Edição 1.535 - pág. 24 ANOS n Daniela Arbex é uma das finalistas da categoria Biografia e Reportagem do 67° Prêmio Jabuti, considerado um dos maiores reconhecimentos da literatura brasileira. A nomeação acontece pela obra Longe do Ninho, sobre o incêndio no Ninho do Urubu, o alojamento de jovens atletas da base do Flamengo, em 2019, que registrou dez mortes. O livro denuncia o caso e dá voz às famílias que ainda lutam por justiça. A cerimônia de premiação será nesta segunda-feira (27/10), às 19h, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Câmara Brasileira do Livro. E mais... n Aline Aguiar, apresentadora do MG1, anunciou o nascimento de sua segunda filha, Lavínia. A publicação foi realizada em sua rede social, contando também sobre o emocionante relato de seu parto. n Cândida Emília Borges Lemos lançou em 11/10, no Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFMG, o livro Se baterem, cantem!, organizado e publicado pelo Grupo Editorial Quixote. A obra apresenta depoimentos inéditos, entrevistas e um amplo trabalho de pesquisa, retratando um dos episódios mais marcantes da história do movimento estudantil brasileiro: a prisão de 850 estudantes em Belo Horizonte, durante a ditadura militar, em 1977, que foi a maior detenção em massa em 21 anos de regime. n Simone Simplício foi anunciada como a mais nova contratação da equipe de reportagem da Band Triângulo em Uberlândia. Com passagens por TV Integração e TV Vitoriosa, como repórter e na produção, retorna agora ao telejornalismo para contribuir com a cobertura da emissora. (*) Com a colaboração de Admilson Resende ([email protected]), da Multi Comunicar Simone Simplício começa na Band Triângulo Simone Simplício Minas Gerais (*) Livro resgata a história de coragem e luta dos estudantes contra a ditadura Daniela Arbex é finalista do Prêmio Jabuti Daniela Arbex Lavínia PRECIO SIDADES do Acervo ASSIS ÂNGELO Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com, 11-3661-4561 e 11-98549-0333 O cego na História (28) Pablo Neruda, ainda adolescente, escrevia até cinco poemas por dia e estreou em 1923 com Crepusculário, onde publicou o soneto Velho Cego, Choravas, reflexão sobre finitude e esperança. O texto serve de ponto de partida para mais uma incursão de Assis Ângelo na presença simbólica da cegueira na literatura. O autor contrapõe Neruda -- comunista e adversário de regimes de direita -- a Jorge Luis Borges, que admirava militares e viveu sem visão, deixando o belo poema Um Cego, também transcrito. Borges, lembra Ângelo, era lido por seu conterrâneo que viria a ser o papa Francisco. A coluna prossegue com John Milton (1608–1674), outro que morreu cego, autor do épico Paraíso Perdido (1667), que inspirou Machado de Assis no conto A Igreja do Diabo. Milton, crítico da monarquia inglesa, chegou a ser preso e ditou sua obra já sem enxergar. Assim, o articulista conecta três gênios -- Neruda, Borges e Milton -- unidos pela visão interior que supera a ausência da física: a luz que vem da palavra. Leia a íntegra no Portal dos Jornalistas.
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