Jornalistas&Cia 1546

Edição 1.546 - pág. 18 ANOS Brasília n Edson Chaves Filho, o Chavinho, morreu na sexta-feira (9/1), de câncer no pâncreas, aos 72 anos. O sepultamento foi em 11/1, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Deixou três filhas e um neto. u Gaúcho, graduado em Jornalismo e Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, começou na rádio Guaíba. Teve passagens por Correio do Povo, Zero Hora, Diário Catarinense e Gazeta Mercantil. Entre Rio de Janeiro e São Paulo, trabalhou para O Globo, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil. u Transferiu-se para Brasília e fixou-se na comunicação corporativa. Fez pósgraduação em Gestão da Comunicação nas Organizações e em Comunicação de Massa e Estudos da Mídia pelo UniCEUB em Brasília. Atuou por doze anos na CNI (Confederação Nacional da Indústria), e por outros dez na CNC (Confederação Nacional do Comércio). Esteve também no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). u Nessas entidades, cuidou da assessoria de imprensa, das revistas setoriais e da comunicação interna. Ficou conhecido como formador de equipes de comunicação. Nos últimos dois anos, foi assessor de Comunicação Social do Ibama. u Entre as suas paixões estavam os Beatles e o Internacional de Porto Alegre. (Ver Memórias da Redação, na pág. 25) Registro-DF Morreu Edson Chaves, que atuou de Porto Alegre a Brasília Edson Chaves 100 ANOS DE RÁDIO NO BRASIL Por Álvaro Bufarah (*) (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. O carro conectado e o novo dial No artigo desta semana, Álvaro Bufarah analisa como o carro conectado vem promovendo a mais profunda reconfiguração da história recente do rádio. Mais do que smartphones ou plataformas digitais, é o painel inteligente dos veículos que transforma a escuta automotiva em um ambiente mensurável, interativo e estratégico. O autor destaca o DTS AutoStage, da Xperi, como símbolo dessa virada: uma plataforma que converte o painel do carro em centro de dados de audiência, comportamento do ouvinte e, em breve, de personalização publicitária. Com a nova geração de veículos conectados, o rádio deixa de operar por estimativas e passa a acessar dados quase em tempo real, como localização, tempo de escuta, faixas horárias e músicas mais ouvidas. Essa mudança marca a transição do “feeling programático” para uma lógica orientada por dados, aproximando o rádio dos padrões já consolidados por plataformas digitais como Spotify e YouTube. Bufarah observa que essa transformação ocorre em momento decisivo: a maior parte da escuta de rádio segue concentrada no carro, agora convertido em principal espaço de consumo de áudio premium e em nova fronteira de monetização. A publicidade segmentada, baseada em contexto e dados, desponta como um mercado bilionário, no qual o rádio mantém o alcance do broadcast, mas adota a inteligência do digital. No Brasil, a adoção ainda é inicial, mas já envolve emissoras relevantes e montadoras de ponta, sinalizando que a visibilidade no painel conectado será essencial na disputa pela atenção do motorista. Para o autor, o novo dial não é mais analógico nem fixo, mas dinâmico, orientado a dados e capaz de devolver ao rádio uma de suas maiores virtudes históricas: a capacidade de se reinventar antes de ser ultrapassado. Leia a íntegra no Portal dos Jornalistas. Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

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