira o segundo turnode votaçãodo Prêmio +Admiradosda ImprensadeTecnologia.Os finalistas serãoconhecidos emediçãoespecial desteJ&Ciaque circulará até o final do dia. u Com patrocínio de Hotmart e iFood, alémdo apoio de divulgação da Press Manager, a premiação vai eleger os jornalistas TOP 25 +Admirados, além de Colunista, e veículos nas seguintes categorias: Agência de Notícias, Canal Digital, Newsletter Especializada, Podcast, Site, Veículo Especial izado em Consumo (B2C), Veículo Especializado em Negócios (B2B) e Veículo Geral. Finalistas dos +Admirados da Imprensa de Tecnologia serão conhecidos nesta quinta (10/11) Pág.1
Edição 1.384 página 3 conitnuação - Últimas Nacionais n Christiane Pelajo anunciou em 4/11 sua saída da Globo após 26 anos de casa. Ela, que ultimamente apresentava o ConexãoGloboNews, informou sua decisão em mensagem enviada aos colegas de redação e mais tarde divulgada em suas redes sociais. “Hora de buscar outros objetivos”, explicou. Segundo o Notícias da TV, Bete Pacheco, que já era sua suplente no programa, é a mais cotada para assumir a atração. u Em quase três décadas no Grupo Globo, Christiane passou pelo Jornal da Globo, entre 2005 e 2015, e fez eventuais aparições aos sábados no Jornal Nacional. Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, assumiu interinamente o comando do SP2, em substituição a Carlos Tramontina, que pertencia ao grupo de risco e foi afastado na época. nSonia Machado Jardim, presidente do Grupo Editorial Record, anunciou que Cassiano Elek Machado é o novo diretor editorial da empresa. Ele terá a missão de coordenar o trabalho dos cinco editores executivos do grupo, visando a ampliar o plano de crescimento da Record. u Cassiano foi diretor editorial da Planeta Brasil por oito anos e da Cosac Naify por outros quatro. Trabalhou por mais de 12 anos na Folha de S.Paulo, foi redator-chefe da revista Trip e fez parte da primeira equipe de redação da revista piauí. Foi ainda curador da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Christiane Pelajo deixa o Grupo Globo Christiane Pelajo Cassiano Elek Machado começa no Grupo Editorial Record Cassiano Elek Machado nRicardoGontijo morreu nessa segunda-feira (7/11), aos 78 anos, na cidade de Resende, no Estado do Rio, onde residia. Após longa internação, não resistiu a uma insuficiência respiratória. Deixou quatro filhos. O velório foi nessa terça-feira (8/11), a partir das 13h30, com cremação às 16h30. u Mineiro de Belo Horizonte, mudou-se para São Paulo na década de 1960 e esteve em revista Manchete, jornal Diário da Noite e Jornal da Tarde; foi secretário de redação da Folha da Tarde e editor-assistente da revista Exame. Paralelamente, iniciou carreira na televisão, no programa Globo rural. u Nos anos seguintes, transferiu- -se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em jornais emblemáticos como O Sol e Opinião. Passou ainda por Jornal do Commercio, O Globo, sucursal da Folha de S.Paulo, jornais Tribuna da Imprensa e Última Hora. Na década de 1970, na TV, foi editor de Internacional da TV Globo, um dos pioneiros da Educativa, e TV Rio. Em revista, esteve em Exame e Manchete. Teve passagem pelo jornal Panorama, em Londrina, no Paraná, e foi superintendente de Comunicação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Rio. u Entre diversos prêmios, recebeu dois Esso de Jornalismo quando esteve na Folha da Tarde. Premiado também por vídeos, mereceu o Fundação Ford, nos Estados Unidos; Festival de Sorrento, na Itália; e Festival de Barcelona, na Espanha. u Publicou dois livros-reportagem, Transamazônica e Sem vergonha da utopia, este sobre o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Ainda os romances Prisioneiro do círculo, autobiográfico, e A correnteza e Pai morto, vivo. Deixou dois inéditos, um de contos e outro de poesia. O adeus a Ricardo Gontijo Ricardo Gontijo HÁ 10 ANOS APERFEIÇOANDO O MERCADO DE COMUNICAÇÃO VOCÊ TEM QUE ESTAR AQUI! A MAIOR FERRAMENTA DE ENVIO DE RELEASES DO BRASIL! MAIS DE 55 MIL JORNALISTAS NO MAILING DE IMPRENSA! O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO PARA CONTRATAR? Pág.1
Ao assistir as apresentações dos cases , você concorre a ingressos para o 26º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas, que acontecerá em agosto de 2023, na Unibes Cultural, em São Paulo. Serão sorteados seis ingressos ao longo do evento. Acesse o site, confira a programação e faça a sua inscrição!!! Link de acesso: https://bit.ly/3gmxo51 Vem aí, o Mega Brasil Benchmarking 2022, com o tema central “Ações empresariais e impactos sociais”.
Edição 1.384 página 5 De Londres, Luciana Gurgel Para receber as notícias de MediaTalks em sua caixa postal ou se deixou de receber nossos comunicados, envie-nos um e-mail para incluir ou reativar seu endereço. Em 2 de novembro celebrou- -se o Dia de Finados e o Dia Mundial pelo Fimda Impunidade de Crimes Contra Jornalistas. Dias depois, autoridades filipinas anunciaram que a morte de um dos mais conhecidos profissionais de imprensa do país, Percy Lapid, aconteceu a mando do chefe do sistema prisional − um raro caso de autoria identificada, restando saber se o integrante do governo será punido. Poucas categorias contam com uma data para protestar contra a falta de punição para crimes cometidos contra seus profissionais. No caso da imprensa, eles afetam toda a sociedade. Lapid havia denunciado corrupção contra o diretor do sistema penitenciário e por isso perdeu a vida. Apesar da coincidência triste com Finados, a violência contra jornalistas não se limita a assassinatos. Agressões e assédio online e off-line devastam reputações e levam profissionais para o exílio ou a abandonar a atividade. Mas contra a morte não há remédio. Faltando dois meses para o fimdo ano, o jornalismo já superou o número de perdas de profissionais a serviço ou associadas ao trabalho registrado em todo o ano de 2021, mais de 50. É certo que este ano temos uma guerra, que levou pelo menos nove profissionais de mídia. Mas a maioria dos crimes de 2022 ocorreu fora de zonas de conflito − pelo menos oficialmente, visto que algumas tiveram como alvo jornalistas atuando em regiões dominadas por grupos criminosos. Dois exemplos próximos são o Haiti, com seis mortes, e o México, com 15. Há duas semanas, três homens foram condenados pelo assassinato de Lourdes Maldonado, ocorrido em janeiro. Cada um recebeu US$ 15 mil pelo “trabalho”. Ela tinha vencido uma ação trabalhista contra uma TV de propriedade de um ex-governador estadual e estava sob proteção do Estado, mas há suspeitas de envolvimento de um cartel no crime. No entanto, omais importante não aconteceu, “honrando” a necessidade de uma data contra a impunidade: os mandantes não foram identificados. É assustador constatar que nem jornalistas que receberam proteção do Estado escaparam. Foi o caso de Maldonado e do colombiano Rafael Moreno. Ele havia pedido reforço na segurança fornecida pelo governo, mas foi assassinado em uma tarde de domingo em que tinha dispensado o agente que o acompanhava. A impunidadeé tamanha quena maioria dos casos não há sequer confirmaçãodequeocrime tenha relação como trabalho. É comum ler declarações de autoridades sugerindo outras motivações. Mas não deve ser coincidência o fato de que quase todos os que perderam a vida terem histórico de denunciar crimes. Outro padrão é o foco em blogueiros, jornalistas-cidadãos Ano após ano, impunidade de crimes contra jornalistas persiste apesar de planos e protestos ou que trabalham em pequenos veículos locais, um deles no Ceará. De todos os crimes fatais deste ano, poucos vitimaram jornalistas de grandes veículos, como o britânico Dom Philips e a repórter da Al Jazeera Shireen Abu Akleh. Ela foi baleada quando cobria uma operação do exército israelense na Cisjordânia, caso que chegou ao Tribunal de Haia mas por enquanto não resultou em responsabilização ou punição. Se isso acontece com uma figura conhecida e cidadã americana, não é difícil imaginar o que ocorre em casos como o do hondurenho Edwin Andino, de 23 anos, sequestrado junto com o pai e encontrado morto amordaçado com fita isolante. A consequência da impunidade é o chamado chilling effect, com jornalistas oumesmo veículos desistindo de levar denúncias adiante por medo. Grandes investigações não são impactadas, pois contam com o apoio de organizações de mídia poderosas e esquemas para salvaguardar os profissionais. O Bellingcat é um exemplo. Fundado em2015 pelo jornalista britânico Elliot Higgins, temsede na Holanda e criou um eficiente mecanismo de apuração, combinando expertise de profissionais investigativos e tecnologia para vasculhar o mundo digital. Ainda há corajosos que enfrentam poderosos ou criminosos sem proteção − tanto que vários deles foram vítimas fatais de crimes ou de assédio e perseguições. Mas quantos “engavetaram” pistas que poderiam ter se transformado em reportagens por causa dos riscos? Embora as organizações de liberdade de imprensa costumem estar unidas ao condenar atos de violência contra a imprensa, a Federação Internacional de Jornalistas perdeu a paciência e lançou um movimento próprio, criticando a ineficiência do plano de ação da Unesco que agora completa dez anos. A IFJ propôs à ONU a adoção de uma Convenção sobre segurança e independência de jornalistas, afirmando que “apesar de suas dignas intenções, o plano Segurança de Jornalistas e Impunidade não foi capaz de oferecer o “ambiente livre e seguro” que prometeu. Pode não adiantar nada. Mas diante da realidade, não custa tentar algo diferente. Perry Tse/South China Morning Post Pág.1
Edição 1.384 página 6 conitnuação - MediaTalks Censura inovadora − Em um método que pode ser considerado uma forma inusitada de censura, um empresário da China tentou subornar uma editora estudantil independente tailandesa conhecida por criticar o governo de Xi Jinping. A Sam Yan Press foi fundada em 2017 por ativistas estudantis e publica vários livros que promovem a democracia. Em seu catálogo, a editora tem publicações sobre a política chinesa, com foco na repressão estatal emHong Kong e Xinjiang, a independência de Taiwan e sobre o ativista pró-democracia de Hong Kong Joshua Wong. Dirigentes da editora dizem que receberam propostas no valor total de US$ 155 mil (R$ 780 mil) para que a empresa encerrasse suas operações. Burning Questions − Antecedendo a abertura da COP-27, no Egito, um novo documentário da rede global de jornalismo ambiental Covering Climate Now reuniu jornalistas premiados para dar um panorama sobre as mudanças climáticas no planeta. Apresentado pelos âncoras da NBC News Al Roker e Savannah Sellers, o BurningQuestions: Covering Climate Now estreou na TV americana nesta semana e também está disponível na íntegra no YouTube. O especial traz aos telespectadores reportagens sobre como o meio ambiente está se transformando e afetando a vida de pessoas nas mais diversas regiões do planeta e questiona: a humanidade agirá a tempo de se salvar? A Justiça − Uma imagem em cores fortes quemostra a estátua A Justiça e o edifício do Supremo Tribunal Federal ao fundo, de autoria do fotógrafo amador DennisWayne Asfour, foi a vencedora da etapa Brasil do concurso de fotografia de monumentos Wiki Loves Monuments 2022. Americano aposentado, radicado em Brasília, Asfour comentou sobre a foto premiada: “A justiça é realmente cega ou somos só nós?”. “A imagem é muito simbólica, pois destaca um monumento que representa o Poder Judiciário emummomento conturbado que o País está vivendo, com a atuação deste poder tornando cada vez mais proeminente no cenário nacional ”, disse Éder Porto, organizador do Wiki Movimento Brasil, durante anúncio dos vencedores. Pressão na COP-27 − O escritor britânico-egípcio Alaa Abdel- -Fattah endureceu a sua greve de fome dias antes da abertura da COP-27, a Conferência do Clima das Nações Unidas. O objetivo é chamar a atenção dos líderes mundiais para a situação dos presos pol íticos no Egito. Abdel- -Fattah foi um dos principais ativistas da revolução de 2011 no país, que levou à queda do ex-presidente Hosni Mubarak. Preso algumas vezes desde 2014, no fim do ano passado ele foi condenado a mais cinco anos de detenção acusado de divulgação de fake news. Em protesto, iniciou uma greve de fome em abril e, agora, deixou de consumir qualquer tipo de alimento e líquidos em 6 de novembro − dia em que começou a COP-27, na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito. Sexta morte no Haiti − Após uma escalada de violência sem precedentes contra jornalistas no México, agora é o Haiti que desponta como o segundo país mais perigoso para a imprensa na América Latina. O repórter Romelson Vilcin foi o sexto morto no país em 2022. Ele foi atingido na cabeça por um projétil de gás lacrimogêneo durante protesto contra a prisão de outro jornalista no domingo (30/11) em frente a uma delegacia na capital haitiana, Porto Príncipe. A morte dele aconteceu às vésperas do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado em 2 de novembro. A data é reconhecida pelas Nações Unidas, que anualmente reitera seu compromisso com a defesa da imprensa ao cobrar das autoridades mundiais investigação de casos envolvendo profissionais da mídia. Esta semana em MediaTalks Dennis Wayne Asfour Tuitão do Plínio Por Plínio Vicente (pvsilva42@ gmail.com), especial para J&Cia (*) Plínio Vicente é editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984. Foi chefe de Reportagem do Estadão e dedica-se a ensinar aos focas a arte de escrever histórias em apenas 700 caracteres, incluindo os espaços. Turíbio ia e vinha de Lethem, na Guiana. Certo dia conheceu Prudence, esbelta, sempre usando um adorno. Ele fez que fez até que conseguiu puxar conversa, que não durou muito. Mas sempre que a via lhe dava a coceira: voltar a falar com a moça. Mas ela se esquivava e ele não conseguia chegar perto. Umdia, durante tumulto nas ruas de Bonfim, do lado de cá do rio Takutu, ela correu para ele, se esconderam atrás de umcasebre e quando pensou que iam dar uns amasso, ela enrolou a écharpe no pescoço do jovem e disse apenas: “Me encontre na rua do Ouro, em Boa vista”. E assim foi. Quando se reencontrarem ela pediu a echarpe de volta. Só aí Turíbio soube que contrabandeara um esconderijo de joias... Écharpe − [Do fr. écharpe.] − Substantivo feminino − 1. Faixa de tecido que se usa, em geral, ao redor do pescoço, como agasalho ou como adorno. (Aurélio). O esconderijo de Prudence Pág.1
Edição 1.384 página 7 EM AÇÃO A Rede JP é uma rede de jornalistas negros, indígenas e periféricos do Brasil e do exterior focados em tornar a comunicação social mais diversa e representativa em toda a sua estrutura. Atuamos com os pilares de representatividade, educação e oportunidade. Conheça o nosso banco de talentos e acesse as nossas redes: @RedeJP | Linktree. Construir vínculos e inspirar as pessoas: é para isso que existimos. Esta coluna é de responsabilidade da Jornalistas Pretos – Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação (*) Faça parte da nossa rede: [email protected] R E D E Don Rojas trabalhou na Organização Internacional de Jornalistas e é diretor de Comunicação e Relações Internacionais do Instituto do Mundo Negro do Século 21 (IBW) e da Comissão Nacional de Reparações Afro- -Americanas (NAARC), além de gerente-geral da Black World Media Network, seu “projeto legado” sob o guarda-chuva IBW. Mais nomes já confirmados para inspirar e motivar ainda mais na espera pelo 2º Encontro Internacional de Inovações em Jornalismo da Diáspora Africana, dias 19 e 20 de novembro. Ainda dá tempo, corra para se inscrever gratuitamente! Te esperamos lá! Patrícia Mannaro, que coordenou a elaboração do manual de comunicação sobre diversidade sexual e de gênero produzido pela Aliança Nacional LGBTQIA+ e a Rede Gay Latino, participa do encontro promovido pela Rede JP para falar sobre ele. Inspirado em manuais de organizações internacionais, o material é produto de um trabalho conjunto e visa a ajudar profissionais da mídia a usar e propagar termos corretos. Black World Media participa do Encontro Internacional de Jornalistas da Diáspora Africana Don Rojas Manual LGBTQIA+ ajuda a tornar a comunicação mais inclusiva Patrícia Mannaro Confira os episódios em: Jairo Marques (Folha de S.Paulo) Caê Vasconcelos (UOL) Luciana Barreto (CNN Brasil) Nayara Felizardo (The Intercept BR) Luciene Kaxinawá (Amazônia Real) Erick Mota (Regra dos Terços) Pág.1
Saiba mais em: revistapiaui.com.br 10h 12h 14h 16h 18h CONVERSA COM O YOUTUBE: ATILA IAMARINO Entrevistadores: Patricia Muratori e Bernardo Esteves FORO DE TERESINA AO VIVO com Thais Bilenky, José Roberto de Toledo e Fernando de Barros e Silva BRANDON FELDMAN YouTube(EUA) Entrevistadores: Pedro Doria (Meio) e Ana Clara Costa (piauí ) JESSIKKA ARO Rádio Yle (Finlândia) Entrevistadoras: PatríciaC.Mello (Folha de S.Paulo) e Flavia Lima (Folha de S.Paulo) ANNA BABINETS Slidstvo(Ucrânia) Entrevistadoras: Dorrit Harazim (O Globo) e Thais Bilenky (piauí ) O JORNALISTA E O DITADOR Entrevistadores: Alana Rizzo (YouTube) e Breno Pires (piauí ) JULIA GAVARRETE El Faro (El Salvador) Entrevistadores: Ricardo Gandour (ESPM) e Consuelo Dieguez (piauí ) NICHOLAS JOHNSTON Axios (EUA) Entrevistadores: Aline Midlej (GloboNews) e José Roberto de Toledo (piauí ) ALEJANDRA INZUNZA Dromómanos(México) Entrevistadores: Bernardo Mello Franco (O Globo) e Fernando de Barros e Silva (piauí ) ADAM ELLICK The New York Times(EUA) Entrevistadores: Natuza Nery (GloboNews) e André Petry (piauí ) DOMINGO – 04/12 SÁBADO – 03/12
Edição 1.384 página 9 (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. As rádios comunitárias nunca foram realmente bem-vistas pelo setor de radiodifusão, pois acreditava-se que seriam concorrentes para as emissoras já instaladas e reconhecidas pelo Governo Federal. Entre muitos embates, conseguiu-se uma legislação que autorizava a criação de emissoras comunitárias, porémcom raio de transmissão limitado e sempossibilidades de captação de recursos por publicidade. Tudo isso em um período anterior ao boom das transmissões pela internet, que facilitou a entrada demuitas emissoras no dial virtual, até algumas que nunca chegarama atuar com transmissões por antenas. Por outro lado, ainda temos um grande número de emissoras não legalizadas, que atuam em diversas regiões do Brasil, contrariando a legislação e a fiscalização. Um profissional que acompanhou esse processo e ajudou muitas emissoras realmente comunitárias foi o jornalista e professor Sérgio Gomes. Militante de esquerda desde os tempos de graduação na Escola de Comunicação da USP, ele desenvolveu uma empresa voltada ao trabalho de comunicação como ferramenta de empoderamento das minorias. Assim, a Oboré Projetos Especiais transformou- -se em referência para pesquisadores, estudantes, políticos e instituições governamentais que queiram atuar junto de comunidades carentes, sindicatos, ONGs e demais públicos excluídos dos processos de comunicação junto da grande imprensa e das empresas que financiam projetos. Sérgio lembra que há duas legislações voltadas às emissoras comunitárias. Uma federal, doMinistério das Comunicações/Anatel, e outra na cidade de São Paulo, que contou com uma intensa colaboração das bancadas do PT e do PSDB, que na época eram adversários, mas concordaram em trabalhar juntos pelas emissoras comunitárias. “Portanto, a necessidade que a cidade tivesse ela mesma uma lei que, depois, apoiada evidentemente em estudos técnicos, ajudasse a indicar quem poderia ou não ter uma emissora”, afirma o jornalista. O grande ponto destacado por Sérgio é o foco na rádio cidadã, aquela que realmente atua para a comunicação nas comunidades, ajudando a levar informação e educação para os pontos mais distantes da cidade. Mas havia um problema prático a ser resolvido: a cidade de São Paulo temum relevomuito diferente emvárias áreas, necessitando um estudomais aprofundado sobre como distribuir o sinal das emissoras. Esse estudo já havia sido realizado pela Embratel e com esses dados foi possível avançar no projeto das emissoras na Capital paulista. As rádios comunitárias na Capital paulista “O objetivo era dotar a cidade do maior número possível de emissoras que trabalhassem com essa ideia da comunidade”, comenta Sérgio. Todo esse esforço resultou no projeto que se transformou na Lei 145, sancionada pelo então prefeito José Serra. “A legislação, justamente essa lei municipal, permitia que as emissoras pudessem ter publicidade ou apoio cultural de instituições variadas, facilitando a entrada de verba para financiar as rádios dentro domunicípio, já que a legislação nacional dizia que só podia ter apoio cultural de instituição com sede até um quilômetro dos estúdios da rádio. O que impedia que instituições fora desse território pudessem ajudar as emissoras”, informa Sérgio. Esse ponto da sustentabilidade das emissoras comunitárias sempre foi sensível para ele, pois ao inviabilizar a entrada de verba lícita nas emissoras estas acabam à mercê de esquemas políticos locais e até do crime organizado: “O que me parecia é que, se não descobríssemos um caminho normal do mercado, que se interessasse por essas emissoras que alcançavam essas populações, elas ficariam na dependência de três tipos de apoio: do político rico à procura de votos, do narcotráfico ou das igrejas pentecostais de natureza fundamentalista, que transformavam a emissora basicamente em seu próprio alto-falante”. Embora tenhamos essa legislação, a situação das rádios comunitárias ainda não é boa e muitas acabaram entrando em esquemas como os citados por Sérgio Gomes. Por isso, ele defende a necessidade de organizarmos cursos de capacitação para essas emissoras, envolvendo universidades, órgãos públicos e ONGs, que busquem melhorar o desempenho delas, para que não se transformem em braços políticos contra as comunidades em que estão instaladas, servindo de cabresto eletrônico e não como canal de informação e educação. Você pode ler e ouvir esse e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio emídia sonora. As entrevistas podem ser ouvidas em formato de podcast no link. Sérgio Gomes 100 ANOS DE RÁDIO NO BRASIL Por Álvaro Bufarah (*) Pág.1
Edição 1.384 página 10 redução de custos imobiliários, não sem razão: balanço feito em 2019 demonstrou que o conglomerado alugava cerca de 1.600 imóveis em todo omundo. Outra razão é que, ao reunir todas as empresas e colaboradores num mesmo espaço, aumentam o engajamento e a conexão entre as marcas e os times, fomentando intercâmbio, diversidade profissional e sinergia. u Embora a publicidade seja o grande ativo do WPP, a presença de seu PR no mundo e no Brasil não é desprezível. Integram o grupo as agências Máquina CW e BCW Brasil (que, juntas, forma o Grupo BCWBrasil), mais a Ideal H+K Strategies e a Hill+Knowlton Brasil. u Outra curiosidade do projeto, cuja concorrência foi vencida pelo arquiteto brasileiro Gustavo Utrabo, é o jardim de 7 mil m2, que abrigará mais de cem espécies da flora nativa da Mata Atlântica, adornando os cinco pavimentos conectados por passarelas e escadas, que levarão a espaços de convivência e galerias conectadas às áreas externas. O térreo será aberto ao público e contará com lojas, cafés, teatro, entre outros equipamentos. O design de interiores será desenvolvido pelo BDG, escritório da própria holding WPP. u Sobre a iniciativa, diz o country manager Brasil do grupo, Stefano Zunino: “O WPP Campus São Paulo foi concebido com base nas novas necessidades de trabalho, incentivando equilíbrio de vida, bem-estar e a colaboração entre talentos, clientes e a comunidade que garantam o desenvolvimento de soluções inovadoras para os clientes e para o mercado”. Comunicação Corporativa n Dois dos maiores conglomerados de comunicação do mundo anunciaram quase que simultaneamente novidades que agitarão omercado brasileiro nos próximos anos. u O grupo norte-americano Omnicom foi ao mercado para informar que encerrou as atividades do Grupo ABC e que as agências África, DM9, CDN e Interbrand passam a se reportar diretamente aos comandos globais das redes que integram. A CDN, única de PR, dirigida por Fábio Santos, já havia entrado no clima de mudança dias atrás quando comunicou um reposicionamento da marca, novos investimentos em inteligência de dados e outras inovações na sua operação, além de já ter iniciado reporte ao Omnicom Public Relations Group. Lembrando que também integram o grupo Omnicom as agências de PR Ketchum, InPress Porter Novelli e FleishmanHillard, entre outras. u Mostra a história que o Grupo ABC já foi a maior holding nacional no segmento de publicidade e marketing. Com a decisão de extingui-lo, o CEO Cristiano Muniz deixou a organização e o fez, conforme afirmou, por ter concluído a missão para a qual foi contratado três anos atrás: reorganizar a holding nacional já com vistas à incorporação total das agências às suas respectivas redes. u Essa holding, a propósito, chegou a operar com 15 marcas e neste apagar das luzes concentra apenas as quatro marcas citadas acima. O últimomovimento foi a fusão entre SunsetDDB, TracyLocke e Track, em junho, que se deu em torno da reativação da histórica marca DM9. WPP, uma nova sede para juntar todas as empresas do grupo n Já o outro gigante, o grupo britânico WPP, anunciou que implantará no Brasil, a exemplo do que já fez em Londres (Reino Unido), Detroit (EUA), Milão (Itália) e Praga (República Checa), uma nova sede que abrigará suas mais de 20 empresas e os atuais seis mil funcionários em área de 20 mil m2, localizada na Vila Leopoldina, em São Paulo. A obra já foi iniciada e a previsão é que esteja concluída até o início de 2025. Trata-se de um complexo empresarial – um dos maiores do WPP no mundo – construído na modalidade built to suit (sob demanda para o locatário). u Entre as razões que têm levado o grupo WPP a implementar complexos integrados está a Gigantes Omnicom e WPP anunciam novidades quase que simultaneamente Campus WPP Internacionais nJulio Gama, diretor global de comunicação da Vale, vai agora acumular a presidência doGrupo de Trabalho de Comunicação (CWG, na sigla em inglês) do Conselho Internacional de Metais eMineração (ICMM, também na sigla em inglês). O mandato é de dois anos. Em post no Linkedin, ele agradeceu “a oportunidade de compartilhar com pares globais a experiência única de comunicar a jornada em transformar a cultura corporativa, desencadeada pela tragédia de Brumadinho, com todas as lições aprendidas com esse momento triste da nossa história e que lembraremos para sempre”. nNatalia Benincasa assumiu o cargo de chief creative officer da Edelman para a América Latina. Com larga experiência e atuação internacional e selecionada pessoalmente por Judy John, CCO global da Edelman, Natalia ficará em Buenos Aires e será responsável por liderar, desenvolver e integrar a comunidade de profissionais criativos nos escritórios da Edelman em Argentina, Brasil, Colômbia e México. Em sua trajetória anterior, foi diretora executiva de criação da Wunderman Thompson Argentina e líder criativa em agências como FCB, Leo Burnett México, VegaOlmosPonce e BBDO, entre outras. Julio Gama Natalia Benincasa Pág.1
Edição 1.384 página 11 conitnuação - Comunicação Corporativa n Karla de Melo assumiu há alguns dias a Gerência Geral de Comunicação da Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Chega com a missão de liderar os processos de reputação e comunicação corporativa, que incluem planejamento estratégico, branding, imprensa, publicidade, patrocínios, mídias digitais, eventos e comunicação interna. Karla, vale ressaltar, foi por mais de 13 anos da comunicação corporativa da Vale. Brasília nAnapaula Cunha, diretora de estratégia integrada, projetos especiais e causas na Oficina Consultoria, deixou a agência, onde esteve por quatro anos e oito meses, e foi contratada como diretor de marketing pela DGBB Comunicação. Ela também já esteve em Imagem Corporativa e FSB. Anapaula Cunha Mariana Araújo Rio de Janeiro Karla de Melo começa na Firjan Karla de Melo Roberta Schuler Rosa Rio Grande do Sul nRoberta Schuler Rosa, consultora de comunicação, despediu- -se da Critério, onde esteve por quase três anos, e foi para a Unimed Porto Alegre, contratada como analista de comunicação interna. Antes, foi assessora de imprensa do Grupo RBS por dois anos e oito meses e, no período emque atuou na grande imprensa, esteve por 16 anos e meio como repórter do Diário Gaúcho. São Paulo n Adriano Zanni, que esteve por 16 anos, até julho, na Trama Reputale, os últimos nove como diretor de comunicação com empregados e engajamento, acertou seu ingresso na In Press Porter Novelli, contratado como diretor de comunicação interna e transformação organizacional. n André Guerra, consultor sênior, deixou o Instituto Jô Clemente (IJC), onde ficou por um ano e meio, até junho, e está agora como executivo sênior da CDI. n Brenda Messora começou como executiva sênior na Máquina CW, no atendimento à Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). Chega de uma jornada de cinco anos na Edelman, onde iniciou como estagiária e era analista pleno. n Carina Baladi, que foi por poucomais de umano da XCom, até março, integra desde julho o time da Edelman, na função de gerente sênior para as contas do Grupo Movile. Adriano Zanni André Guerra Brenda Messora Pernambuco nMariana Araújo, que foi repórter do Jornal do Commercio do Recife e esteve, na sequência, por pouco mais de quatro anos, na Euro Comunicação, até abril, integrou-se ao time da Vianews Hotwire, atuando desde Recife. Carina Baladi Pág.1
Edição 1.384 página 12 conitnuação - Comunicação Corporativa nDébora Farias da Silva começou em outubro como analista na Ágora Assuntos Públicos e Comunicação Estratégica como freelance, para o atendimento ao iFood. Ex-CDN, onde atuou como executiva por quase dois anos e meio, teve uma rápida passagem como analista pleno na Buzzing PR. nFabianaFaria, que foi daCDNpor poucomaisde seteanos ena sequência fez um job na Weber Shandwic por seis meses, até outubro, começou na Codecs, no cargo de analista sênior de data intelligence. n Giuliana Reginatto, head de prática de saúde, deixou a Ketchum, onde ficou por um ano e quatromeses, até junho, e desde então está na Pfizer como gerente de comunicação externa. Ex-editora de saúde do Estadão, onde esteve por mais de 12 anos, ela foi também de CDN e Imagem Corporativa. n Isadora Fernandes da Silva, ex-NR-7, que esteve por um ano e três meses na Sing, até outubro, integrou-se à equipe da RPMA, na função de executiva de atendimento. Débora Farias da Silva Fabiana Faria Giuliana Reginatto Isadora Fernandes da Silva Juliana Pereira Lucas Berredo Mayara Albuquerque Patricia Abreu nJuliana Pereira deixou a FSB, onde esteve por um ano e meio, até setembro, e integrou-se em outubro ao time de comunicação da Suzano, no cargo de analista de comunicação e marca. nLucas Berredo integrou-se há algumas semanas ao time da GBR Comunicação, na função de assessor de imprensa. Ele esteve anteriormente, por um ano e nove meses, como repórter e redator da Olhar Digital. nMayara Albuquerque, especialista sênior, começou emnovembro como gerente de relações públicas Brasil na BlaBlaCar, após rápida passagem de seis meses pela Visat Inc. Ela também já esteve na Idwall e na Ideal H+K Strategies. nPatricia Abreu, ex-Anhanguera Digital e Seja Digital, que esteve dez meses como diretora de comunicação, relacionamento e integração da Fundação Renova, assumiu há algumas semanas a Diretoria de Comunicação da Siga Antenado | EAF. nRosa Buccino deixou a Encaso Comunicação, onde atuou por quase três anos emeio, até agosto, e começou como gerente de atendimento na Ricardo Viveiros e Associados. nThiago Nepomuceno despediu-se da FT Estratégias, onde atuou por um ano e nove meses como relações públicas, e em outubro integrou-se como executivo sênior ao time da Ecomunica, respondendo pelo PR de Sonny Channel e AXN. Entrou em licençamaternidade nJulianna Verdile, especialista em Comunicação na Enel X, em São Paulo, na empresa desde agosto de 2021. Rosa Buccino Thiago Nepomuceno Julianna Verdile Pág.1
Edição 1.384 página 13 conitnuação - Comunicação Corporativa Dança das contas n Novo cliente da 2PRÓ, o Movimento Pela Base é uma rede não governamental e apartidária de pessoas e instituições que apoiam a construção e a implementação de qualidade da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e do Novo Ensino Médio. A agência assumiu a estratégia de comunicação com a imprensa e com stakeholders estratégicos via twitter. A direção de atendimento é de Jorge Soufen, ao lado de CarolinaMendes, sócia da agência. n A Contatto também tem novo cliente: Belago Technologies, empresa especializada em TI. No atendimento, Matheus Correa Cristiano, que ali chegou em agosto passado, Fernanda Fernandes e Vinícius Cavallero. n Outra com novidade é a Communica Brasil. Conquistou a conta da Rino Com, agência de publicidade com 60 anos de vida. No atendimento, Marcela Martinez ([email protected]. br) com coordenação da sócia- -diretora Andrea Funk (andrea@). nA FleishmanHillard conquistou a conta daWTorre Entretenimento. Com isso, passa a atender ao Allianz Parque, lembrando que a agência já trabalhava os serviços de RP para a concessão do Novo Anhangabaú. No atendimento ao Allianz Parque, Rubia Chikos Roveron (rubia.roveron@fleish man.com.br) e ao Novo Anhangabaú, de Fabiana Bielo (fabiana. bielo@), ambas com reporte à gerente Erika Freitas e à diretora Renata Jordão. Pelas instituições n O Dia Nacional das Relações Públicas, em 2 de dezembro (sexta-feira), será celebrado pela ABRP – Associação Brasileira de Relações Públicas com a realização da terceira edição do projeto Trilogia RP: Mitos e Verdades. O evento, que terá atividades também no sábado (3/12), debaterá Comunicação e Cidadania, sob três pilares: comunicação inclusiva, comunicação pública e comunicação e sustentabilidade. Outras informações e a programação completa aqui. n A Aberje realizará nesta sexta- -feira (11/11), às 8h30, no Museu do Futebol (Praça Charles Miller, s/n − Pacaembu, São Paulo), um encontro entre marcas que investemno esporte para discutir comespecialistas como a comunicação pode contribuir com o ciclo do negócio do futebol, desde a memória do esporte, o marketing de influência e a geração de negócios. Entre os convidados estão Sérgio Xavier (SporTV), AndréHernan e Sergio Gandolphi (Desimpedidos) e Carolina Motta (Panini Brasil). O evento é gratuito, com inscrições pelo site da Aberje. O planeta, as empresas e o jornalismo vão parar para acompanhar a conferência do clima no Egito E o MediaTalks, como fez na COP26, vai analisar a cobertura da imprensa, as tendências e os impactos que o evento trará para a sociedade. Diretamente de Londres, com a participação de correspondentes brasileiros no exterior, mostrando as diferentes realidades. E mais o depoimento de executivos e empresários sobre como o mundo corporativo está se preparando para esse novo tempo. Fechamento Editorial e Comercial: 14 de novembro Entrega das artes: 18 de novembro Circulação 27 de novembro Especial Informações: Vinícius Ribeiro [email protected] e 11-99244-6655 Pág.1
Edição 1.384 página 14 AUTO n Já está disponível a edição especial digital de 30 anos da AutoData. Em 148 páginas, a publicação traz um panorama da história do setor automotivo brasileiro nesse período, e sua relação com a cobertura e história da tradicional publicação automotiva. u “Há trinta anos a indústria automotiva estava renascendo após longo período de decadência. E AutoData estava nascendo com a missão de contar e analisar as experiências, iniciativas e resultados das empresas fabricantes de veículos e autopeças, seus fornecedores e distribuidores”, destaca Pedro Kutney, que assina o editorial do especial. n O Estadão anunciou nesta semana o lançamento da nova edição do Prêmio Mobilidade. A iniciativa aglutinará prêmios em quatro eixos principais ligados aos cadernos que discutem o tema na publicação: Carro, do Jornal do Carro; Caminhão, do Estradão; Motocicleta; do MotoMotor; e Cidade Campeã, da editoria de Mobilidade. Serão 27 categorias, das quais 23 destinadas ao voto popular e as demais, decididas por um júri de especialistas. u Com esse novo formato, o tradicional prêmio promovido desde 2006 pelo Jornal doCarro passará a fazer parte do novo guarda-chuva de Mobilidade, juntamente com as categorias destinadas às demais editorias. A votação online já está disponível. Para participar basta o usuário cadastrar um e-mail válido. A cerimônia de premiação está prevista para 12/12, emSão Paulo n Com mais de 40 anos de atuação no jornalismo, incluindo passagens por Quatro Rodas, Playboy, Veja e pelo próprio Estadão, no início da década de 1990, Marcos Emílio Gomes ([email protected]) assumiu recentemente o cargo de diretor de Publishing House do Estadão. Na área, além de responder pelas editorias relacionadas a Mobilidade, ele também lidera as plataformas E-investidor e Paladar, além de cooperar em projetos editoriais com alto potencial publicitário. n Foram divulgados na semana passada os resultados da edição 2022 do Best Global Brands. O estudo, promovido pela consultoria Interbrand, aponta as mais valiosas marcas em todo o mundo. Nesta edição, das 100 primeiras colocadas, 15 integram o setor automotivo, que segue sendo o que conta com mais representantes no estudo. Outro fato curioso é que todas as empresas do setor registraram aumento no seu valor de marca no último ano. u Destaque para a Toyota, que segue como a mais bem colocada no levantamento, na sexta posição. Completam o índice: Mercedes-Benz (8ª), Tesla (12ª), BMW (13ª), Honda (26ª), Hyundai (35ª), Audi (46ª), Volkswagen (48ª), Ford (50ª), Porsche (53ª), Nissan (61ª), Ferrari (75ª), Kia (87ª), Land Rover (98ª) e Mini (99ª). u Confira a lista completa. PELAS REDAÇÕES AutoData lança especial de 30 anos. Estadão unifica prêmios automotivos sob a marca Mobilidade e Marcos Emílio Gomes assume a gestão da área Marcos Gomes PELAS REDAÇÕES 15 marcas automotivas estão entre as 100 mais valiosas do mundo, aponta Best Global Brands PRECIO SIDADES do Por Assis Ângelo Acervo ASSIS ÂNGELO Nosso mundo está doente, intubado Morre sorte, morre vida Morre fé, morre esperança Morre fim, morre começo Morre paz, morre bonança Morre tudo, nada fica Só a dor da má lembrança Morrem homens e mulheres E crianças nas esquinas Morre dia, morre noite Nos morros, nas colinas Morre tudo que se mexe No rico solo de Minas Mariana se repete Com dor e muito espinho O povo de Deus precisa De amor e mais carinho Por quê morre tanta gente D’uma vez em Brumadinho…? (https://youtu.be/-Z2TupFFINU) Pág.1
Edição 1.384 página 15 Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com, 11-3661-4561 e 11-985-490-333. PRECIO SIDADES Acervo ASSIS ÂNGELO do Que o mundo está perdido, está. Desde sempre. Desde Noé, que tentou salvar as espécies naquele diluviano bíblico. A história do fim do mundo está em todo canto, mas ainda pode ser tempo de salvar essa história. Quem sabe? Cristo veio à Terra e à terra foi sepultado depois de torturado e morto cravado numa cruz. Terremotos, maremotos e tsunamis a todos nos assustam. Os mares continuam subindo de nível, assustadoramente. A temperatura, também. O planetinha Terra está se afunhenhando rapidamente. Toneladas e toneladas de lixo são expelidas anualmente nos mares. O Atlântico e seus pares, que são sete, estão pedindo socorro a cada segundo em que se espraiam. E nós, nem não. E os rios, hem? Milhares e milhares de rios e riachos que os acompanham gemem correndo em direção aos mares. O verde das águas marinhas muda de cor a cada instante. Ao mudaremde cor, exalamo fedor que acolhem das águas dos rios. Da gente, das gentes. Dos céus caem chuvas tóxicas. Com elas, pedaços de coisas quase sempre não identificadas. E os ventos, hein? O vento sou eu O vento sois vós Sem os ventos ventando O que será de nós...? A questão ambiental é uma questãomundial que a todos nos toca. O mundo está doente, gravemente. E o Brasil também. Para que o nosso planetinha possa um dia se salvar é preciso que contribuamos de alguma maneira. Por exemplo: parar de jogar a latinha de cerveja na rua ou a garrafinha de água, leite ou sei lá o quê. Domingo (6/11) foi inaugurada no Egito a COP-27. A COP é um tipo de conferência promovida pela Organização das Nações Unidas. Reúne quase todos os 200 países identificados e com banca na entidade. O objetivo é discutir as questões climáticas sob todos os ângulos. O número 27 representa o total de conferências realizadas até agora. O Brasil tem grande importância nas questões referentes ao clima do planeta. A temperatura está subindo a cada ano e a Terra, esquentando. O mar avançando. Essa é uma questão importantíssima para debate. A Amazônia é o pulmão do mundo? O meio ambiente tem sido discutido com intensidade e isso já faz tempo, e de todas as formas. Desde o século 19, os autores realistas têm abordado a questão. Ela seguiu como tema dos luteranos do século 20. Vale a pena ler os romances A Bagaceira, do paraibano José Américo de Almeida, O Quinze, da cearense Rachel de Queiroz, e Vidas Secas, do alagoano Graciliano Ramos. Os poetas populares Leandro Gomes de Barros e Patativa do Assaré também abordaram a temática que faz doer até hoje o coração do povo nordestino. Hámuito o povo do Brasil do fundão anda esquecido pelos poderosos de plantão, incluindo Pedro II, que chegou a jurar desfazer-se até da última pérola da sua coroa em prol das assassinas secas seculares. A questão ambiental é uma questão que diz respeito a todos nós. Meu amigo, minha amiga, você conhece a canção Maringá? Meu amigo, minha amiga, você conhece a toada Asa Branca, o baião Riacho do Navio e outras coisinhas lindas no sentido musical, como Acauã, Planeta Água e O Índio? Eu também andei falando sobre índio. Clique: ÍNDIO, VIDA E PÁSSARO. TUDO É NATUREZA A floresta amazônica nos dá o ar que respiramos. O erudito Villa-Lobos escreveu uma bela peça sobre a Amazônia (Forest of the Amazon). Artistas populares, como o paraibano Vital Farias, também mergulharam olhares na grande mata. Vital é autor de Saga Amazônica. Trata da preservação/ destruição da Amazônia. Obra-prima. Preservar a natureza é fundamental. A natureza é forte, fortíssima. Não há nada nem ninguém mais forte do que a natureza. O repórter fotográfico paraense José Pinto e Iuri Moraes lançaram, em 1997, o livro Natureza Cidade. Esse livro reúne legendas e poemas de anônimos e famosos que vivem ou viviam em São Paulo. Nele há textos de personalidades como o cardeal Arns, o cantor e instrumentista Paulinho Nogueira, os cantores Pena Branca/ Xavantinho, o pintor Aldemir Martins, o engenheiro Peter Alouche e o jornalista Audálio Dantas. Até eu entrei nessa história, provocado que fui por Zé Pinto: O verde que dá vida é verde que vem do chão é verde que vem com fé, força, graça e emoção; emoção que leva às lágrimas e lava o mais duro coração. A força da natureza é força que vem do nada é uma força que dá vida é uma força danada! é uma força que renova é bem-vinda, aventurada. E o que faz o homem? mata rio, mata, mata, mata pássaro, rã e cobra cachorro, gato e gata descontrolado transforma vida em aço, ferro e lata. Foto e reproduções por Flor Maria e Anna da Hora – Xilogravura de Fausto Bergocce O mar avança Pág.1
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