ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 16 ANOS Neste Dia da Imprensa, expressamos nossa homenagem a Hipólito José da Costa, fundador do Correio Brasiliense, a Eduardo Ribeiro e a todos os jornalistas que colocam seu talento dia a dia a serviço de uma imprensa livre e independente. DIA DA IMPRENSA 01 DE JUNHO a ver comigo. Por isso conversei com o Sinval para tentar alguma barganha para melhorar o meu salário na Abril. Como não cabia a ele a decisão, foi falar com a diretora da revista, Olga Krell, e dela veio a seguinte resposta: ‘Não tem aumento. Se não tiver satisfeito pode ir embora.’ Aí eu, com 21, 22 anos de idade, pensei: ‘Se eu me acovardar agora, minha vida vai ser uma inteira servidão, eu vou embora.’ E saí, com uma tristeza imensa, porque foi o melhor lugar que eu já havia trabalhado na vida. Mas não me arrependo, não, porque foi fundamental para a minha própria autoestima”. Agora na Editora Pini, ele tinha ao seu lado novamente o também repórter Claudio Fragata, o mesmo com quem costumava fazer trabalhos de faculdade em equipe, ao lado de Beth Kaló. Foram dois anos trabalhando juntos na publicação, de 1978 a 1980, sendo que a partir de 1979 eles também passaram a trabalhar paralelamente como revisores no DCI. “Eduardo, naquela época, já tinha uma vivência maior em redação do que eu, que estava começando e sofrendo com muita insegurança”, lembra Fragata. “Havia escolhido jornalismo porque adorava escrever, mas nunca tive muito a veia jornalística da investigação. Além disso, o tema da revista não me interessava em nada. Mas tive a sorte de reencontrar o Edu, principalmente porque tem um aspecto nele que sempre se destacou, que é o da generosidade. Devo muito a ele, pois me ajudou muito no começo, principalmente porque a chefia percebia o meu despreparo e por isso me passava as piores e menos importantes pautas”. Sentindo-se desprestigiado e insatisfeito com o trabalho, Claudio desejava encontrar novos caminhos dentro do Jornalismo e ficou empolgado quando Eduardo falou sobre algumas vagas para revisor que haviam sido abertas no jornal DCI. Não era exatamente uma oportunidade que permitiria abrir mão do trabalho na Pini, mas como os horários não coincidiam, seria possível manter uma jornada dupla de trabalho nas duas publicações. “Pini durante o dia e à noite no DCI. Achei ótimo, porque no fundo eu queria sair, apesar do pessoal que trabalhava lá ser muito bacana. Então fomos para o DCI fazer revisão. E, por mais que o trabalho não fosse dos mais emocionantes, tive algumas alegrias ali, como acompanhar em primeira mão as colunas de alguns jornalistas que eu admirava”. A Pini, como lembra Eduardo, foi o único lugar de que ele foi oficialmente demitido: “Fui demitido por ter faltado numa QuartaFeira de Cinzas. Mas a verdade é que a revista já estava em crise, precisando cortar gente, então foi um pretexto para eles me demitirem. Quando saí da Pini, ainda tinha esse trabalho no DCI, que me ajudou a segurar um pouquinho as pontas”. Mas já em clima de “fim de feira”, a passagem de Eduardo pelo DCI também não duraria muito. Naquele começo de 1980, uma área correlata ao jornalismo vinha crescendo de importância e empregando muitos profissionais do segmento, uma oportunidade que, mesmo sem que soubesse naquele momento, iria agarrar e não largar por bastante tempo. Equipe da Editora Pini
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