Jornalistas&Cia 1581

Edição 1.581 - pág. 9 ANOS Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia Parceiro de conteúdo Para receber as notícias de MediaTalks em sua caixa postal ou se deixou de receber nossos comunicados, envie-nos um e-mail para incluir ou reativar seu endereço. Esta semana em MediaTalks Em um mundo bem diferente do passado, em que plataformas digitais dividem espaço com veículos tradicionais e jornalistas disputam atenção com influenciadores, políticos e pessoas comuns, uma pergunta que nunca foi fácil tornou-se ainda mais difícil de responder: afinal, o que é notícia? Um novo estudo do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo tentou responder à questão ouvindo o público em seis países: Argentina, Japão, Noruega, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. A constatação é que a definição de notícia se ampliou, mas não substituiu o que os autores chamam de traditional core. Para 49% dos entrevistados, notícia continua sendo principalmente a informação sobre temas como política e economia, produzida por jornalistas ou especialistas e entregue em formatos mais tradicionais por veículos jornalísticos. Outros 26% concordam com essa definição, mas também consideram notícia conteúdos encontrados em redes sociais, podcasts e vídeos curtos, feitos por influenciadores e abordando temas como moda e games. O trabalho investigou ainda a percepção sobre elementos de um conteúdo informativo. Para 65%, dados factuais são essenciais para que seja considerado notícia. Já 10% consideram que pontos de vista pessoais e interpretação também devem fazer parte do que definem como notícia. Mas 18% dizem que esses elementos podem fazer com que um conteúdo deixe de ser visto como notícia. TVs, rádios, sites e jornais continuam mais reconhecidos como fontes de notícia do que redes sociais, podcasts ou chatbots de IA. Os mais jovens aceitam com mais frequência essas novas fontes, formatos e temas, mas sem abandonar os elementos tradicionais. Leia mais sobre o estudo em MediaTalks. Jimmy Kimmel exibe entrevista com candidato só no YouTube após pressão sobre a ABC – e vídeo tem quase 10 milhões de views. Leia mais Quem fez estas imagens? Fotojornalista anônimo registrou as primeiras horas do 11/9 e doou fotos à Biblioteca do Congresso norte-americado; veja as imagens. A IA Claude foi usada como “redação” para campanhas de influência em vários países, incluindo Brasil, diz a Anthropic. Leia mais O que é notícia, hoje? Novo estudo do Instituto Reuters mostra o que mudou e o que permanece Luka Lajst

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