Jornalistas&Cia 1581

Edição 1.581 - pág. 3 ANOS Últimas n Estudo inédito sobre as condições de trabalho e a saúde mental dos jornalistas brasileiros revela um cenário preocupante de adoecimento psíquico, sobrecarga e violência no exercício da profissão. A pesquisa, realizada com 257 profissionais de todo o País entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, aponta que mais da metade dos jornalistas apresenta sintomas de depressão (50,2%) e quase metade convive com estresse (47,8%) e insônia (47,9%). Os dados também mostram que 35,8% deles relatam sintomas de ansiedade, sendo que uma parcela significativa apresenta níveis severos ou extremamente severos. u Além do adoecimento mental, o levantamento evidencia a presença marcante de violência no ambiente de trabalho. Entre os entrevistados, de 26,1% a 37% afirmam terem sofrido assédio moral, e 30,4% relatam ter sido vítimas de cyberbullying. u Para a presidente da Fenaj, Samira de Castro, o cenário exige medidas concretas por parte das empresas de comunicação, além do fortalecimento da negociação coletiva e da implementação de políticas de prevenção aos riscos psicossociais. Os detalhes da pesquisa podem ser conferidos aqui. n Monitoramento realizado pela Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo, registrou um total de 2.630 ataques online à imprensa nas primeiras semanas de campanha eleitoral. A pesquisa analisou postagens no X e no Instagram, entre 16 e 29 de agosto. u Do total de ataques, 1.548 ocorreram no Instagram e 1.082 no X. A maior parte das ofensas online tentava deslegitimar a atividade jornalística, com comentários como “imprensa lixo”, “jornalista militante”, “mídia golpista”, “caiu o pix”, “pesquisa comprada” e “pesquisa falsa”. Os assuntos que mais geraram interações negativas nas redes analisadas pelo estudo foram as eleições presidenciais e as disputas estaduais. u Outro dado importante registrado pela pesquisa foi o de ataques às mulheres jornalistas: Dos 220 ataques direcionados a jornalistas específicos no X, 66,4% foram contra mulheres. Já no Instagram, elas foram alvo de 67% das 273 postagens ofensivas registradas. A maior parte das postagens negativas continha comentários misóginos. Analisando o número total de ataques, a cada três postagens contra jornalistas, Metade dos jornalistas brasileiros apresenta sintomas de depressão, alerta Fenaj Monitoramento registra 2.630 ataques online à imprensa nas primeiras semanas do período eleitoral

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