Edição 1.557A - pág. 37 ANOS ESPECIAL D I A DO J O R N A L I S T A a imprensa e, o que é ainda mais chocante, de uma parcela estridente dentro da própria comunidade científica aparentemente não terem aprendido nada com essas lições é lamentável”, sentencia. Ele ressalta que a criação de expectativas prematuras e, por isso mesmo, possivelmente exageradas pode ter consequências negativas de curto e de longo prazos: “No curto prazo, o interesse aumentado do público gera estímulo ao uso irresponsável, à judicialização e à politização de uma questão técnica, produz pressão em favor de decisões de política pública que serão precipitadas e, por isso mesmo, potencialmente desastrosas. Também estabelece condições para a busca de ‘atalhos’ no processo de liberação do tratamento. No longo prazo, caso o tratamento se mostre menos eficaz ou mais perigoso do que as promessas prematuras sugeriam, ocorre desgaste da confiança pública na ciência, reforçando a síndrome de ‘cientistas não sabem o que dizem,’ ‘não dá para confiar na ciência’ etc”. E conclui: “Também já estão sendo plantadas as sementes do negacionismo: caso o tratamento acabe falhando pelo caminho – destino de 85% dos produtos que iniciam a jornada dos testes clínicos – haverá aqueles que, hiperestimulados pela propaganda antecipada, vão se recusar a aceitar o resultado”. Carlos Orsi Paulo Vitae/Instituto Questão de Ciência Sua marca como fonte de conhecimento Venha construir a sua jornada editorial conosco Transforme a complexidade do seu negócio em autoridade editorial. No J&Cia, desenvolvemos projetos de Branded Content que pautam o mercado, combatem a desinformação e posicionam sua liderança frente aos jornalistas mais influentes do País.
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