Edição 1.546 - pág. 15 ANOS São Paulo n Morreu em 8/1, em São Paulo, Conrado Corsalette, secretário de redação adjunto da sucursal paulistana do Poder360, aos 47 anos. Ele foi encontrado morto em casa pela namorada, na região de Santa Cecília, área central de São Paulo. Não há informações sobre a causa da morte. Deixa duas filhas. u Natural de Santo Anastácio, no interior do estado, Conrado formou-se em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Com mais de 25 anos de carreira, atuou como editor de Política do Estadão, editor adjunto de Cotidiano da Folha de S.Paulo e repórter no extinto Agora São Paulo. Foi também cofundador e editor-chefe do Nexo Jornal, onde trabalhou por cerca de uma década. u Especializado na cobertura política, é autor do livro Uma crise chamada Brasil: a quebra da Nova República e a erupção da extrema direita, lançado em 2023. Segundo o portal Metrópoles, Conrado estava trabalhando ultimamente em um novo projeto de livro, também sobre política nacional. Morre Conrado Corsalette, aos 47 anos, em São Paulo Conrado Corsalette LinkedIn u Sobre ele escreveu o amigo Antonio Rocha Filho, professor de Jornalismo na ESPM-SP: “Corria o ano de 1999. Eu era editor de Cidades do então recém-lançado jornal Agora São Paulo. Recebi uma ligação telefônica (em telefone fixo, pois celular não existia em larga escala) do querido colega Marcelo Braga, que trabalhava na ZDL Comunicação. O amigo me dizia que tinha um jovem jornalista, em início de carreira, trabalhando com ele, que daria um excelente repórter. O Braga me perguntou se não teríamos uma vaga para o menino, muito talentoso. Logo em seguida o Conrado Corsalette começou a trabalhar com a gente. Não demorou muito e vimos o menino alçar voos mais altos na profissão, no Estadão, na Folha, no Nexo e, mais recentemente, no Poder360. Nos últimos 27 anos, mantive contatos esporádicos com o Conrado, normalmente para trocar impressões sobre o jornalismo e em atividades profissionais variadas. Como a da foto que acompanha este post, em um evento na ESPM, onde ele aparecia sempre que convidado. Sempre um querido, um doce de pessoa. Todas as vezes que me encontrava, Conrado lembrava que eu tinha sido seu primeiro editor e responsável pela primeira bronca que levou na profissão, ao confundir o nome da Companhia de Engenharia de Tráfego (a famosa CET) e escrever Companhia de Engenharia de Tráfico em um texto para o jornal. Eu lhe perguntei na ocasião se ele sabia a diferença entre tráfego e tráfico. Episódio de que sinceramente não me lembro. É uma pena que Conrado tenha partido tão cedo. Vai fazer muita falta. É muito triste.” Toninho Rocha e Conrado Corsalette Por Plínio Vicente (pvsilva42@ gmail.com), especial para J&Cia (*) Plínio Vicente é editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984. Foi chefe de Reportagem do Estadão e dedica-se a ensinar aos focas a arte de escrever histórias em apenas 700 caracteres, incluindo os espaços. Tuitão do Plínio A arte de escrever histórias em exatos – nenhum a mais, nenhum a menos – 700 caracteres, incluindo os espaços Marinete nasceu em Salvador, descendente de escravos trazidos da Moçambique, e sabia bem a língua de seus antepassados. Guardava na memória muito da língua bantu falada pelos chuabos, gente do grupo étnico do qual originava boa parte de seu sangue africano. Acompanhando o marido, militar do Exército que veio para o Território Federal de Roraima nos anos 1950, ficava muito sozinha e decidiu fazer alguma coisa para ajudar na renda da família. Em pouco tempo já vendia garrafadas de cabanga, espécie de cachaça fermentada com a farinha de milho, receita que aprendera com seus avós. O sucesso foi tamanho que tempos depois já tinha o suficiente para montar uma destilaria bem maior e fazer fortuna. Cabanga – [Do chuabo kabanga.] – Substantivo feminino – 1.Moç. Bebida fermentada, feita de farinha de milho (...). (Aurélio) A cachaça de Marinete
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