Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 40 ANOS Um mercado que não para de crescer. Mas quanto? Quando se associaram pela primeira vez, em 1986, e fundaram a Rossi & Ribeiro, Marco e Eduardo tinham entre seus projetos o lançamento de um Guia de Comunicação Empresarial & Assessoria de Imprensa. “Sempre gostei desse tipo de publicação, capaz de se aprofundar e oferecer um panorama mais completo sobre determinados mercados”, comenta Edu. Mas como a primeira parceria entre os dois teve curta duração, o projeto ficou engavetado e acabou saindo apenas uma década depois, pela Puente Projetos de Comunicação. Foram duas edições do livro, lançadas em 1997 e 2000. “Apesar do sucesso, o guia era apenas uma relação, uma lista com informações básicas e contatos das assessorias em uma época em que a internet ainda engatinhava e você não tinha esses dados disponíveis tão facilmente”, explica Eduardo. “O que eu queria mesmo era fazer uma publicação mais substantiva, com conteúdo mais aprofundado e por isso resgatamos em 2009 as bases do projeto para o lançamento do Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação, que mais tarde passou a se chamar Anuário da Comunicação Corporativa”. Desta vez, a nova publicação traria dados de mercado, como faturamento, crescimento, número de clientes e colaboradores, além, é claro, de conteúdos especiais, como artigos, reportagens e pesquisas. “O mercado de agências vinha em franco crescimento, especialmente após a fundação da Abracom, e a gente precisava de um instrumento que respaldasse essa evolução”, acrescenta Marco Rossi. “A ideia era articular as agências e colocá-las como protagonistas dentro de um veículo que as representasse. A gente enxergou ali uma oportunidade de negócio também, pois estaríamos dando uma vitrine e incentivaríamos a evolução do mercado”. Para a coordenação editorial do projeto foi convidada a diretora associada Maria Helena (Lena) Miessva, profissional que à época já acumulava larga experiência em comunicação corporativa, com passagens por Bayer, Souza Cruz, Cargill, Boehringer Ingelheim e Grupo Orsa. “O convite para coordenar a produção do Anuário chegou quando eu necessitava de uma ampla, total e irrestrita reinvenção”, lembra Lena, hoje morando e atuando em Portugal. “Um momento que me marcou muito foi a reunião de apresentação aos dirigentes de agências, em 2009, em que questionei a plateia sobre o motivo de não abrirem os números financeiros (afinal, já se pregava a transparência para os clientes) e a resposta foi um certo silêncio (mas ao longo da vida da publicação, felizmente, essa atitude foi alterada)”. Apesar da resistência inicial, a primeira edição contou com dados de 373 agências de todo o Brasil, que compuseram a pesquisa que na época ainda não adotava o formato de ranking, mas que já dava uma noção muito clara do tamanho desse mercado e da força das empresas que o compunham. “Construir esse ranking também é um esforço que a gente tem que creditar ao Edu, porque no início parecia ser um obstáculo intransponível as agências abrirem seus faturamentos”, explica Maurício Bandeira, diretor do Instituto Corda, responsável pela pesquisa das agências. “Por causa do seu contato privilegiado com essas empresas e seus executivos, discutindo os resultados a cada ano e analisando suas eventuais lacunas, também conseguimos evoluir e construir um questionário cada vez mais preciso”. “Edu, eu costumo dizer, é aquele tipo de personagem que identifica uma tendência, uma necessidade, e luta por ela. O anuário é uma prova desse espírito inquieto”, afirma Ciro Dias Reis, fundador e CEO da Imagem Corporativa e presidente da Abracom na época do lançamento da primeira edição do Anuário. “Assim como tinha sido quando ele

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