Jornalistas&Cia 1581

Edição 1.581 - pág. 39 ANOS Agora estou pensando em 1969, quando conheci aquele ser que seria meu amigo/amado irmão, Monforte, que hoje 31/8/26, partiu para encontrar-se com dona Beth, sua mãe querida e com a minha querida mãe, Olinda, que, como eu, o adorava e continuarei a adorar até o dia em que o reencontrar. Carlos Américo Aguiar Monforte o Monforte para todos nós, menos para a minha também amada amiga a quem chamo de Mariinha (que todos chamam de Maria Inês), que sempre o chamou de Carlos, desde que se apaixonaram, no Curso de Jornalismo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santos, que concluíram em 1972 e nunca mais se separaram. Era um cara especial. Muito especial! Não conheci ninguém que não o admirasse. Sua trajetória no jornalismo foi brilhante. Em A Tribuna, jornal centenário de Santos, no Estadão e depois na Rede Globo, onde foi um dos criadores do Bom Dia Brasil (que nunca mais foi o mesmo depois que ele o deixou). Muitos destacam a gafe ocorrida quando um audio vazou na conversa com um ministro (não lembro o nome, mas não importa), mas minha maior lembrança do meu amigo/irmão foi, durante o período que antecedeu a posse do general João Figueiredo ele se viu no meio de vários assessores e também o próprio futuro presidente da República. E havia uma grande ansiedade n A história desta semana é novamente sobre Carlos Monforte, falecido em Brasília em 31/8 (ver J&Cia 1.579). E, como na semana passada, também de um Chico, agora Chico Lelis ([email protected]), que trabalhou com ele em A Tribuna, de Santos, onde o substituiu na sucursal de São Vicente. Da Tribuna, Chico seguiu para a assessoria de imprensa da Ford, depois Goodyear, sucursal de O Globo em São Paulo, General Motors (onde ficou 18 anos) e editor do caderno de veículos do Diário do Comércio. Publicou quatro livros para crianças e tem três aguardando patrocínio (“Espero que apareça alguém”, diz). Hoje faz uma coluna automotiva para 12 sites de todo o País. Carlos Monforte e Chico Lelis, há cerca de 20 anos quanto o ministério de Figueiredo. E ele negava-se a falar sobre o assunto. Monforte não se acanhou e mandou: - Presidente, quando o senhor vai anunciar o seu ministério? - Quando eu quiser!!!!!!! - E quando o senhor vai querer? Figueredo o olhou com aquele olhar fulminante de quem vê um atrevido repórter e o Monforte foi gentilmente convidado a deixar o local. Esse atrevimento lhe custou um período de quarentena sem poder frequentar o Planalto. A sua fama nunca o fez um cara metido, como acontece com muitas pessoas. Foi sempre o mesmo amigo de sempre, com quem encontrei por muitas e muitas vezes, em Santos (nossa terra), Sampa ou Brasília, cidade que adotou, e adorava, há cerca de 40 anos, onde seus netos nasceram (filhos de Flavinha, minha afilhada, e Serginho) e de onde partiu nesta segunda-feira 31 de agosto de 2026. Ia me esquecendo de mencionar o seu primeiro carro, um Fusca vermelho, que durante muito tempo teve a borracha do limpador do para brisas estragada e que riscou todo o vidro do lado do passageiro. Sorte dele que um dia, um ladrão jogou um pedra no vidro esperando encontrar algo de valor no interior do carro (que não tinha, só uma pasta cheia de papéis e laudas [quem lembra o que é isso?] de A Tribuna). E o seguro trocou a peça. Foram muitos os momento felizes que passei com meu amigo, tomando cerveja pelos bares de Santos, ao lado do Álvaro de Carvalho Jr. o Caroço, do Wesley Lutero de Castro, o Lelé, José Meirelles Passo, o Meirelles, do Rubens Gonçalves de Souza, o Rubinho e outros amigos. Bons e felizes tempos, vivi com meu amigo amigo/irmão, Carlos Américo Aguiar Monforte. O Monforte!!!

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