Jornalistas&Cia 1580

Edição 1.580 - pág. 31 ANOS Minas Gerais (*) n Ike Yagelovic retornou à Empresa Mineira de Comunicação (EMC) há algumas semanas para assumir a presidência da empresa, que controla Rede Minas, Rádio Inconfidência e o streaming Minasplay. Ele recebeu Admilson Resende, correspondente de J&Cia em Minas, para uma entrevista. u Yagelovic é graduado em Jornalismo pela PUC Minas e tem uma carreira de mais de 40 anos, marcada pela gestão de diversos veículos. No rádio, trabalhou na implantação da CBN em Belo Horizonte e, posteriormente, liderou a reestruturação da BandNews FM BH. Também foi gerente de Jornalismo do Grupo Bel, empresa responsável por 98 FM, Rede Mais e CDL, atuando na implantação da 98 News. Na TV, passou por Manchete e Globo Minas. Na EMC já havia atuado como diretor de Conteúdo e Programação e como presidente, entre 2021 e 2022. A trajetória dele também é marcada pela comunicação corporativa: com MBA Executivo e pós-graduado em Sustentabilidade de Empresas, atuou na Cemig e no Sebrae e trabalhou no desenvolvimento de projetos especiais. Jornalistas&Cia – Como tornar a programação de uma TV Pública mais atraente? Ike Yagelovic – A comunicação está em constante mutação e fazer dela algo atraente foi e sempre será um desafio para as TVs pública e privada. Isso engloba um caminho complexo, que vai da tecnologia ao consumo da informação. No caso da TV pública, passamos por uma disrupção. Tínhamos a ideia de que o conteúdo educativo precisava ser rígido, sem brechas. Essa regra quebrou e hoje focamos na informação, na cultura e no entretenimento, atentos àquilo que nosso público quer consumir. Essa receita tem dado certo. Prova disso é que estamos há 42 anos no ar e nos consolidamos como a TV aberta com o maior alcance em Minas Gerais, Ike Yagelovic na presidência da EMC: “Nos libertamos do complexo de inferioridade” Ike Yagelovic presente em 615 cidades. Fazendo jus àquilo que Tancredo Neves declarou na criação da emissora, nos libertamos do complexo de inferioridade, o que é motivo de orgulho para todos os mineiros. J&Cia – Você tem muita experiência em resultados na área privada. Como será sua abordagem em relação à área pública? Ike – Estou desde a década de 1980 no mercado. De dentro de veículos, assisti e participei de todas as grandes mudanças após esse período. A linguagem e a tecnologia evoluíram e transformaram a maneira como a comunicação se apresenta nos dias de hoje. Essa evolução é contínua e importante. Os objetivos das emissoras públicas e privadas são parecidos: agradar ao público, adequando-se a sua demanda e à modernização. Seja qual for a linha editorial, o objetivo final é atingir aquele que consome a comunicação, sem perder o timing. No setor público, há um caráter especial: temos a possibilidade de experimentar, atendendo a setores que não têm lugar na empresa privada. É também fundamental o espaço que damos a parceiros, como produtores culturais, cineastas, artistas e a comunidade acadêmica que aqui encontram apoio e uma vitrine para a produção de conhecimento em Minas Gerais. J&Cia – Qual o ritmo que você retende imprimir nesse novo processo? Ike – Estou há mais de quatro décadas no mercado, sem interrupção, tendo passado por diversas emissoras de rádio e TV. Nesse período, tive a oportunidade de percorrer setores que vão da redação à administração de veículos. Retorno à Rede Minas e à Rádio Inconfidência desempenhando uma função executiva, associando a minha experiência de 41 anos de jornalismo. Aqui, temos muitos produtos, bons profissionais e grandes ideias. Pretendo aproveitar essa estrutura para criar, ousar e, principalmente, solidificar a nossa marca no mercado e junto ao nosso público. J&Cia – Quais são os principais desafios na rádio e na tevê? Ike – Adotamos o modelo digital first, criando e distribuindo nossos produtos para diferentes plataformas digitais. Estamos em redes sociais, streaming, aplicativos, portal de notícias

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