Jornalistas&Cia 1388

Edição 1.388 página 13 (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. hemorroidas, que o mantiveram no hotel em tratamento por quase toda a Copa (MATTIUSSI, 2004, p.70). No ano seguinte, o narrador deixa as Organizações Globo, seguindo para a Rádio Record e para a TV Manchete. No rádio, atendeu ao convite do amigo Francisco Paes de Barros, que havia assumido a direção da emissora e montou uma programação popular em que Osmar levou para primeiro lugar as transmissões de futebol. Na Manchete, aceitou o convite de Nilton Travesso, que propôs a Osmar Show programa de entrevistas e entretenimento que era gravado às quintas-feiras, em São Paulo, e levado ao ar no sábado à noite. Infelizmente, o programa na TV não sobreviveu e saiu do ar algum tempo depois, abrindo caminho para o narrador ir para a TV Record, já nas mãos da Igreja Universal, para apresentar o Sport Shopping Show, nas tardes de domingo. Embora tivesse bons conteúdos, foi um mês de preparação para a estreia e durou apenas sete no ar. A parceria com a Record ia bem, principalmente do ponto de vista comercial, mas em 1992 Osmar recebe um novo convite e volta para a Rádio Globo, onde assumiu a chefia da equipe de esportes, com seu irmão Oscar Ulisses, que lá permanece até hoje. Em dezembro de 1994, Osmar Santos seguia de Marília para Lins (cidades do interior de São Paulo), quando à noite foi atingido por um caminhão fazendo uma conversão proibida, na BR 153. O motorista, bêbado, errou o sentido da estrada e fez uma manobra na via acertando a Mercedes que Osmar dirigia. A colisão foi na altura da coluna de sustentação do teto, do lado do motorista, atingindo a cabeça do narrador. Após o acidente, Osmar foi socorrido e passou por várias cirurgias. Com muita determinação o apresentador voltou a andar, com alguma dificuldade, mas infelizmente perdeu a sua “ferramenta de trabalho”: a fala. Em matéria para o portal UOL, o jornalista Adriano Wilkson (2014, p.2), publicada no dia 22 de dezembro de 2014, 20 anos após o acidente, consegue traduzir bem a situação quando afirma: “Ele pensa em enxurrada, mas fala em conta-gotas”. E complementa: “Uma entrevista com ele é quase uma sessão de jogo de mímica. Você faz uma pergunta, e a resposta vem resumida em uma ou duas palavras- -chaves misteriosas...”. Diante da situação, Osmar passou a se dedicar à pintura, frequentando o ateliê do artista plástico Rubens Matuck, onde aprendeu algumas técnicas que põe em prática na produção de quadros. Mesmo enfrentando muitas dificuldades físicas, o narrador retomou a vida. Vai à Rádio Globo algumas vezes por semana, promove exposições de seus quadros e tenta seguir com a vida. Mesmo tendo passado por estas circunstancias tão agressivas, mantém o bom humor, brincando com as pessoas a sua volta, e demonstrando alegria de viver através de sorrisos e dos bordões que imortalizou no rádio e na TV. As homenagens são frequentes, feitas pelos amigos, jornalistas, e profissionais que de alguma forma tiveram contato com o trabalho deOsmar. Em2015, a empresa de material Esportivo Penalty lançou a “Gorduchinha”, bola que leva o nome de umas das expressões imortalizadas pelo narrador: “Ripa na chulipa, pimba na gorduchinha”. Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio emídia sonora. As entrevistas podem ser ouvidas em formato de podcast no link: https:// anchor.fm/radiofrequencia. Osmar com alguns de seus quadros n O programa de mentoria InfoVacina Trainee 2022, da Agência Bori, com apoio de Sabin Vaccine Institute e Instituto Serrapilheira, divulgou seus vencedores. Na categoria Reportagem Individual, ganhou Samara Wobeto, estudante da UFSM, com a reportagem Cobertura vacinal de gestantes no RS está abaixo dameta – e não é de hoje. Em ReportagemColetiva, o primeiro lugar ficou com Bernardo Yoneshigue (O Globo), Júnior Moreira Bordalo (TV Globo) e Milena Hildete (BandNews FM), com a matéria Da concepção ao envase: o Brasil pode desenvolver as próprias vacinas?.

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