Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 21 ANOS Caráter Ética Fatos Relevância Precisão Propósito Fonte Notícia Relacionamento Visibilidade Influência www.giselegomescomunica.com.br Celebramos quem transforma informação em confiança todos os dias. há credibilidade. Onde há verdade, Além disso, as pontes construídas por anos dentro da comissão de assessores criavam um cenário perfeito para transformar o sucesso editorial do Unidade também em sucesso comercial. Com o apoio de Paulo Vieira Lima, Eduardo aproveitou as relações próximas com diversos profissionais de assessoria de imprensa, que naquele momento estavam à frente de algumas das principais empresas do Brasil, para vender publicidade para as edições do Unidade. Em um desses especiais, de Dia da Imprensa, o Unidade chegou a circular com 78 páginas, 40 delas de anúncios, um recorde que nunca mais foi batido. “O pessoal de assessoria de imprensa, que era jornalista, mas que não conseguia ter muita participação nas discussões do sindicato, via no Unidade uma forma de participar mais ativamente apoiando a publicação”, explica Eduardo. Esse cenário comercial positivo, mais a experiência da produção do Manual de Assessoria de Imprensa, lançado em 1986 sob os auspícios da Fenaj, também serviu como pano de fundo para a produção de uma série de livros e guias produzidos dentro e em parceria com o Sindicato dos Jornalistas de SP: “Ali começou a minha fase empreendedora, porque eu tinha algumas ideias e comecei a aplicar com sucesso no sindicato. Foi uma fase em que, durante algum tempo, a gente fazia duas, três publicações especiais por ano, que geravam uma receita importante para o sindicato e, mais do que isso, geravam conteúdo gratuito para os associados”. Em parceria com Cecilia Queiroz e Paulo Vieira Lima, surgiu então a Puente, uma editora criada justamente para produzir essas publicações, e que ao longo da década de 1990 lançou nove livros-guia, entre eles o Colunistas Brasileiros, Imprensa Automotiva, Fontes de Informação e o Guia Brasileiro de Comunicação Empresarial e Assessoria de Imprensa, que em sua segunda edição chegou a ser premiado com o Prêmio Aberje. Mas a participação de Eduardo nas atividades do sindicato ao longo da década de 1990 não foi apenas comercial. Em 1991, o Unidade vivenciava um período que se destacava por uma leitura mais leve, em que mantinha informações importantes para a categoria, mas também trazia conteúdos como entrevistas com grandes nomes do jornalismo, reportagens especiais e colunas. “Um dia, Zé Hamilton criou lá uma coluna que se chamaria MOAGEM e chegou para mim e falou: ‘Dudu, olha aqui, tem essa coluna que a gente vai fazer no Unidade, que é uma coluna sobre coleguinhas. Coleguinha adora se ver no jornal. Você vai fazer uma coluna de coleguinha.’ Eu retruquei que nunca havia feito aquilo e que nunca tinha sido colunista. Mas, enfim, como bom soldado, falei que iria tentar. Já na primeira edição foi um sucesso estrondoso, com 20, 30 cartas sendo enviadas ao sindicato para elogiar o novo espaço”, recorda Eduardo. Em uma delas, enviada por Lizete Teles de Menezes, que mais tarde teria atuações por Época Negócios e Valor Econômico, cravou que “estava nascendo o nosso Zózimo Barroso do Amaral”, em referência ao célebre colunista social com passagens por Jornal do Brasil e O Globo. “MOAGEM era a seção mais lida do jornal”, lembra Theo Carnier, que comandou o Unidade naquele período. “Todo mundo queria ver a movimentação profissional, então era um grande sucesso entre os jornalistas”. Lançamento do Guia Imprensa Automotiva (Puente), no Salão do Automóvel de 1998 Eduardo e José Hamilton Ribeiro, criador da coluna MOAGEM

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