ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 48 ANOS E o trabalho para a realização de um prêmio como o dos +Admirados não é nada fácil. Desde o lançamento, passando por todas as etapas de apuração em primeiro e segundo turnos, além da captação de recursos, patrocínios, questões de logística envolvendo a cerimônia de premiação, até a definição dos premiados e o evento de entrega de troféus, tudo isso demanda tempo e muita paciência. Vinicius explica que a série +Admirados funciona com base em uma lógica de “cronograma reverso”: “Nós começamos pelo final, primeiro definimos aproximadamente em que dia e mês queremos que seja o evento de premiação e a partir daí começamos a planejar as outras etapas: Os dias que duram o primeiro e o segundo turnos, já contando com alguns dias de trabalho de apuração, além de já ir trabalhando por fora em outras questões logísticas, como o local do evento, pagamentos e custos em geral, preparação das edições especiais de cobertura da cerimônia, além da lista completa dos premiados... Fora todo o trabalho antes mesmo do período de realização dos prêmios, captando recursos e coletando/preparando materiais de divulgação”. “E o mais difícil disso tudo é conciliar as datas de premiação com a agenda dos jornalistas, para que o maior número de premiados esteja presente na cerimônia. Sabemos que a profissão de jornalista é muito corrida, não temos rotina, então a maior dificuldade ao realizar esses prêmios é justamente achar uma data e garantir que os jornalistas compareçam ao evento. Outro ponto também, principalmente nas primeiras edições, era conseguir o contato dos jornalistas, telefone ou e-mail, pois muitas vezes não conseguíamos avisar as pessoas eleitas, que tinham ganhado, sentíamos que não estávamos muito bem inseridos nas redações pelo País. Felizmente, após muitas edições, networking e fazendo contatos, nossa rede cresceu significativamente, e hoje é muito mais fácil. Mas ainda acaba acontecendo esse problema de conseguir encontrar a melhor data para todos (ou a maioria)”. Atualmente, Vinicius é o grande responsável pelos +Admirados e Edu atua mais como consultor do prêmio, auxiliando na definição de homenageados e na apuração dos resultados. Vinicius, porém, faz questão de destacar a importância dele, que desde o início da iniciativa entendeu a importância do projeto: “Além de idealizador, ele operacionalizou o projeto, sempre participou das reuniões e teve ideias de procurar novas editorias, a exemplo do Agro e de Saúde, que partiram de ideias dele. Então, apesar desse papel mais ‘institucional,’ não existiriam os +Admirados sem Eduardo Ribeiro, que foi o começo e o grande ponto de virada de toda essa iniciativa”. Tal importância é também destacada por pessoas que ajudam a organizar os +Admirados, como no caso dos criadores, ao lado de J&Cia, do prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira: Marcelle Chagas, fundadora Rede de Jornalistas Pretos Pela Diversidade na Comunicação; Oscar Luiz, CEO do Neo Mondo; e Rosenildo Ferreira, diretor de 1 Papo Reto. A ideia surgiu após a pesquisa do Perfil Racial da Imprensa Brasileira, em parceria com o Instituto Corda – Rede de Projetos e Pesquisas, que buscava identificar as diferenças raciais em termos de cargos ocupados, salários, direitos, entre várias vertentes, com o objetivo de analisar e detectar o quanto a cor de pele faz diferença dentro da comunicação, algo que era evidente, mas os dados da pesquisa trariam fundamentação para o assunto. Passado esse período, Edu se reuniu, em uma padaria, para conversar com seus amigos Oscar e Rosenildo, e nesta conversa eles bateram o martelo pela criação do prêmio. “Preciso confessar que, quando fui chamado à reunião para estruturar o Prêmio, estava bastante pessimista em relação a como ele seria recebido pela comunidade afro-brasileira. Havia em mim o temor de que não houvesse Marcelle, Edu, Rosenildo e Oscar homenageiam Dennis de Oliveira (ao centro) no prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira
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