Edição 1.580 - pág. 7 ANOS no YouTube. Como resumiu o portal Making Of: “A emissora dispensou três executivos responsáveis pela estratégia errada que jogou milhões de pessoas para os braços da CazéTV. O erro foi repetir uma ideia antiga que futebol mexe demais na programação e derruba audiência”. u Outros motivos apontados seriam a queda no desempenho do Globoplay, e a imagem da marca Globo como um todo. Ao que tudo indica, foram responsabilizados Pedro Garcia, o diretor de aquisições e direitos, e Manuel Falcão, o diretor de marca e comunicação. Manuel Belmar, até então diretor de finanças, jurídico, infraestrutura e produtos digitais, respondeu pelos maus resultados na comercialização. Todos estavam na empresa havia décadas. u Essa foi a percepção do mercado, e tanto repercutiu que o Meio&Mensagem assim definiu: “No comunicado, Marinho afirmou que a decisão de renegociação da compra dos direitos da Copa do Mundo 2026 foi tomada exclusivamente pelo Conselho de Administração do Grupo, como é praxe em deliberações de grande porte, que não podem ser atribuídas individualmente aos executivos das empresas”. Nacionais n Leão Serva lança neste mês de setembro o livro Como se proteger de uma granada – Sobrevivência em um mundo de guerras, disputas políticas e redes sociais (Matrix Editora), no qual reflete sobre medo, ódio e impulsividade em um mundo marcado por radicalismo e extremismos. u Com mais de 25 anos de trajetória no jornalismo, atuando como diretor de redação, repórter e correspondente internacional, cobrindo guerras em quatro continentes, Serva analisa como as pessoas reagem diante das ameaças e mostra por que o jornalismo se tornou, ao mesmo tempo, mais perigoso, mais atacado e mais confundido com o ruído das redes. Cita conflitos como a intervenção norte-americana em Mogadício, na Somália, e a cobertura que realizou, ao lado de Pedro Bial, da guerra civil de Angola, quando sua equipe foi detida por guerrilheiros e eles tiveram os equipamentos retidos. Serva também fala sobre a simulação de campo minado e de sequestro que viveu, em 2002, num curso na Inglaterra sobre sobrevivência para jornalistas em zonas hostis. u No título, o autor usa o termo granada no sentido literal, de objetos explosivos, mas também como “bombas” e impactos do cotidiano. A ideia é discutir como as pessoas podem manter a frieza e a razão em meio a impulsos, atrocidades e absurdos, tanto no mundo material, com diversos conflitos e guerra, como também nos ambientes online. u Serão dois eventos de lançamento em São Paulo, com a presença dele: um, nesta quinta-feira (10/9), às 16h, no espaço da Matrix Editora na Bienal do Livro; e outro, em 21/9, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Livro de Leão Serva debate radicalismos e como sobreviver em um mundo de conflitos e redes sociais Leão Serva Divulgação
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