Jornalistas&Cia 1516

Edição 1.516 - pág. 35 ANOS LIVROS n O livro Como salvar a Amazônia: uma busca mortal por respostas (Companhia das Letras), que o jornalista britânico Dom Phillips produzia quando foi assassinado em 2022 no Amazonas, ao lado do indigenista Bruno Pereira, será tema de um painel no 20º Congresso da Abraji. u Com mediação de Rubens Valente, o encontro contará com as participações de Andrew Fishman, cofundador e presidente do The Intercept Brasil, e Beto Marubo, um dos principais líderes indígenas do Brasil, ambos coautores do livro. A mesa será um espaço para que os coautores falem sobre o livro, além de abrir oportunidade para perguntas do público sobre a obra e sua finalização após a morte de Dom. u A mesa Bastidores do livro de Dom Phillips: Como salvar a Amazônia será em 11/7 (sexta-feira), a partir das 9h30. E mais... n Décimo jornalista mais premiado da história do Brasil, segundo a última edição do Ranking +Premiados da Imprensa, o gaúcho Carlos Wagner está lançando A História Perdida das Benzedeiras Gaúchas (Bá Editora/ Araucária). Para produzir a obra, ele percorreu, ao lado do repórter fotográfico Emilio Pedroso, cerca de 15 mil km pelo Rio Grande do Sul para conversar com benzedeiras e benzedores. A alta quilometragem, curiosamente, foi provocada pelas chuvas de maio de 2024, que estragou as estradas e aumentou os trajetos. “Eu gosto de fazer coisas do tipo Brasil de bombachas, benzedeiras, sobre indígenas, sem-terras…”, destaca Wagner. “São elos importantíssimos da nossa história que deveriam estar na história oficial e não estão”. n Há 35 anos acompanhando e cobrindo pelos ares o trânsito de São Paulo, Geraldo Nunes está lançando Aventuras de um Repórter Aéreo (Scortecci). Em seu terceiro livro, o autor conta episódios interessantes sobre os bastidores do rádio e do jornalismo, além de assuntos ligados à aviação e à própria história da cidade de São Paulo. u Nascido na capital paulista em um tempo em que não havia vacinações em massa no Brasil, Nunes contraiu poliomielite quando criança de colo e cresceu tendo que se submeter a cirurgias corretivas e em meio aos aparelhos ortopédicos que ainda usa para caminhar. Levado pelos pais aos centros de fisioterapia, aprendeu cedo os nomes de várias ruas e ensinava trajetos aos taxistas. Isso depois facilitou seu trabalho de repórter aéreo a partir de 1989 no helicóptero da Rádio Eldorado para noticiar o trânsito e orientar caminhos alternativos. Geraldo Nunes e as Aventuras de um Repórter Aéreo Congresso da Abraji abrirá espaço para livro póstumo de Dom Phillips Beto Marubo e Andrew Fishman Carlos Wagner e Emilio Pedroso

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