Edição 1.384 página 6 conitnuação - MediaTalks Censura inovadora − Em um método que pode ser considerado uma forma inusitada de censura, um empresário da China tentou subornar uma editora estudantil independente tailandesa conhecida por criticar o governo de Xi Jinping. A Sam Yan Press foi fundada em 2017 por ativistas estudantis e publica vários livros que promovem a democracia. Em seu catálogo, a editora tem publicações sobre a política chinesa, com foco na repressão estatal emHong Kong e Xinjiang, a independência de Taiwan e sobre o ativista pró-democracia de Hong Kong Joshua Wong. Dirigentes da editora dizem que receberam propostas no valor total de US$ 155 mil (R$ 780 mil) para que a empresa encerrasse suas operações. Burning Questions − Antecedendo a abertura da COP-27, no Egito, um novo documentário da rede global de jornalismo ambiental Covering Climate Now reuniu jornalistas premiados para dar um panorama sobre as mudanças climáticas no planeta. Apresentado pelos âncoras da NBC News Al Roker e Savannah Sellers, o BurningQuestions: Covering Climate Now estreou na TV americana nesta semana e também está disponível na íntegra no YouTube. O especial traz aos telespectadores reportagens sobre como o meio ambiente está se transformando e afetando a vida de pessoas nas mais diversas regiões do planeta e questiona: a humanidade agirá a tempo de se salvar? A Justiça − Uma imagem em cores fortes quemostra a estátua A Justiça e o edifício do Supremo Tribunal Federal ao fundo, de autoria do fotógrafo amador DennisWayne Asfour, foi a vencedora da etapa Brasil do concurso de fotografia de monumentos Wiki Loves Monuments 2022. Americano aposentado, radicado em Brasília, Asfour comentou sobre a foto premiada: “A justiça é realmente cega ou somos só nós?”. “A imagem é muito simbólica, pois destaca um monumento que representa o Poder Judiciário emummomento conturbado que o País está vivendo, com a atuação deste poder tornando cada vez mais proeminente no cenário nacional ”, disse Éder Porto, organizador do Wiki Movimento Brasil, durante anúncio dos vencedores. Pressão na COP-27 − O escritor britânico-egípcio Alaa Abdel- -Fattah endureceu a sua greve de fome dias antes da abertura da COP-27, a Conferência do Clima das Nações Unidas. O objetivo é chamar a atenção dos líderes mundiais para a situação dos presos pol íticos no Egito. Abdel- -Fattah foi um dos principais ativistas da revolução de 2011 no país, que levou à queda do ex-presidente Hosni Mubarak. Preso algumas vezes desde 2014, no fim do ano passado ele foi condenado a mais cinco anos de detenção acusado de divulgação de fake news. Em protesto, iniciou uma greve de fome em abril e, agora, deixou de consumir qualquer tipo de alimento e líquidos em 6 de novembro − dia em que começou a COP-27, na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito. Sexta morte no Haiti − Após uma escalada de violência sem precedentes contra jornalistas no México, agora é o Haiti que desponta como o segundo país mais perigoso para a imprensa na América Latina. O repórter Romelson Vilcin foi o sexto morto no país em 2022. Ele foi atingido na cabeça por um projétil de gás lacrimogêneo durante protesto contra a prisão de outro jornalista no domingo (30/11) em frente a uma delegacia na capital haitiana, Porto Príncipe. A morte dele aconteceu às vésperas do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado em 2 de novembro. A data é reconhecida pelas Nações Unidas, que anualmente reitera seu compromisso com a defesa da imprensa ao cobrar das autoridades mundiais investigação de casos envolvendo profissionais da mídia. Esta semana em MediaTalks Dennis Wayne Asfour Tuitão do Plínio Por Plínio Vicente (pvsilva42@ gmail.com), especial para J&Cia (*) Plínio Vicente é editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984. Foi chefe de Reportagem do Estadão e dedica-se a ensinar aos focas a arte de escrever histórias em apenas 700 caracteres, incluindo os espaços. Turíbio ia e vinha de Lethem, na Guiana. Certo dia conheceu Prudence, esbelta, sempre usando um adorno. Ele fez que fez até que conseguiu puxar conversa, que não durou muito. Mas sempre que a via lhe dava a coceira: voltar a falar com a moça. Mas ela se esquivava e ele não conseguia chegar perto. Umdia, durante tumulto nas ruas de Bonfim, do lado de cá do rio Takutu, ela correu para ele, se esconderam atrás de umcasebre e quando pensou que iam dar uns amasso, ela enrolou a écharpe no pescoço do jovem e disse apenas: “Me encontre na rua do Ouro, em Boa vista”. E assim foi. Quando se reencontrarem ela pediu a echarpe de volta. Só aí Turíbio soube que contrabandeara um esconderijo de joias... Écharpe − [Do fr. écharpe.] − Substantivo feminino − 1. Faixa de tecido que se usa, em geral, ao redor do pescoço, como agasalho ou como adorno. (Aurélio). O esconderijo de Prudence Pág.1
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