Edição 1.518 - pág. 3 ANOS ANOS 30SEMANAS em Ano 18 – Edições 866 a 916 (out/2012 a out/2013) A crise dos impressos, que vinha mudando a cara do mercado e das redações jornalísticas brasileiras, ganhou nova proporção ao longo do 18º ano de vida de Jornalistas&Cia. Em apenas um ano, perto de dez publicações tiveram suas versões impressas encerradas ou interromperam definitivamente suas operações. O caso mais emblemático foi o do Jornal da Tarde, que marcou história e inovou na forma de se fazer jornalismo no Brasil. Fundado em 1966, o jornal do Grupo Estado apostava suas fichas em uma redação jovem e na produção de reportagens que adotavam o estilo da escola do new journalism estadunidense, de Gay Talese e Truman Capote. Depois de alguns anos sofrendo com constantes cortes em sua equipe, a notícia do fechamento do JT vazou ao mercado em 10 de outubro de 2012 de forma um tanto quanto inusitada: a partir dos próprios leitores, que tentavam renovar a assinatura do jornal. Ao entrarem em contato com o call center, eles eram informados de que não seria possível fazer a assinatura ou a renovação do serviço pois o jornal seria descontinuado e encerraria suas atividades até o final do ano. Surpresa com a informação, a J&Cia Ano 18: o fim do JT e a imprensa no fogo cruzado das manifestações de 2013 redação chegou a interromper o trabalho para cobrar uma posição da direção do jornal, que desmentiu a informação alegando ter havido uma confusão com o call center e que o erro já estava sendo reparado (ed. 867). Apesar do desmentido, uma semana mais tarde vazou uma mensagem interna, pretensamente enviada da área de Circulação para a Publicidade, informando que o jornal deixaria de circular em 2/11 (ironicamente, Dia de Finados). Mais uma vez a informação de que o jornal encerraria suas atividades foi desmentida pela direção do Grupo (ed. 868). Todo esse clima de incerteza resultou em uma assembleia onde a redação decidiu entrar oficialmente em estado de greve para cobrar uma posição mais efetiva (ed. 869). E a resposta veio, porém com a informação que todos já esperavam e que ninguém gostaria: a última edição do Jornal da Tarde circularia em 26 de outubro de 2012 (ed. 870, 871, 876, 877 e 878). Imagem Último JT, com a seguinte legenda: Última capa do JT Outros casos marcantes envolveram o fim das versões impressas do Diário do Povo, de Campinas, no ano de seu centenário (ed. 871), do Diário de Natal (ed. 866), fundado em 1939, e de O Jornal (ed. 877), de 1919. Também encerraram suas atividades naquele período a Revista ESPN (ed. 881) e os jornais Marca Brasil (ed. 871), Diário de Viamão (ed. 872) e Jornal de Presidente Prudente (ed. 883). Assim como nos anos anteriores, profundos cortes em grandes redações também impactaram negativamente o mercado, com destaque para demissões coletivas nos grupos Record (ed. 871), Estado (ed. 875, 892, 893, 894) e Abril (ed. 909), ou em publicações tradicionais como Diário do Comércio de SP (ed. 882), revista Caros Amigos (ed. 888), Brasil Econômico (ed. 887, 890, 891, 892 e 894), Rede Bom Dia (ed. 896), Rede Minas (ed. 896), Valor Econômico (ed. 899), Folha de S.Paulo (ed. 900) e Trip (ed. 900). Capa da primeira edição do J&Cia
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