Edição 1.556 - pág. 6 ANOS Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia Parceiro de conteúdo Esta semana em MediaTalks Para receber as notícias de MediaTalks em sua caixa postal ou se deixou de receber nossos comunicados, envie-nos um e-mail para incluir ou reativar seu endereço. O Instituto Reuters publicou nessa terçafeira (24/3) um relatório sobre o fantasma que assombra a indústria de mídia, porque diz respeito ao seu futuro institucional e comercial: como os jovens estão consumindo notícias e o que pensam sobre o jornalismo. Apesar do rigor acadêmico, o Reuters não traz uma receita de bolo para as empresas jornalísticas se manterem relevantes e lucrativas, nem grandes revelações – até porque o documento é uma compilação de pesquisas realizadas nos últimos dez anos. O próprio instituto admite ainda que “jovem” é um rótulo que não representa os vários tipos de jovens em diferentes partes do mundo. No entanto, em meio a obviedades como a constatação de que pessoas entre 18 e 24 anos usam mais as redes sociais do que sites para se informar em comparação com 2015 – quando as plataformas ainda engatinhavam e muitas, como o TikTok, sequer existiam –, há insights importantes que merecem atenção. Um deles é a vontade de se informar. De acordo com o Reuters, cerca de dois terços (64%) das pessoas nessa faixa etária consomem notícias diariamente, em comparação com 87% das pessoas com 55 anos ou mais. Isso ocorre em parte porque o consumo de notícias liderado pelas redes sociais é menos intencional e mais casual, dizem os pesquisadores. O avanço dos chatbots como fonte de informação é igualmente relevante – e seu impacto para a indústria também. Jovens até 24 anos estão mais confortáveis com a IA, usando chatbots para notícias com mais frequência e de maneiras mais elaboradas do que pessoas mais velhas. Cerca de 15% usam IA para acessar notícias semanalmente, em comparação com apenas 3% das pessoas com 55 anos ou mais. Também demonstram atitudes mais positivas em relação ao jornalismo entregue por IAs e são mais propensos a dizer que usam IA para ajudar a navegar e simplificar notícias complexas. Leia a matéria completa e veja o relatório em MediaTalks. Raphael Kessler/Hans Lucas Ranking da felicidade 2026 de Oxford põe Brasil em 32º lugar e analisa efeito das redes sociais sobre bem-estar de jovens. Leia mais ONGs de liberdade de imprensa condenam fusão de grupos de mídia nos EUA: concentração patrocinada por governo Trump. Leia mais Juiz derruba restrições do Pentágono à imprensa e manda devolver crachás ao New York Times – mas órgão reage. Leia mais Novo relatório do Reuters analisa como jovens consomem notícias na era das redes sociais e da IA
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