Jornalistas&Cia 1580

Edição 1.580 - pág. 11 ANOS Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia Parceiro de conteúdo Para receber as notícias de MediaTalks em sua caixa postal ou se deixou de receber nossos comunicados, envie-nos um e-mail para incluir ou reativar seu endereço. Esta semana em MediaTalks Juiz autoriza Pentágono a demitir jornalistas do Stars and Stripes por entrevista sobre interferência editorial. Leia mais Legado de Gloria Steinem: a reportagem sobre as coelhinhas da Playboy que expôs um dos maiores símbolos da objetificação feminina. Leia mais Herói ou vilão? Retrato do magnata da mídia Rupert Murdoch em filme da Netflix divide críticos em Veneza; veja o trailer. Filho de jornalista e ele próprio um ex-estudante de jornalismo que largou a faculdade para se dedicar ao cinema, o ator George Clooney usou seu espaço entre os homenageados do Festival de Veneza na semana passada para fazer uma declaração de amor à profissão. E aproveitou para falar sobre as ameaças que o preocupam. No discurso após receber o Leão de Ouro pelo conjunto da obra, Clooney colocou jornalistas que fazem perguntas entre os primeiros alvos de regimes autoritários. Em outros momentos no festival, falou da dificuldade cada vez maior de saber o que é verdade em tempos de inteligência artificial e deepfakes, da ameaça aos empregos e da concentração da informação nas mãos dos homens mais ricos do mundo. O ator citou nominalmente Jeff Bezos, fundador da Amazon e dono do Washington Post, e Elon Musk, que transformou o Twitter em X e mudou o perfil da plataforma, relaxando a moderação e dando espaço para conspiracionistas. Ainda assim, Clooney demostrou confiança: “O jornalismo está sempre mudando, sempre sendo desafiado. Mas acredito que a informação sempre encontrará um caminho”. E ele não fica apenas no discurso. Ao lado da mulher, a advogada de direitos humanos Amal Clooney, mantém a Clooney Foundation for Justice, que, entre outros projetos, dá apoio jurídico a jornalistas processados, condenados ou presos em diferentes países. A relação com o jornalismo vem de casa e inspirou um grande momento de sua carreira no cinema. Seu pai, Nick Clooney, foi um conhecido jornalista e apresentador de TV. E, em 2005, George Clooney dirigiu Boa Noite e Boa Sorte, sobre o confronto do jornalista Edward R. Murrow com o senador Joseph McCarthy durante o período sombrio do macartismo nos Estados Unidos. A triste ironia é que a história está se repetindo, com as perseguições cada vez maiores do governo americano contra a imprensa. Leia a matéria completa em MediaTalks. Em Veneza, George Clooney faz declaração de amor ao jornalismo e fala das ameaças que o preocupam George Clooney em Veneza observador.pt

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