Jornalistas&Cia 1384

Edição 1.384 página 15 Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com, 11-3661-4561 e 11-985-490-333. PRECIO SIDADES Acervo ASSIS ÂNGELO do Que o mundo está perdido, está. Desde sempre. Desde Noé, que tentou salvar as espécies naquele diluviano bíblico. A história do fim do mundo está em todo canto, mas ainda pode ser tempo de salvar essa história. Quem sabe? Cristo veio à Terra e à terra foi sepultado depois de torturado e morto cravado numa cruz. Terremotos, maremotos e tsunamis a todos nos assustam. Os mares continuam subindo de nível, assustadoramente. A temperatura, também. O planetinha Terra está se afunhenhando rapidamente. Toneladas e toneladas de lixo são expelidas anualmente nos mares. O Atlântico e seus pares, que são sete, estão pedindo socorro a cada segundo em que se espraiam. E nós, nem não. E os rios, hem? Milhares e milhares de rios e riachos que os acompanham gemem correndo em direção aos mares. O verde das águas marinhas muda de cor a cada instante. Ao mudaremde cor, exalamo fedor que acolhem das águas dos rios. Da gente, das gentes. Dos céus caem chuvas tóxicas. Com elas, pedaços de coisas quase sempre não identificadas. E os ventos, hein? O vento sou eu O vento sois vós Sem os ventos ventando O que será de nós...? A questão ambiental é uma questãomundial que a todos nos toca. O mundo está doente, gravemente. E o Brasil também. Para que o nosso planetinha possa um dia se salvar é preciso que contribuamos de alguma maneira. Por exemplo: parar de jogar a latinha de cerveja na rua ou a garrafinha de água, leite ou sei lá o quê. Domingo (6/11) foi inaugurada no Egito a COP-27. A COP é um tipo de conferência promovida pela Organização das Nações Unidas. Reúne quase todos os 200 países identificados e com banca na entidade. O objetivo é discutir as questões climáticas sob todos os ângulos. O número 27 representa o total de conferências realizadas até agora. O Brasil tem grande importância nas questões referentes ao clima do planeta. A temperatura está subindo a cada ano e a Terra, esquentando. O mar avançando. Essa é uma questão importantíssima para debate. A Amazônia é o pulmão do mundo? O meio ambiente tem sido discutido com intensidade e isso já faz tempo, e de todas as formas. Desde o século 19, os autores realistas têm abordado a questão. Ela seguiu como tema dos luteranos do século 20. Vale a pena ler os romances A Bagaceira, do paraibano José Américo de Almeida, O Quinze, da cearense Rachel de Queiroz, e Vidas Secas, do alagoano Graciliano Ramos. Os poetas populares Leandro Gomes de Barros e Patativa do Assaré também abordaram a temática que faz doer até hoje o coração do povo nordestino. Hámuito o povo do Brasil do fundão anda esquecido pelos poderosos de plantão, incluindo Pedro II, que chegou a jurar desfazer-se até da última pérola da sua coroa em prol das assassinas secas seculares. A questão ambiental é uma questão que diz respeito a todos nós. Meu amigo, minha amiga, você conhece a canção Maringá? Meu amigo, minha amiga, você conhece a toada Asa Branca, o baião Riacho do Navio e outras coisinhas lindas no sentido musical, como Acauã, Planeta Água e O Índio? Eu também andei falando sobre índio. Clique: ÍNDIO, VIDA E PÁSSARO. TUDO É NATUREZA A floresta amazônica nos dá o ar que respiramos. O erudito Villa-Lobos escreveu uma bela peça sobre a Amazônia (Forest of the Amazon). Artistas populares, como o paraibano Vital Farias, também mergulharam olhares na grande mata. Vital é autor de Saga Amazônica. Trata da preservação/ destruição da Amazônia. Obra-prima. Preservar a natureza é fundamental. A natureza é forte, fortíssima. Não há nada nem ninguém mais forte do que a natureza. O repórter fotográfico paraense José Pinto e Iuri Moraes lançaram, em 1997, o livro Natureza Cidade. Esse livro reúne legendas e poemas de anônimos e famosos que vivem ou viviam em São Paulo. Nele há textos de personalidades como o cardeal Arns, o cantor e instrumentista Paulinho Nogueira, os cantores Pena Branca/ Xavantinho, o pintor Aldemir Martins, o engenheiro Peter Alouche e o jornalista Audálio Dantas. Até eu entrei nessa história, provocado que fui por Zé Pinto: O verde que dá vida é verde que vem do chão é verde que vem com fé, força, graça e emoção; emoção que leva às lágrimas e lava o mais duro coração. A força da natureza é força que vem do nada é uma força que dá vida é uma força danada! é uma força que renova é bem-vinda, aventurada. E o que faz o homem? mata rio, mata, mata, mata pássaro, rã e cobra cachorro, gato e gata descontrolado transforma vida em aço, ferro e lata. Foto e reproduções por Flor Maria e Anna da Hora – Xilogravura de Fausto Bergocce O mar avança Pág.1

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