Jornalistas&Cia 1535A

Edição 1.535 - pág. 5 ANOS ESPECIAL alimentos; os acidentes de trabalho, especialmente na construção civil paulistana, que vivia um boom de novos prédios e cobertura de temas sindicais. “Vlado estava de volta ao comando do jornalismo da TV e procurou realizar um jornalismo mais ligado ao cotidiano e menos engravatado”, lembra Gabriel Priolli, que vivia sua primeira experiência como repórter de TV, contratado pouco antes de Herzog assumir a direção de jornalismo. A equipe da TV Cultura reunia profissionais já experientes como Vlado, Laurindo Lalo Leal Filho, Narciso Kalili e jovens focas ou iniciantes na televisão, como era o caso de Priolli e do também novato Paulo Markun, oriundos um da publicidade e outro dos veículos impressos. Nesse mesmo período, jornalistas de outros veículos também foram monitorados e chamados a depor no DOI-CODI, órgão da repressão sediado na rua Tutoia, no bairro do Paraíso. (*) Carlos Carvalho é expresidente executivo da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação). Em jornadas anteriores, integrou a equipe de comunicação da Prefeitura de São Paulo na gestão da prefeita Luiza Erundina (1989-1992), e produziu vídeos e documentários sobre os movimentos sociais da periferia da zona Leste de São Paulo nos anos 1980, além de ser coautor do blog Lombada Quadrada, dedicado à literatura. Nota do autor: “Como diz Natalia Ginzburg em Léxico Familiar, ‘a memória é lábil, porque os livros extraídos da realidade frequentemente não passam de tênues vislumbres e estilhaços de tudo o que vimos e ouvimos”. Por mais objetivo que tente ser o jornalismo, quando remetemos a um fato histórico tão estudado, localizado em um passado de meio século, nem todas as histórias e personagens vão aparecer neste relato, mas esta reportagem é dedicada a todas e todos os que resistiram. E resistem”. Gabriel Priolli O antigo prédio do DOI-CODI, tombado pelo Patrimônio Histórico

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