Jornalistas&Cia 1555

Edição 1.555 - pág. 5 ANOS Nacionais n A GloboNews se prepara para as eleições com a volta do programa Central GloboNews, nas quintasfeiras, às 23 horas. Comandado por Natuza Nery e com a participação dos comentaristas Flávia Oliveira, Merval Pereira, Miriam Leitão e Thomas Traumann, oferece um espaço fixo para discutir os fatos que movimentam as esferas de poder no território brasileiro, e seus desdobramentos. u “A Central GloboNews volta para ajudar a decifrar a nova crise política do momento e a destrinchar a preparação para uma corrida eleitoral acirradíssima. A partir de hoje, voltamos a nos ver todas as quintas, num debate solto e diverso sobre os lances mais importantes da política brasileira”, destacou Natuza. Volta o programa Central GloboNews Natuza Nery EM AÇÃO A Rede JP é uma rede de jornalistas negros, indígenas e periféricos do Brasil e do exterior focados em tornar a comunicação social mais diversa e representativa em toda a sua estrutura. Atuamos com os pilares de representatividade, educação e oportunidade. Conheça o nosso banco de talentos e acesse as nossas redes: @RedeJP | Linktree. Construir vínculos e inspirar as pessoas: é para isso que existimos. Faça parte da nossa rede: [email protected] R E D E Esta coluna é de responsabilidade da Jornalistas Pretos – Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação No site da Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação, a jornalista Elinalva Souza assina o artigo A voz de potência: a voz que representa mulheres negras no jornalismo de TV, um texto que propõe uma reflexão importante sobre presença, representatividade e transformação no telejornalismo brasileiro. No artigo, Elinalva parte de uma constatação que ainda marca o campo da comunicação: durante muito tempo, a televisão brasileira foi um espaço em que poucas mulheres negras tiveram a oportunidade de ocupar posições de visibilidade. A ausência não era apenas numérica – ela também moldava quem tinha legitimidade para narrar a realidade e interpretar os acontecimentos diante do público. Leia o artigo completo. A voz que transforma a tela Elinalva Souza Tuitão do Daniel A arte de escrever histórias em apenas 700 caracteres, incluindo os espaços – nenhum a mais, nenhum a menos Por Daniel Pereira (daniel07pereira@ yahoo.com.br), especial para J&Cia (*) Batizado há 46 anos no Grupo Estado, Daniel Pereira passou por Rádio Bandeirantes, TV Record, coordenou a Comunicação do Governo de SP na ECO-92 e foi assessor de imprensa no Memorial da América Latina. Publicou em 2016 O esquife do caudilho e acaba de concluir O último réu. Criado no meio do mato, Xixico desconfiava de tudo. Menos das pardas e pintadas que o visitavam no sítio, lá pela Cantareira, um povoado de imigrantes alemães na região de Assis, no interior paulista. Era o capataz. Uma noite bateram na porta dele: Xixico, a Lalá sumiu. Reuniu os peões, vasculhou cada palmo da região, e nada da pintada. Ficou intrigado. Matuto matuta. Matutou e lembrou que havia muito tempo não nascia nenhuma herdeira por ali. Desceu o rio sob o clarão do luar e viu, emocionado: Lalá na enseada do rio Doce, aninhando seus três rebentos. Era a segunda geração de pintadas que Xixico via nascer por ali. E ele nem tinha noção de como elas eram agradecidas a ele. O amigo da onça

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