Edição 1.581 - pág. 24 ANOS AUTO Patrocínio u “Meu pai sempre foi muito mais do que aquilo que aparecia diante de um microfone ou nas páginas de uma revista”, destacou Claudia. “Era um italiano na sua essência, mas que cultivou um grande amor pelo país estrangeiro mais amado por ele, o Brasil”. u Natural de Arezzo, na Itália, Carsughi chegou ao Brasil em 1946, ainda adolescente, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Em São Paulo, formouse engenheiro pela USP. A trajetória no jornalismo iniciou-se ainda na adolescência, quando, aos 16 anos, foi correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport no Brasil, acompanhando os preparativos da Copa do Mundo de 1950. Ficou no jornal até 1964. u Em 1957, assinou com a rádio Panamericana, que posteriormente se tornaria a Jovem Pan, trabalhando com futebol. Um ano depois, porém, já estava atuando em diversos esportes, incluindo Fórmula 1 e assuntos relacionados à indústria automobilística. Após breve passagens pelas rádios Bandeirantes e Record, retornou à Jovem Pan, onde trabalhou por mais de seis décadas. Na rádio, cobriu cinco edições consecutivas de Copas do Mundo, em 1970, 1974, 1978, 1982 e 1986. u Além da rádio, atuou também na imprensa escrita, na Gazeta Esportiva e no recém-lançado Jornal da Tarde, em 1965. E seguiu colaborando com publicações italianas, como Corriere dello Sport, Calcio e Ciclismo Illustrato, Tuttosport e La Stampa. Ao longo da carreira, uniu seus conhecimentos de jornalismo e de engenharia para analisar, de forma técnica e precisa, os novos automóveis que chegavam ao mercado. Carsughi testou e avaliou uma enorme quantidade de veículos produzidos no Brasil e no exterior e se tornou uma das maiores referências do jornalismo automotivo. u Em 1971 passou pela Editora Abril, trabalhando na revista Placar. Alguns anos mais tarde, em 1974, chegou à Quatro Rodas, onde permaneceu por 25 anos, responsável pela área técnica e de avaliação de automóveis da revista. Ao longo desses anos, teve contato intenso com fabricantes, engenheiros, pilotos e profissionais da indústria automobilística. Depois da Quatro Rodas, foi editor executivo da revista Oficina Mecânica. Em 1995, fundou a revista Auto&Técnica e, um ano depois, passou a atuar como comentarista de futebol e Fórmula 1 na ESPN, função que exerceu até 2005. u Depois da ESPN, foi para o SporTV, no programa Arena, comentando Fórmula 1, motociclismo e futebol. Em 2012, ao lado da filha Claudia, lançou o Site do Carsughi, no qual publicava conteúdos sobre a indústria automobilística, Fórmula 1, futebol e turismo. Em 2015, deixou a Jovem Pan e passou a trabalhar no portal UOL, nos espaços Canais Carsughi, UOL Carros e UOL Esporte. Pouco tempo depois, voltou ao rádio pela Rádio Nacional, e participou da programação esportiva da TV Brasil, especialmente no programa No Mundo da Bola. u A história da transformação da indústria automotiva no Brasil se confunde com a trajetória de Carsughi, que acompanhou de perto o setor, desde os primeiros automóveis, passando Addio Carsughi! Um dos mais longevos e respeitados nomes do jornalismo brasileiro, Claudio Carsughi morreu em 10/9, aos 93 anos n O jornalismo brasileiro, em especial o automotivo e esportivo, perdeu na última semana um de seus grandes expoentes. Faleceu em 10/9, aos 93 anos, Claudio Carsughi. Ele estava há 27 dias internado, lutando contra uma infecção respiratória, mas não resistiu. A informação foi publicada em primeira mão pela filha, a também jornalista Claudia Carsughi.
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