Jornalistas&Cia 1586

Edição 1.586 - pág. 35 Jornalistas&Cia é um informativo semanal produzido pela Jornalistas Editora Ltda. • Publisher: Eduardo Ribeiro ([email protected] – 11 99689-2230) • CEO: Vinícius Ribeiro ([email protected] – 11-99244-6655) • Editor executivo: Wilson Baroncelli ([email protected] – 11-99689-2133) • Editor assistente: Fernando Soares ([email protected] – 11-97290-0777) • Repórter: Victor Felix ([email protected] – 11-99216-9827) • Estagiária: Pietra Sábia ([email protected] – 11-99523-0602) • Editora regional RJ: Cristina Vaz de Carvalho 21-99915-1295 ([email protected]) • Editora regional DF: Kátia Morais, 61-98126-5903 ([email protected]) • Diagramação e programação visual: Paulo Sant’Ana ([email protected] – 11-99183-2001) • Departamento Comercial: Silvio Ribeiro ([email protected] – 19-97120-6693) • Assinaturas: Armando Martellotti ([email protected] – 11-95451-2539) quarto andar, com o Chiquinho, na Social. Cansada de falar de festas e viagens, comecei a introduzir umas materiazinhas sobre as atividades beneficentes das primeiras-damas e de entidades da região. Dei um ou outro furo, despertando a ira do pessoal do andar de baixo. Logo Fausto me chamou e cortou minhas asinhas. O único que saiu em minha defesa foi José Marqueiz. E ele era um Prêmio Esso! No quarto andar, além de Fausto, ficavam Aleks (com seus dedos voadores sobre a velha Remington), Solange Dotto, Júlio Pinheiro, o impagável, doce Hermano Pini e seu inseparável cachimbo. No meio da tarde, para relaxar, ele dava um salto no meio da sala, girando o corpo e imaginandose tendo por par uma leve bailarina. Para quem olhava, espantado, ele explicava que aquilo era um pax-de-deux. Tinha também Paulinho Klein (editor de Cultura). Quando fiquei grávida, ele só me chamava de mamãe-pureza, personagem do Henfil. Quantas vezes consolei Daniel Lima, outro ocupante de uma das mesas do quarto andar, que chorava copiosamente cada vez que levava uma bronca do Fausto. Dei seu nome ao meu primeiro filho. Acho que nunca vou esquecer a mágoa que ele me causou com o que disse a meu respeito muitos anos depois. Outros tempos, outros corações... (Continua em J&Cia 1.587) passar bem vestido na frente do Diário que logo era contratado como especialista. A primeira determinação do tal Amaury: todos os repórteres deviam usar terno e gravata. O protesto foi tamanho que a medida não durou uma semana. Nós, meninas, também ajudamos a derrubá-la: fomos trabalhar vestidas de homem. Um tarde, Louzeiro nos leva para conhecer as novas máquinas do jornal, que vieram substituir a velha linotipo. Outro dia Ademir Médici deu a foto na coluna dele. Logo deixaríamos a casinha para ocupar o imponente prédio, de cinco andares. Dali a pouco perderíamos Louzeiro. Acho que ainda guardo a carta de despedida que ele deixou para a redação. Geração liberada Mais mulheres começaram a chegar: Margarete Acosta, Heleni Felipe, Denise Mirás, Alzira Rodrigues, Cláudia Müller, Lucia Chuery, Iara (não lembro o sobrenome). Iara me deixava apavorada. Cada vez que se atrasava, eu achava que tinha sido levada pro DOI-Codi. É que ela vinha trabalhar com exemplares do Liberdade e Luta, jornal da facção de ultraesquerda, debaixo do braço. Vendia aquilo no trem, a caminho do Diário!!! Alguém se lembra dela? No prédio novo eu ficava no José Louzeiro

RkJQdWJsaXNoZXIy MTIyNTAwNg==