Jornalistas&Cia 1554

Edição 1.554 - pág. 32 ANOS Curtas 100 ANOS DE RÁDIO NO BRASIL Por Álvaro Bufarah (*) (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. O rádio começa a se integrar definitivamente ao ecossistema da publicidade digital. No artigo desta semana, Álvaro Bufarah mostra que a iHeartMedia fechou acordo com a plataforma programática Viant para permitir que anúncios em rádio AM/FM sejam comprados da mesma forma que banners, vídeos ou mídia em streaming, dentro de sistemas automatizados usados por anunciantes. A mudança marca um ponto de inflexão: o rádio deixa de ser tratado como meio isolado e passa a integrar o mesmo ambiente algorítmico de compra de mídia que reúne podcasts, TV conectada e publicidade digital. A principal transformação está na forma de mensurar e vender audiência. Em vez de identificar indivíduos, a iHeartMedia usa dados de streaming, apps e podcasts para criar perfis probabilísticos de ouvintes, semelhantes aos utilizados por plataformas digitais. Isso permite projetar quem provavelmente está ouvindo determinada programação e oferecer anúncios segmentados por perfil de público. Ao mesmo tempo, o sistema passa a permitir atribuição de resultados – ou seja, acompanhar se um spot de rádio contribuiu para ações como visitas a sites ou downloads, inserindo o meio no mesmo funil de performance usado por plataformas como Google e redes sociais. Com isso, argumenta Bufarah, o rádio não deixa de ser um meio de alcance massivo, mas passa a operar como parte da infraestrutura de marketing orientado por dados. Em vez de ser comprado como mídia específica, passa a integrar pacotes omnichannel voltados à jornada do consumidor. Para o autor, a transformação resolve um problema histórico do setor: não a falta de audiência, mas a dificuldade de traduzir seu valor no “idioma dos algoritmos” que hoje organiza o mercado publicitário. Leia a íntegra no Portal dos Jornalistas. Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link. n O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas realiza em 25/3, às 15h, o Direto da Redação, webinar gratuito sobre como a IA está transformando o jornalismo. Com moderação de Laís Martins, fellow da AI Accountability Network no Pulitzer Center e repórter do Intercept Brasil; o evento terá a participação de Dani Braga, editora de inteligência artificial da Folha de S.Paulo; Tatiana D., jornalista investigativa; Jade Drummond, diretora de operações do Núcleo Jornalismo; e Marcela Duarte, diretora de inovação do Aos Fatos. Inscreva-se aqui. n A Jornada Valor de Jornalismo em IA, do Valor Econômico, oferece formação presencial gratuita para jovens talentos em São Paulo, de 13 a 17 de abril. O curso foca no uso ético e produtivo de ferramentas de IA e em casos de jornalismo investigativo. As inscrições exigem currículo e texto de apresentação. Clique aqui e se inscreva. n A Mongabay oferece a Bolsa Y. Eva Tan para jovens e iniciantes do jornalismo ambiental, para cobrir temas críticos da biodiversidade. O programa, remoto, irá de junho a novembro deste ano, com bolsa de US$ 500 mensais. Inscrições abertas até 31 de março. n O painel Cenp-Meios 2025 mostrou que o investimento publicitário via agências no mercado brasileiro foi de R$ 28,9 bilhões no ano passado, um avanço de 10% em relação a 2024. A pesquisa, que reúne dados de 330 agências no Brasil (258 matrizes e 72 filiais), reflete o faturamento efetivo dos Pedidos de Inserção (PIs), efetivamente veiculados e consolidados por meio, período, estado e região. As veiculações nacionais responderam por 68% do total investido. As realizadas na região Sudeste concentraram 19,4%, seguidas por Nordeste (4,5%), Sul (4%), CentroOeste (2,9%) e Norte (1,1%). Centro Knight

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