Jornalistas&Cia 1556

Edição 1.556 - pág. 4 ANOS n A Justiça da Bahia determinou a retirada do nome e da imagem de uma delegada de reportagens do Poder360 sobre uma suposta fraude processual. O texto destaca que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está investigando uma acusação contra advogados que teriam atuado de forma fraudulenta para tentar anular um acordo consensual de divórcio. u Em uma das reportagens sobre o caso, o Poder360 escreveu que uma delegada da Bahia conduziu investigação de uma suspeita de violência doméstica apresentada pelo advogado Nestor Távora, um dos envolvidos no episódio citado. Só que, no passado, Távora havia sido advogado de defesa dessa própria delegada. Em janeiro deste ano, o Sindicato dos Delegados de Polícia da Bahia solicitou a retirada da reportagem, sob a justificativa de que o texto “teria associado indevidamente a atuação de uma delegada da Polícia Civil da Bahia a um possível conflito de interesses sem respaldo em decisão administrativa ou judicial”. u O Poder360 rebateu o pedido de remoção de conteúdo, afirmando que o veículo apenas relatou fatos e publicou informações de interesse público, e que em nenhum momento afirmou a existência de conflito de interesses. Na sequência, a pedido da delegada, foi aberto um processo no Juizado Especial Cível com o mesmo objetivo de retirar o conteúdo do ar, desta vez solicitando que o Poder360 apagasse o nome e a imagem da delegada. Apesar de ter cumprido a solicitação, o Poder360 afirmou que irá recorrer da decisão. u Entidades defensoras da liberdade de imprensa repudiaram a decisão da Justiça baiana. Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Associação Nacional de Jornais (ANJ) declararam que a decisão é “uma clara violação da Constituição, que veda explicitamente a censura”. Entidades repudiam censura da Justiça da Bahia a reportagens do Poder360 Nacionais Inscreva-se! Consulte o regulamento no site. Quando o jornalismo tem com quem contar, ele chega mais longe. Prêmio Sicredi Participe do Comunicação em Rede Elias, nomeado vigia noturno no prédio da antiga Funasa em Boa Vista, tinha como principal missão percorrer o tempo todo os seis andares. Com o DDT banido do mercado, a higiene do prédio foi pras cucuias. Além de baratas e grilos, os ratos também resolveram fazer morada em todo canto. Reclamou e nada foi feito. Então, resolveu dar seu jeito, espalhando armadilhas de ichó pelos corredores. Ao raiar do sol, levava os ratos numa grande gaiola e a deixava bem na porta da entrada. Foi assim que, elogiado pelos colegas, convenceu a direção a fazer higienização completa e acabar não só com os insetos, mas também com a rataria. Ganhou até medalha do ministro quando sua façanha foi bater em Brasília. Ichó – [Do lat. ostioculu, ‘portinha’.] – Substantivo masculino e feminino – 1. Armadilha com o feitio de alçapão, com que se apanham coelhos e perdizes. Por Plínio Vicente (pvsilva42@ gmail.com), especial para J&Cia (*) Plínio Vicente é editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984. Foi chefe de Reportagem do Estadão e dedica-se a ensinar aos focas a arte de escrever histórias em apenas 700 caracteres, incluindo os espaços. Tuitão do Plínio A arte de escrever histórias em exatos – nenhum a mais, nenhum a menos – 700 caracteres, incluindo os espaços O caçador de ratos

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