Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 15 ANOS não deu certo para a Abril, mas o jornalismo passou a contar com um profissional que, com sua inteligência e energia, soube transformar desafios em soluções, sempre com um sorriso no rosto. Ver sua trajetória, de office-boy a baluarte do nosso jornalismo, é um orgulho que guardo com carinho”, celebra Fontes. “TV Guia foi uma chuva de verão: intensa, mas que infelizmente durou muito pouco”, lamenta Eduardo. “Acho que o Fontes se sentiu meio responsável por ter me tirado do meu emprego e me levado para um projeto que durou tão pouco e mexeu alguns pauzinhos pra me recolocar dentro da Editora Abril. Ele conseguiu uma vaga pra mim na Casa Cláudia”. Para quem era apaixonado por futebol, e que também nutria um grande interesse por televisão – tanto que sua primeira filha, Narjara Thamiz Ribeiro, teve seu nome dado em homenagem à atriz Narjara Turetta –, trabalhar numa revista de decoração poderia parecer algo bem fora da curva. Mas não foi. “Casa Claudia foi o melhor lugar em que trabalhei na minha vida. Uma equipe espetacular, que se encaixava muito bem. Fiquei apenas um ano lá, ganhei meu primeiro prêmio de jornalismo e fiz amigos que ficaram para a vida toda”. Um desses amigos foi Sinval Medina, então diretor de Redação: “Quando o fechamento da TV Guia tornou-se inevitável e os profissionais da revista começaram a ser demitidos, seu editor executivo, Luís Laerte Fontes, meu primeiro chefe na Abril, indicou um jovem muito promissor para a vaga de repórter em Casa Claudia. Seu nome, Eduardo Cesário Ribeiro. Logo no primeiro contato, percebi que ele tinha o perfil que eu buscava para ampliar o escopo da revista. Logo Edu se familiarizou com o universo de cobertura da revista e foi a campo para descobrir fontes, garimpar notícias, sugerir pautas, enriquecendo com informação escrita as páginas de Casa Claudia. Nesse processo, tornou-se um colaborador valioso para o crescimento da revista como veículo jornalístico. E se tornou expert na matéria. Da nossa relação profissional nasceria uma amizade que perdura até hoje. Basta dizer que eu e a minha companheira de vida inteira, Cremilda Medina, somos padrinhos de casamento dele. Acho que isso diz tudo”. O fim da intensa, porém curta, passagem por Casa Claudia teve início quando Antônio Oliveira Mafra, colega de Faap, com quem havia trabalhado na TV Guia e que naquele momento estava atuando na assessoria de imprensa da Firestone, recebeu um convite para trabalhar como repórter em uma revista de engenharia e construção da Editora Pini. Satisfeito com seu trabalho de então, ele recusou e ofereceu a vaga a Eduardo, que mesmo feliz na Casa Claudia foi ouvir a proposta. “Lá eles me falaram sobre a revista e o salário, que era uns 30% a mais do que eu ganhava”, explica Edu. “Obviamente eu precisava de dinheiro e meu salário era fundamental, mas não queria trabalhar em uma revista técnica, que não tinha nada Troféu conquistado no Prêmio Abril de Jornalismo por reportagem produzida para a Casa Claudia

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