ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 49 ANOS adesão pelo fato de parecer que estaríamos segregando, em vez de incluindo”, conta Rosenildo. “Felizmente, eles me convenceram do contrário e o mercado (as/os jornalistas) mostrou que eu estava rotundamente enganado. Hoje, o Prêmio é ansiado por jornalistas de todos os calibres: desde a grande mídia (acostumada a ser premiada em outros certames) até a mídia independente e, especialmente, a periférica. Mais que jornalistas, esses colegas, assim como eu, enxergam na identidade racial um grande valor”. “A conversa foi fluindo e chegamos à conclusão de que havia ali uma combinação editorial incomum — e que seria um desperdício não fazer algo à altura”, diz Oscar. “Foi daí que emergiu a ideia de formatar o prêmio. Nenhum briefing, nenhuma consultoria: três jornalistas numa mesa, vendo o que era possível construir juntos. “A sub-representação de jornalistas negros e negras na imprensa brasileira não é acidente – é estrutural. No Brasil, essas vozes são frequentemente afastadas de posições de destaque ou confinadas a coberturas restritas. O prêmio existe para nomear isso com clareza e, ao mesmo tempo, criar uma plataforma onde esses profissionais sejam reconhecidos pela qualidade e pela inovação do seu trabalho. Diversidade nas redações não é pauta de RH, é condição de relevância editorial”. Marcelle, que posteriormente uniu-se ao time de organizadores, também destacou a importância da iniciativa: “Ter hoje – até onde sabemos – o único prêmio nacional ativo dedicado especificamente à valorização de jornalistas negros e negras é algo excepcional e extremamente necessário para a imprensa brasileira. A iniciativa ajuda a corrigir invisibilidades históricas, fortalece referências para as novas gerações e amplia o debate sobre diversidade como elemento central da qualidade democrática da comunicação. Além disso, o prêmio também mostra ao mercado que excelência jornalística e diversidade caminham juntas. Reconhecer profissionais negros não é apenas uma pauta simbólica, mas uma discussão sobre inovação, pluralidade de perspectivas e fortalecimento do próprio jornalismo”. Equipe do Jornalistas&Cia em uma das primeiras edições dos +Admirados de Economia, Negócios e Finanças
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