Jornalistas&Cia 1557A

Edição 1.557A - pág. 29 ANOS ESPECIAL D I A DO J O R N A L I S T A Em um ambiente informativo cada vez mais complexo – e contaminado pela desinformação –, prêmios de jornalismo em saúde vêm ganhando relevância como instrumentos de valorização da cobertura qualificada. Para seus organizadores, trata-se não apenas de reconhecer boas reportagens, mas de fortalecer o papel do jornalismo como mediador entre ciência e sociedade. Criados em diferentes contextos, esses prêmios acompanham a própria evolução da cobertura de saúde. São ao menos sete em atividade no País, dos quais, infelizmente, apenas cinco nos forneceram informações: • O Prêmio SBD de Imprensa, lançado em 2005, surgiu da “necessidade de ampliar a disseminação de informações confiáveis sobre diabetes”. • Já o Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde, criado em 2013 com secretaria técnica conduzida pela Fundação Gabo, instituição reconhecida internacionalmente por sua atuação em favor do jornalismo de qualidade, tem como foco “fortalecer a cobertura qualificada sobre saúde e ciência na América Latina”. • Mais recentemente, iniciativas como o Prêmio de Comunicação José Luiz Setúbal, voltado à saúde da criança e do adolescente, nasceram sob o impacto direto da pandemia. “Ficou ainda mais evidente a importância de traduzir o conhecimento científico de forma acessível e ampliar o debate público”, afirma Márcia Kalvon, diretora-executiva do Infinis – Instituto Futuro é Infância Saudável, gestora do prêmio. • No caso do Prêmio Boehringer Ingelheim, a origem está na tentativa de iluminar temas invisíveis. “Escolhemos começar com uma doença praticamente ausente da imprensa, a Psoríase Pustulosa Generalizada (PPG). Acreditamos que o jornalismo tem papel essencial em dar visibilidade ao que a sociedade precisa conhecer”, diz Bruno Zani, gerente de Comunicação Corporativa da Boehringer Ingelheim no Brasil. • O Prêmio AMRIGS de Jornalismo, promovido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul, insere-se nesse contexto como uma iniciativa voltada a reconhecer trabalhos que contribuam para qualificar a informação em saúde e valorizar o papel do jornalismo na orientação da sociedade. “A proposta sempre foi estimular a produção de conteúdos responsáveis, que ajudem a população a compreender melhor temas de saúde e a tomar decisões mais conscientes”, afirma o Dr. Gerson Junqueira Jr., presidente da entidade. Os organizadores são unânimes ao associar essas iniciativas a um compromisso com a informação de qualidade. “Os prêmios atuam como ferramentas de incentivo à produção de conteúdos mais responsáveis e socialmente relevantes”, resume Márcia Kalvon. Na mesma linha, Regina Moura, diretora de Comunicação Corporativa da Roche Farma Brasil, afirma que o objetivo é “ampliar o acesso da população a informações confiáveis sobre questões que impactam diretamente a vida das pessoas”. Para Bruno Zani, o papel é também prático: “Contribuir para informar a população com clareza e rigor científico, além de Prêmios de jornalismo em saúde O papel da informação qualificada em tempos de desinformação Márcia Kalvon

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