Edição 1.586 - pág. 19 n O cartunista Gilmar Machado Barbosa, de Santo André (SP), conhecido como o Cartunista das Cavernas, vem sofrendo desde julho diversos ataques e ameaças de morte em decorrência de seu trabalho de ilustrações de cunho político. Gilmar denunciou diversas postagens ofensivas nas redes sociais. Em um dos ataques, um usuário publicou uma montagem em que o cartunista aparece com uma bala na cabeça, junto de mensagens ofensivas e ameaçadoras. Gilmar registrou boletim de ocorrência e buscou apoio de organizações defensoras da liberdade de imprensa e de expressão. u Em entrevista ao Diário do Grande ABC, explicou que a liberdade de manifestação artística e o tom crítico sempre pautaram seu trabalho, independentemente do espectro político no poder. Destacou, porém, que os ataques em decorrência de seu trabalho aumentaram significativamente a partir das eleições de 2018. u O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) repudiou as ameaças e se solidarizou com Gilmar. Para a entidade, “a violência contra profissionais da comunicação compromete o debate público ao restringir a circulação de ideias. O humor gráfico, por sua natureza crítica e satírica, é protegido pela liberdade de expressão”. O SJSP pediu que os autores dos ataques sejam responsabilizados e que as autoridades tomem medidas para garantir a segurança do cartunista e a continuidade de seu trabalho. (Ver também Projeto Inteligência ArteOficial, na pág. 6) São Paulo Cartunista Gilmar Machado recebe ameaças de morte por seu trabalho Curtas-SP n A Câmara Municipal de São Paulo entregou em 19/10 o 5º Prêmio Anastácia de Forró, em sessão solene que também comemorou o Dia do Nordestino na capital paulista. Assis Ângelo, jornalista, pesquisador de folclore e de cultura popular, colunista deste J&Cia, venceu na categoria Comunicação e ficou em terceiro em Pesquisa. O nome do prêmio é uma homenagem à pernambucana Lucinete Ferreira, conhecida como Anastácia – a Rainha do Forró, que cantou profissionalmente por pelo menos 65 anos e gravou aproximadamente 30 discos. Tornou-se um dos ícones do gênero da música que ganhou tradição na região nordeste do País. u Há duas semanas Assis teve uma participação de destaque na 7ª Feira do Cordel Brasileiro, na Caixa Cultural. A organização da feira batizou uma das principais áreas de atividades formativas com o nome dele: o Espaço Pesquisador Assis Ângelo, local que serviu como palco para debates, mesas de conversa e palestras ao longo de todo o evento. Nesse espaço ele ministrou em 9/10 a palestra Aderaldo e outros cegos geniais na literatura e na música, em que abordou a trajetória e a importância histórica de poetas e cantadores cegos no desenvolvimento da cultura popular, do repente e da literatura de cordel no Brasil. Vale lembrar que o próprio Assis perdeu a visão em 2013 e há quase dois anos escreve sobre o tema em J&Cia, na série O cego na História, que nesta edição chega ao 78º episódio (ver pág. 23). Gilmar Machado Assis Ângelo
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