Edição 1.537 - pág. 5 ANOS especializada em tecnologia chegar a 40 anos? O que representa esse marco? Wilson Moherdaui – Se eu me deixasse levar só pela emoção, certamente poderia resumir minha resposta a uma única frase: é um tremendo orgulho lançar a edição especial de 40 anos do Anuário Informática Hoje. Afinal, não é trivial que uma publicação jornalística brasileira complete 40 anos. Ainda mais quando se trata de uma publicação especializada em tecnologia. Mas não seria coerente com a trajetória do Anuário deixar de destacar o papel dele como fonte de informações e análises fiéis e independentes do mercado brasileiro de tecnologia da informação. Acredito sinceramente que esta edição, como as 39 anteriores, cumpre o compromisso de fazer uma radiografia apurada e isenta do desempenho econômico-financeiro e das estratégias das empresas que atuam no setor brasileiro de TI. J&Cia – Fale um pouco sobre a história do anuário. Como surgiu a ideia da publicação? Wilson – Em abril de 1985, enquanto o Brasil vivia os angustiantes dias da agonia do presidente eleito Tancredo Neves, lançamos o Informática Hoje, uma publicação semanal, em formato tabloide, impressa em papel jornal, em quatro cores (algo inédito na época), especializada em tecnologia. Meses depois, como um desdobramento natural do IH, surgiu o Anuário Informática Hoje, com a proposta de analisar o desempenho econômicofinanceiro do mercado brasileiro do que hoje chamamos de tecnologia da informação. Era uma espécie de Melhores e Maiores (NdaR.: edição especial anual da revista Exame, da Nacionais Editoria Abril), numa versão focada nas empresas de informática. Além de analisar os balanços das empresas do setor, o Anuário passou a premiar as empresas com o melhor desempenho em seus respectivos segmentos de atuação (como hardware, software, serviços, distribuição e revendas, por exemplo). Como deve fazer toda publicação jornalística que ousa atribuir prêmios, o Anuário sempre adotou critérios claros e objetivos, que são explicitados logo nas primeiras páginas de cada edição. Com isso, em pouco tempo o Anuário tornou-se referência para o mercado brasileiro. Ao ponto de várias empresas terem sido compradas ou incorporadas por outras ou por grupos de investidores justamente pelo fato de terem sido premiadas. J&Cia – Como um profissional que cobre o setor da tecnologia da informação há anos, fale sobre as peculiaridades do setor, os desafios e obstáculos encontrados durante essa cobertura e a necessidade de se adaptar constantemente, pensando nas novas tendências que surgem a todo o momento. Wilson – Acho que o maior desafio dos jornalistas que, como eu, cobrem um setor tão dinâmico quanto o de tecnologia é se manterem atualizados sobre o processo acelerado de inovação das empresas, dos centros de pesquisa e dos profissionais envolvidos. Não seria exagero dizer que esses jornalistas especializados são os que mais sofrem de uma síndrome que costumo chamar de “ansiedade da informação”. Só para ilustrar essa afirmação de uma forma
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