Jornalistas&Cia 1557A

Edição 1.557A - pág. 21 ANOS ESPECIAL D I A DO J O R N A L I S T A Os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul na cobertura de saúde – Silvia Lisboa (Fronteira) Ao falarmos especificamente sobre desastres ambientais, o jornalismo deve, mais do que nunca, exercer sua função de prestador de serviços à sociedade, informando o que está acontecendo e trazendo (sempre que possível) soluções para os problemas. Para Silvia Lisboa, sócia-fundadora do estúdio de reportagens Fronteira, em casos como o das enchentes devastadoras no Sul do País, a imprensa tem um papel muito importante de auxiliar a população, informando como se organizar e lidar com o que está acontecendo. Porém, o mais importante, segundo a repórter, são as repercussões depois da cobertura das enchentes. É essencial que, após o trabalho, o jornalismo consiga explicar para as pessoas o que aconteceu, como aconteceu, e o mais importante, as consequências na sociedade, na economia, na vida e na saúde da população: “Nosso desafio é não deixar que essa tragédia seja esquecida. A grande lição que fica é a importância do meio ambiente para a saúde das pessoas e as consequências de catástrofes. E, infelizmente, mesmo depois de tudo o que aconteceu, a gente ainda tem uma tendência a negligenciar essas questões. Então, é essencial entender a importância disso tudo, e o jornalismo é protagonista nesse sentido: em fazer as pessoas entenderem esse cruzamento entre saúde e meio ambiente”. Sobre o trabalho do dia a dia do jornalista no Rio Grande do Sul e pautas sub-representadas na imprensa nacional, Silvia destaca que um dos grandes desafios é conseguir emplacar pautas locais para que tenham a devida importância e repercussão nos grandes veículos brasileiros: “Quando falamos de saúde, estamos falando de pautas que interessam ao público

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