Edição 1.533 - pág. 7 ANOS ideias. O mundo está muito igual, sem forças para se renovar. Acho que o diferencial é justamente ser diferente. Ir além. Edu vive criando novos momentos para o jornalismo. Sua newsletter tem a agilidade que nenhuma outra tem. Juntos vamos longe. J&Cia − Pensando na ameaça da inteligência artificial ao mercado de desenhos e ilustrações, fale um pouco sobre o nome escolhido: Inteligência Arte Oficial JAL − Segundo o neurocientista Miguel Nicolelis, a “inteligência artificial” não é nem inteligente, nem artificial, sendo mais um termo de marketing para atrair financiamento. E hoje em dia tudo é marketing. O Pasquim, por exemplo, nos anos 1960 inventou os “memes” da época, que eram os bordões com os palavrões inventados, já que havia censura. O “Top-Top” do Henfil, o “Táquelospá” ou o “Sifú” do Ziraldo entraram para a língua portuguesa definitivamente. Então, este nome que quase imita o fonema inteligência artificial, colocando o “o” no meio e virando “oficial”, é para mostrar a verdadeira arte com assinatura. J&Cia − O J&Cia destacará um artista por edição. Fale um pouco sobre o conteúdo que os leitores poderão encontrar no espaço semanal. JAL − Queremos mostrar os diversos estilos e criatividade de cada desenhista. Todos têm uma assinatura própria e modo de ver o mundo. Justamente o que a IA não dá. Pode ser rápida e gratuita, mas joga pra baixo a qualidade do trabalho. Para algum trabalho ser visto por empresas é importante esse diferencial, porque se ele quiser usar IA vai pedir pra qualquer pessoa que não tem essa raiz artística, esse conhecimento para ir para algo melhor. Acredito que a IA vai evoluir e poderá melhorar muito, mas a cabeça humana consegue sonhar, a máquina não. E o sonho é a base da arte e da vida. Nacionais J&Cia − Na sua opinião, qual a importância de um projeto como este, pensando também na relação entre o mercado das ilustrações e o jornalismo? JAL − Esse projeto só poderia acontecer da forma que está acontecendo, com um veículo que sempre elevou o jornalista ao grau máximo, valorizando com os troféus e prêmios para que todos conheçam esse trabalho e nós, cartunistas, somos jornalistas de imagem. Nós vamos além da fotografia. E vamos, claro, usar a IA como ferramenta de ajuda para chegar em algo melhor, como chegar em Photoshop, como foi com a pesquisa de imagens pelo Google, mas sem perder o humano comandante do pedaço. A internet veio como uma bomba sobre todos nós e o mundo é outro na comunicação. Mas os sentimentos são os mesmos desde quando o ser humano começou a pensar. Isso não muda. JAL e Eduardo Ribeiro Reação do Papa Francisco ao receber o livro de charges O Papa Sorriu, entregue pelo arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2014
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