ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 37 ANOS Diretor de Jornalismo, membro do conselho (e mediador) na ABI Entre trabalhos em instituições e organizações defensoras do jornalismo e da liberdade de imprensa, como o próprio Sindicato de São Paulo e a Aberje, Edu atuou também na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde integrou o Conselho Deliberativo e foi até Diretor de Jornalismo, entre 2013 e 2016. Ao longo de sua carreira, trabalhou com profissionais relevantes da imprensa brasileira, e tornou-se amigo de muitos. Um deles foi o saudoso Audálio Dantas, que no começo da década de 2010 teve forte atuação na ABI. Por volta de 2013, sob nova gestão de Maurício Azedo, Audálio chegou a assumir a representação da entidade em São Paulo e montou um time para tocar as responsabilidades da ABI no estado. Entre os nomes chamados, estava o de Edu, que entrou na chapa como candidato ao Conselho Deliberativo e, posteriormente, diretor de Jornalismo. Após a morte de Azedo, Domingos Meirelles foi eleito presidente, com Paulo Jerônimo, o Pagê, como vice-presidente. Na nova diretoria, Edu, além de integrar o Conselho Deliberativo, assumiu a Diretoria de Jornalismo, passando a responder pelo portal da ABI, tendo em vista que o jornal havia sido descontinuado por razões econômicas. “O brilhante Eduardo cuidou com afinco do portal da ABI, permitindo um salto na qualidade editorial, mas sua atuação não se limitou ao portal e a transmitir as notícias geradas pela ABI para toda a mídia brasileira. Ele contribuiu para que a entidade voltasse a ser ouvida em todas as questões nacionais relativas à liberdade de imprensa e defesa da democracia”. Pagê destaca ainda o poder mediador e conciliador de Eduardo, atuando como um grande articulador durante reuniões da ABI, ouvindo os diferentes lados, impondo ordem, acalmando os ânimos e encontrando os denominadores comuns, com o objetivo de priorizar sempre o melhor para a entidade: “Culto, excelente orador, Eduardo teve um papel preponderante nas reuniões semanais do Conselho Deliberativo da ABI, que contava também com nomes como Arcírio Goveia, Jesus Chediak e Ana Maria Costabile Outro ponto que Pagê ressalta sobre a atuação de Edu na ABI foi sua dedicação ao trabalho. As reuniões do Conselho eram realizadas sempre às segundas-feiras, no fim da tarde, no Rio de Janeiro. E toda semana, Edu pegava um avião para ir ao Rio e voltar no mesmo dia, conciliando suas responsabilidades na entidade com seus muitos afazeres em São Paulo, incluindo como diretor deste J&Cia. Ou às vezes fazia a viagem de ônibus, para economizar. Após alguns anos nesta rotina corrida, Edu resolveu renunciar aos cargos de membro do Conselho e da direção de Jornalismo. “Foi uma pena. Até hoje os associados da ABI lamentam sua saída, o portal nunca mais foi o mesmo”, diz Pagê. Poucos anos depois, ele, Pagê, se tornaria presidente da entidade, com o apoio, entre outros, do próprio Edu, em São Paulo. Além de sua atuação como diretor da ABI, membro do conselho e responsável pelo portal da entidade, Edu tocou diversos outros projetos durante seus anos de ABI. Um deles, articulado ao lado do amigo Audálio Dantas e de Vanira Kunc Dantas, esposa de Audálio, foi o Salão do Jornalista Escritor, realizado em comemoração aos 100 anos de fundação da ABI. Domingos Meirelles
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