Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 7 ANOS Apesar disso, foi no colégio que Edu teve uma das maiores frustrações de sua vida: “Fui reprovado, tive que repetir o segundo ano do Ginásio. É cruel, né? Perder um ano é terrível. Por isso entendo que a coisa do ensino progressivo é importante. Porque, obviamente, você deve levar a criança a fazer o que ela perdeu, mas precisa recuperar, sem que ela tenha que refazer tudo, incluindo coisas em que foi bem. Obviamente, fui um dos melhores alunos da classe no ano seguinte”. Edu conta que o grande “vilão” dessa história toda foi justamente o professor de português e redação: “Mesmo tendo facilidade em português, naquele ano em que fui reprovado, ‘bombei’ justamente em português, mas também em matemática. Esse professor lia as provas e ficava fazendo bullying com os meninos, ficava gozando de erros grotescos. Em vez de chamar pessoas, ele falava em público”, lamenta Edu, que, uma vez, foi ridicularizado na frente dos colegas por ter escrito a palavra “mosculoso”. E foi na rua Turiaçu, onde morava desde o seu nascimento, que ele conheceu seu primeiro e grande amor. Do grupo de amigos com que brincava desde a infância, uma menina chamada Alice Aparecida Almeida foi quem fisgou seu coração: “Era uma turma que morava e frequentava ali a região de Perdizes. A gente se encontrava sempre e acabamos ficando amigos, com o tempo nos aproximamos ainda mais e eu acabei me apaixonando”, relembra Eduardo. “Morávamos perto e mais ou menos aos 8 ou 9 anos formamos uma turminha de amigos e nos encontrávamos aos fins de semana na frente da minha casa”, acrescenta Alice. “Nessa época, a gente ia a bailinhos, pulávamos carnaval e brincávamos de vários jogos. Lá pelos meus 13 anos, uma de nossas amigas fez aniversário e, para comemorar, fomos a um bailinho. Eu e Edu já éramos muito próximos. Curiosamente, na época, eu vivia enchendo o saco da minha prima para ela namorar com ele, pois dizia gostar dele, isso, claro, sem fazer ideia de que o Edu gostava de mim (risos). E nesse bailinho, ele me pediu em namoro. Pedi um tempo para pensar, consultei minha prima e, no dia seguinte, aceitei. O resto é história”. E que história! Edu conheceu o amor, teve seus filhos, os viu crescer, morou e praticamente trabalhou por toda sua vida na região em que nasceu. É lá, inclusive, que em um sobrado na Rua Diana, fica a redação física deste Jornalistas&Cia (embora, na prática, só ele a frequente, porque toda a equipe trabalha em home office). Por essas e outras é que Eduardo brinca que se fosse um legume seria uma mandioca. “Sou muito ‘de raízes,’ sou muito ligado à minha família, de onde vim, por onde passei. Levo tudo isso com muito carinho na minha vida. Tem gente que gosta muito de mudanças, vive experimentando sempre coisas novas. Eu gosto também, mas valorizo muito as minhas raízes”.

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