ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 22 ANOS Um agitador do bem Paralelamente à sua atuação no sindicato, Eduardo começou a participar logo cedo, ainda na década de 1980, de atividades junto a outra entidade correlata ao jornalismo, a Aberje, que na época ainda se chamava Associação Brasileira de Editores de Revistas e Jornais de Empresa. Foi naquela época que em paralelo à entidade surgiu o Grupo de Estudos sobre Comunicação Empresarial (Grece), movimento que reunia perto de 25 profissionais. Ele deu origem a uma geração de novos comunicadores, que seriam responsáveis pelo intenso processo de modernização e profissionalização, trazendo o mercado da comunicação empresarial aos sofisticados níveis em que hoje se encontra. “Chegou um momento em que o Grece estava tão fortalecido que nós fizemos uma campanha para eleger como presidente da Aberje Amauri Beleza Marchese, que era gerente de comunicação da Johnson”, lembra Marco Antônio Rossi, que na época atuava na Comunicação do Grupo Matarazzo. “A partir dali, a Aberje começou a passar por uma transformação e começou a ter um protagonismo maior”. Mas, apesar do novo momento que a entidade começava a experimentar, com pautas mais alinhadas à evolução da comunicação corporativa na época, um grupo de oposição começou a surgir dentro da Aberje. Clamando por pautas que estariam sendo deixadas de lado, entre elas um anseio por maior representatividade nacional, com membros de outros estados compondo a diretoria, o grupo era encabeçado por Eduardo Ribeiro e Wilson Bueno, que haviam trabalhado juntos na Villares. “Foi a primeira e única eleição da Aberje que não teve chapa única”, lembra Eduardo. “O problema é que Wilson agitava, mas ele não era associado. E o Sindipeças, onde eu estava na época, também não era associado, então nós não podíamos concorrer. Nessa época eu já tinha mais proximidade com o Marco, porque também estávamos na Comissão de Assessoria de Imprensa do sindicato, e acabei o convencendo a encabeçar a chapa. Fomos então para a campanha, perdemos, mas o resultado até que foi razoável, com a nossa chapa recebendo 30% dos votos. Acho que esse movimento acabou sendo positivo para a Aberje, tanto que Amauri fez um segundo mandato muito bom, fortalecendo ainda mais a entidade”. “Até hoje acho que foi um erro de minha parte, mas acabei encarando essa tentativa motivado pela relação com o Wilson e com o Eduardo”, acrescenta Marco Rossi. “Mas ainda bem que deu errado, porque Amauri se reelegeu, fez um segundo mandato muito bom, criou novas diretorias mais alinhadas com o que o mercado precisava naquele momento, trouxe para o seu lado profissionais que já se destacavam no setor, como Renato Gasparetto e Ruy Altenfelder, que depois virou presidente da entidade”. Em 1989, como resultado dessa evolução e mudanças de paradigmas dentro da associação, a Aberje mudou seu nome para Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, ainda que tivesse mantido a sigla original. Apesar da tentativa frustrada de ter uma participação mais efetiva na diretoria da entidade, Eduardo manteve desde então proximidade com a Aberje, tanto que quando Antonio Alberto Prado foi eleito presidente chamou-o para cuidar do núcleo de cursos: “A Aberje está no meu DNA, na minha estrutura, na minha simpatia. Operacionalmente, minha participação na Aberje foi pequena, curta, mas a minha participação geral, inclusive como parceiro, é da vida toda”. De fato, ainda que a experiência à frente da área de cursos da entidade tenha durado pouco tempo, a relação entre Eduardo e a Aberje seguiu sempre muito próxima. Ao longo dos anos ela apoiou grande parte dos projetos e ações criados por Eduardo e em fevereiro de 2011 homenageou-o com um troféu por sua contribuição à comunicação corporativa. A entidade também reconheceu este Jornalistas&Cia com o Prêmio Aberje em duas oportunidades, em 2017, com o troféu principal, como Mídia Especializada, e no ano passado (2025), com menção honrosa pela celebração dos 30 anos de vida. Renato Gasparetto e Eduardo Ribeiro
RkJQdWJsaXNoZXIy MTIyNTAwNg==