Edição 1.516 - pág. 3 ANOS ANOS 30SEMANAS em Ano 16 – Edições 764 a 814 (out/2010 a out/2011) O boom dos tablets, que teve início no começo da década passada e que provocou uma verdadeira corrida entre publicações impressas para lançarem nessa plataforma versões digitais de seus produtos, foi assunto recorrente ao longo do 16º ano de Jornalistas&Cia. Para não perderem o bonde de um negócio que parecia ser a salvação para os impressos, veículos tradicionais apostaram suas fichas – em alguns casos todas – na nova e crescente tecnologia, capaz de entregar experiência de leitura similar ao de revistas e jornais, mas sem os altos custos de impressão e distribuição. Esse movimento, inclusive, foi tema do Especial Dia do Jornalista – Do papel ao tablet: desafios da transição (ed. 789A), publicado 7 de abril de 2011. Coordenado por Pedro Venceslau, então repórter do Brasil Econômico, com participação de Karina Padial (exRevista Imprensa), o especial mostrou quanto o avanço da tecnologia vinha mexendo com as empresas, os veículos, a audiência e, em última instância, com a vida dos próprios jornalistas. E seu impacto, de fato, não parava de crescer. Seguindo o exemplo adotado meses antes pelo Jornal do Brasil, O Estado do Paraná, jornal com quase 60 anos de história, anunciou no início de 2011 a total substituição de sua versão impressa para o formato digital (ed. 780). Na Folha de S.Paulo, que já disponibilizava seu conteúdo para tablets, anunciou como parte das comemorações de seus 90 anos o lançamento da versão 2.0 de seu aplicativo para iPad e a digitalização completa de todo o seu acervo (ed. 783). J&Cia Ano 16: a promissora era dos tablets Também O Globo, Extra e Valor Econômico (ed. 786 e 800) anunciaram profundas reformulações em seus modelos de negócio com o intuito de ampliar a integração entre plataformas impressas e digitais. Enquanto isso, em Minas Gerais, com poucos dias de diferença, os jornais Hoje em Dia e O Tempo lançaram as primeiras versões digitais de seus periódicos para tablets (ed. 809). Mas não foram só os veículos tradicionais que apostaram nessa tendência, que também possibilitou o surgimento de periódicos nativos digitais, casos dos jornais Brasil247, lançado por Joaquim Castanheira e Leonardo Attuch (ed. 774, 781, 785, 786, 793, 807 e 808), e do goiano A Redação (ed. 807). Paralelamente, outros lançamentos agitaram o mercado naquele período, com destaque para os nascimentos da rádio Estadão ESPN (ed. 784); do jornal Massa, na Bahia (ed. 765 e 766); da expansão da Rede Bom Dia para as cidades de São José dos Campos e Taubaté (ed. 770); das estreias das revistas GN (ed. 776 e 787), Esquire e Harper’s Bazaar (ed. 803); do relançamento da Status, pela Editora Três (ed. 791); e pela união de Natália Viana (então colaboradora do WikiLeaks) e suas ex-colegas de Caros Amigos Marina Amaral e Tatiana Merlino para fundar a Agência Pública (ed. 788). Mas nem só de boas notícias viveu J&Cia em seu 16º ano. Apesar das novas apostas pelo mercado, foi um período também de muita tensão pelas redações, que viram uma retomada dos casos de grandes demissões coletivas. Destaque para o Grupo Estado, que cortou cerca de 50 vagas em duas
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