Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 38 ANOS 100 anos da ABI, encontros históricos e parceria com Audálio e Vanira Dantas O Salão do Jornalista Escritor foi uma iniciativa pensada e desenvolvida por Audálio, e viabilizada pela ABI. A ideia era reunir grandes nomes do jornalismo brasileiro que fossem também escritores, para debater obras, conversar sobre o presente do jornalismo literário e as perspectivas para o futuro. Vanira foi essencial na organização e realização do evento, ajudando Audálio com suas responsabilidades. Nesse contexto, o papel do Edu também foi muito importante, principalmente na captação de recursos para viabilizar a realização do evento. “Audálio, quando foi presidente da representação da ABI em São Paulo, precisava montar uma equipe com pessoas competentes e comprometidas”, lembra Vanira. “E ele chamou muitos amigos, que foram convidados não por serem amigos, ao contrário: são profissionais amigos, e aí acaba tendo muito mais valor. E Dudu, como o chamo, sempre foi um deles. Sempre foi um cara de trabalho, sem fazer muito auê, e sempre muito objetivo também, muito companheiro”. Edu atuou diretamente na parte administrativa e comercial do Salão, ajudando a levantar e buscar recursos para o evento. “Porque eventos grandiosos como esse são difíceis de fazer, era uma corrida geral para levantar recursos e montar o circo, e Dudu sempre estava nessa, foi essencial para a realização do Salão”, destaca Vanira. A primeira edição do evento foi realizada em novembro de 2007 no Memorial da América Latina, e teve em sua programação debates, conferências e entrevistas com alguns dos maiores nomes da escrita e do jornalismo brasileiro. Um verdadeiro sucesso de público e crítica. Mas o grande boom viria em 2013, na segunda edição do Salão, que ficou marcado nas páginas da história da ABI como um encontro histórico, que reuniu milhares de pessoas. Havia, porém, um problema: o II Salão do Jornalista Escritor estava marcado para os dias 6, 7 e 8 de setembro de 2013, no meio do feriado de Independência do Brasil. Vanira lembra: “A gente estava com uma programação muito legal, com a presença de convidados ilustríssimos, mas muitas pessoas diziam ’puxa, mas no meio de um feriadão, vai dar ruim’. Na verdade, ‘deu ruim’ para quem não acreditou, porque foi um sucesso. Justamente por ser feriado, compareceram muitas pessoas de diferentes estados, estudantes, profissionais de jornalismo, então de fato o feriado acabou facilitando pra gente”. Além do Salão, houve o Salãozinho, destinado a crianças e adolescentes, com o objetivo de estimular a leitura e a escrita e o interesse por jornalismo literário. “Eu pessoalmente cuidei bastante do Salãozinho, e a organização, a programação e a cenografia de lá era muito legal”, conta Vanira. “Tínhamos contação de histórias, dramatização para crianças, oficinas práticas, até conteúdo sobre mangá. Lembro até que Ziraldo, que estava confirmado para participar do Salão de fato, para adultos, quando viu o Salãozinho quis ficar só ali no meio das crianças e dos adolescentes, não queria participar do evento para os adultos (risos). Ruth Rocha também participou bastante do Salãozinho e era sempre um encantamento para os presentes. Também esteve presente Valdeck de Garanhuns, artista pernambucano mestre do Mamulengo, teatro de bonecos”. Vanira lembra de casos engraçados que aconteceram durante as edições do Salão, como o do bibliófilo José Mindlin, que faria a abertura do evento, mas que acabou se atrasando, devido ao trânsito da véspera de feriado, na segunda edição do Salão, e chegou vermelho de vergonha, muito constrangido. Lembra ainda de Luís Fernando Veríssimo, que sempre vinha acompanhado da esposa, que falava que gostava de ir aos eventos com o marido pois era uma oportunidade ouvi-lo falar, uma vez que o escritor era muito quieto e pouco falava perto dela em sua residência. Edu, Vanira e Audálio Dantas (ao centro), uma parceria que rendeu grandes frutos para o jornalismo

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