ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 9 ANOS A Cargill ocupa uma função central na cadeia de suprimentos ao conectar quem produz alimentos com consumidores em todo o mundo. Nessa jornada para a construção de uma cadeia de fornecimento cada vez mais resiliente e acessível, nós reconhecemos e celebramos a missão dos profissionais do jornalismo que se dedicam à informação de qualidade e à transparência. cargill.com.br Semear a informação para colher uma sociedade melhor para todos O jornalismo antes do jornalismo Os primeiros passos de Edu no jornalismo, curiosamente, vieram anos antes de ele sequer cogitar ser jornalista. Aos 14 anos, em busca de uma oportunidade profissional que o remunerasse melhor que os bicos que fazia em busca de alguns trocados, soube pelo irmão Silvio de uma vaga de office boy na Editora Abril. Era um período extremamente conturbado para a imprensa brasileira. A repressão e a censura, em pleno regime ditatorial, especialmente com a promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), interferiam profundamente no conteúdo que era publicado pela imprensa da época, com censores agindo inclusive dentro das próprias redações. Na época, Silvio trabalhava na Primavera, distribuidora de revistas que pertencia ao Grupo Abril: “Cuidávamos do reparte das revistas, dividíamos os volumes de acordo com as vendas de cada jornaleiro, e às vezes até dava briga no reparte das mais famosas, como Veja, Realidade e as de histórias como Tio Patinhas e Mickey”. Edu comenta: “A Abril era uma coisa assim... exuberante, né? Muita liberdade, tudo o que dizia respeito às redações era fora da curva. Era uma bagunça eterna. E para mim aquilo era muito atraente. Trabalhar na Abril, um sonho...”. Depois de alguns anos na empresa, prestes a se formar no Ensino Médio, quando chegou o momento de tomar a decisão sobre qual carreira seguir, o jornalismo já lhe parecia óbvio. Apesar disso, outra profissão o atraía, a de bioquímico, “apesar de não ser exatamente um craque no assunto”, como ele mesmo afirma. A hora da decisão foi se aproximando, até que, com a ajuda de amigos, ficou sabendo de um teste vocacional que seria realizado na faculdade de Psicologia da USP. Em um certo sábado, Edu se inscreveu, fez o teste, e o resultado dizia que ele deveria cursar algo relacionado a Letras. Decidiu, então, seguir o caminho do jornalismo.
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