ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 46 ANOS pelo Instituto Corda foi incrível e era praticamente autoexplicativa, então foi muito fácil adaptar ao modelo de cadastro de dados. Além disso, a partir do momento que o Ranking passou a ser produzido pela nossa equipe, ficou mais fácil localizar e corrigir alguns erros que eram praticamente imperceptíveis para quem não é jornalista, como, por exemplo, identificar profissionais e publicações homônimos”. Hoje, mesmo dando pouco ou nenhum retorno comercial, o Ranking é uma iniciativa que Eduardo faz questão de manter no calendário de Jornalistas&Cia. Sua edição especial, que circula no final de janeiro, é a mais lida do ano, uma vez que, por se tratar de uma publicação de referência, as consultas a ela se estendem por muitos meses, e até anos. A edição 2025 da pesquisa, vale destacar, analisou um total de 214 prêmios de jornalismo, desde iniciativas internas de veículos até consagradas premiações globais, e reconheceu o trabalho de 11.732 profissionais e 1.325 veículos brasileiros. “Manter o Ranking é nossa forma de dizer obrigado aos jornalistas, veículos e grupos de comunicação de todo o Brasil que são nossas fontes e inspirações”, ressalta Eduardo. “Ele é mais que um serviço, é uma fonte de informação de relevância profissional, que inclusive orienta estratégias de empresas de comunicação e profissionais que querem ganhar prêmios e subir posições no levantamento”. +Admirados: A valorização do jornalismo pelos próprios jornalistas Em meio a diversos eventos que realizou na carreira, Edu percebia um problema: muitos colegas de agências de comunicação elogiavam a organização, o conteúdo, os temas e os convidados, mas reclamavam da ausência de diretores de comunicação, que muitas vezes faziam apenas participações pontuais, pequenas falas, e iam embora. A falta de networking com essas figuras, “clientes em potencial”, era uma reclamação constante de colegas. “E isso ficava na minha cabeça. Eu precisava dar um jeito de trazer esses caras para ficar mais tempo, criar um ambiente de intercâmbio”, enfatiza Edu. “Como eu coloco essas figuras todas juntas sem que pareça que estou querendo jogar os executivos aos leões?”. Nessa mesma época, a Jornalistas Editora passava por um período financeiramente difícil, de vacas magras, com o dinheiro se esgotando rapidamente. Foi aí que Edu pensou: “Por que não inverter a ordem? Por que não criar um prêmio que reunisse os dois mundos, da imprensa e da comunicação corporativa, para reconhecer os mais admirados da área?” Surgia então o embrião do que se tornaria a série +Admirados da Imprensa, da Jornalistas Editora. A primeira edição, em 2014, foi um pouco diferente dos padrões atuais da série: uma edição especial, que elegeu os TOP 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros, independentemente de editoria. Foi uma grande festa, que se assemelhou ao antigo Baile da Imprensa, realizado pelo Sindicato, e que reuniu grandes nomes da comunicação brasileira para celebrar, reconhecer e homenagear o trabalho jornalístico nacional. Foram duas edições dos TOP 100, em 2014 e 2015, e em ambas, o saudoso Ricardo Boechat ficou com o primeiro lugar. “E era esse o grande objetivo da série dos +Admirados: não só homenagear e reconhecer os trabalhos jornalísticos e os profissionais do setor, mas também ser um grande ponto de encontro, de networking, entre imprensa e agências, assessorias, lideranças, enfim, o mercado da comunicação como um todo”, explica Edu. “Acredito que, por eu ter sido ao longo da carreira uma figura mais híbrida entre jornalismo e comunicação corporativa, isso facilitou na criação desses prêmios todos. Brinco dizendo que, por exemplo, J&Cia olha as redações muito mais, prioritariamente as redações e o jornalismo. E a Mega Brasil, a comunicação corporativa e o PR. Então, acredito que foi isso que facilitou a realização desse intercâmbio e também de trazer recursos para esse negócio: Essa espécie de Ricardo Boechat, em 2014, recebe o troféu de +Admirado Jornalista do Brasil
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