Edição 1.577 - pág. 4 ANOS Nacionais n Agência Pública, Amado Mundo, Aos Fatos e Núcleo Jornalismo uniram-se para lançar o Laboratório de Investigação Eleitoral (LIE), projeto que cobrirá, de forma colaborativa, as eleições deste ano, com foco em notícias, checagem de fatos e combate à desinformação. u Com uma equipe de editores, repórteres e analistas de IA e dados, o LIE vai acompanhar de perto as campanhas de fake news realizadas durante o período eleitoral. Aos Fatos analisará dados colhidos nas principais plataformas digitais; o Núcleo Jornalismo focará em vídeos no YouTube e documentos públicos para identificar palavraschave relevantes; e a Agência Pública trará reportagens e análises de dados sobre desinformação nas redes sociais. u Segundo os veículos da coalizão, a ideia é usar o jornalismo profissional para proteger a democracia e combater a desinformação durante as eleições, uma vez que o compartilhamento de informações falsas deve aumentar com o uso da inteligência artificial, falta de compromisso por parte das plataformas digitais e regras eleitorais pouco claras. O projeto tem o apoio do NetLab, laboratório de pesquisa da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Veículos unem-se para lançar Laboratório de Investigação Eleitoral Tuitão do Daniel A arte de escrever histórias em apenas 700 caracteres, incluindo os espaços – nenhum a mais, nenhum a menos Por Daniel Pereira (daniel07pereira@ yahoo.com.br), especial para J&Cia (*) Batizado há 46 anos no Grupo Estado, Daniel Pereira passou por Rádio Bandeirantes, TV Record, coordenou a Comunicação do Governo de SP na ECO-92 e foi assessor de imprensa no Memorial da América Latina. Publicou em 2016 O esquife do caudilho e acaba de concluir O último réu. Ninguém sabia o nome dela, nem de onde surgira. Moradora de rua? O dono do boteco arriscou: é de família rica, deserdada pelo pai. Outro chutou: seria a amante do traficante da região. Não, ninguém sabia. De repente, saiu da horizontal, sentou-se com as pernas em V, ajeitou a calcinha cor-de-rosa, recolocou os peitos dentro da casinha, meneou a cabeleira negra e, segurando-se no vácuo, saiu bamboleante sobre os saltos dos sapatos vermelhos. Altiva como uma borboleta noturna. Na mesa ao lado, Raulzito – clone daquele –, acabava de chegar e logo foi assediado pela galera: Canta pra ela, Raul, canta! E Raul cantou, enquanto a misteriosa mariposa se escafedia pelo breu da noite. O voo da libélula
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