Edição 1.388 - 7 a 13 de dezembro de 2022 n O Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira chega à sua 12ª edição com uma novidade. A partir de agora, o tradicional levantamento promovido por Jornalistas&Cia e pelo Portal dos Jornalistas passará a publicar seus resultados de maneira unificada, em edição que trará os conteúdos antes distribuídos por cinco edições da newsletter e no portal. u A pesquisa, que analisa os resultados de quase 200 prêmios de jornalismo nacionais e internacionais, em atividade ou já realizados, divulgaanualmente levantamentos apontando os jornalistas, veículos e grupos de comunicação mais premiados doBrasil. Até sua última edição, estes resultados eram divulgados separadamente, divididos em levantamentos anuais, históricos e por região, além de alguns específicos, como por plataforma, para os veículos. u “A mudança tem como objetivo criar um espaço único, exclusivo e ampliado para análise dos resultados do levantamento”, explica Fernando Soares (fernan [email protected]. br), editor deste Jornalistas&Cia e coordenador da pesquisa. “Com isso teremos uma edição ampliada e dedicada exclusivamente ao ranking. Será um documento histórico, que poderá servir de consulta e análise indefinidamente, de maneira simples e rápida. Para os premiados, certamente será uma edição com um valor especial, para ser guardada para sempre”. u Com o novo formato, a divulgação dos resultados, que tradicionalmente começava a ser feita na última edição do ano de Jornalistas&Cia, passará a acontecer na segunda quinzena de janeiro, em uma edição extra especial. Anúncios – n Empresas e agências de comunicação interessadas em garantir seu espaço e apoio à edição especial do Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira 2022 podem obter mais detalhes e informações sobre ações disponíveis com Vinicius Ribeiro ([email protected] e 11-99244-6655) e Silvio Ribeiro ([email protected] e 19-97120-6693). n A CNN Brasil promoveu na semana passada demissões em massa. Em São Paulo, cerca de 125 funcionários foramdemitidos, segundo informações do UOL. No Rio de Janeiro, quase todos os profissionais foram dispensados e a sucursal da emissora no estado foi desativada. As demissões também incluem outros estados e correspondentes internacionais. u Entre os demitidos estão Monalisa Perrone, Boris Casoy, Sidney Rezende, Marcela Rahal, Isabella Faria e GlóriaVanique, os comentaristas Fernando Molica, Alexandre Borges e o historiador e comentarista Leandro Karnal. Os repórteres Danúbia Braga e JairoNascimento também foram dispensados. EmBrasília, integra a lista Kenzô Machida, recém-chegado à emissora, que apresentava notícias sobre a Capital Federal. EmPorto Alegre, a repórter Bruna Ostermann deixou a CNN. u No Rio de Janeiro, só ficaram os repórteres Leandro Resende, Pedro Duran, Rafaela Cascardo e Raquel Amorim. Eles seguirão apurando informações e gravando vídeos por conta própria. u A lista de dispensas atingiu também escritórios internacionais: saíram a designer Rita Wu, que fazia o CNN Nosso Mundo, e HeloísaVilela, ex-correspondente de Record e Globo nos Estados Unidos. Também estão entre os demitidos Lucas Câmara, diretor de Relações Institucionais; Frank Alcântara, vice-presidente de Novos Negócios, e João Beltrão e ValentinaMenezes, diretores de Jornalismo em São Paulo. u Segundo comunicado interno que circulou após as demissões, a emissora justifica os cortes como uma “readequação ao cenário político e econômico”. O texto diz que o objetivo é fortalecer o DNA do canal e readequar custos, “para atingir o equilíbrio financeiro em 2023 e crescer”. Segundo apurou o Notícias da TV (UOL), as demissões já eram esperadas por causa de problemas de gestão, com audiência/Ibope e altos custos. n A repórter Neide Duarte deixou a TV Globo após 34 anos de casa, em duas passagens. Aos 71 anos, ela esteve nos últimos cinco fazendo reportagens especiais para o Globo Rural. Neide chegou à Globo em 1980, passando pelos principais telejornais da emissora, como Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e SPTV. Destacou-se também como repórter especial do Fantástico. u Entre suas principais coberturas estão a da campanha das Diretas Já, da doença e morte de Tancredo Neves (1985), dos Jogos Olímpicos de Seul (1988), das eleições presidenciais de 1989, do Plano Collor (1990) e da morte de Ayrton Senna, em 1994, além de cobertura de vários Grandes Prêmios de Fórmula 1. Em 1997, deixou a Globo e teve passagens por SBT e TV Cultura, retornando à primeira em 2005. Neide venceu diversos prêmios ao longo da carreira, entre eles os prêmios Líbero Badaró e Vladimir Herzog, ambos em 2000. Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada CNN Brasil promove demissões em massa e desativa sucursal do RJ Neide Duarte deixa a Globo após 34 anos Neide Duarte
Edição 1.388 página 2 Últimas n A Agência Pública está lançando uma campanha de arrecadação de recursos para a realização de uma série de reportagens que vai denunciar crimes e escândalos do governo de Jair Bolsonaro, no que a empresa chama de Caixa-Preta de Bolsonaro. u Está será a maior campanha de arrecadação já lançada pela Pública. A ideia é chegar a dois mil apoiadores até janeiro (no momento, a agência tem pouco mais de 1.500) para contratar mais jornalistas, obter verba para viagens, bancar advogados, entre outros recursos necessários para a produção das reportagens. A campanha de arrecadação visa a suportar um intenso trabalho de apuração, intepretaçãodedados e realizaçãode reportagens de fôlego baseadas nessas informações. u Em carta enviada a assinantes, Natália Viana, diretora executiva da Pública, explicou que a ideia da Caixa-Preta surgiu não só para expor os crimes do governo Bolsonaro, mas para combater o discurso de “pacificação” que vem crescendo nas últimas semanas, principalmente depois que oministro do STF Dias Toffoli criticou o julgamento dos torturadores na Argentina e falou em “sociedade presa no passado”. u “Isso é perigosíssimo. Na verdade, o momento atual é provavelmente nossa última oportunidade de acerto de contas comnosso passado violento, autoritário e profundamente corrupto”, diz a carta. “Precisamos acertar as contas para que os algozes da democracia sejam responsabilizados, mas também para que não voltem nas próximas eleições de roupa nova”. u Clique aqui para apoiar a campanha Caixa-Preta de Bolsonaro. n A ONU News lança neste sábado (10/12), Dia dos Direitos Humanos, o podcast Nossa Voz, uma série de quatro episódios sobre violência contra mulheres na política. A data também encerra campanha de 16 dias de ativismo para o Fim da Violência de Gênero. u O especial destaca entrevistas das jornalistas Mayra Lopes e Ana Paula Loureiro com a ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff, a jurista e professora da PUC-SP Silvia Pimentel, coautora da Carta das Mulheres, de 1988, e María Fernanda Espinosa, ex- -presidente da Assembleia Geral e ex-ministra de Relações Exteriores e da Defesa do Equador. u “Os diversos casos de ataques às mulheres políticas, democraticamente eleitas, tanto na internet como fora dela, chamaram a atenção da nossa equipe”, afirmou a brasileira Monica Grayley, editora-chefe da ONU News. u Com longa carreira emdireitos damulher, igualdade de gênero e pautas feministas no Brasil e nas Nações Unidas, Silvia Pimentel lembra no podcast de quando se candidatou a deputada federal e foi atacada fisicamente, em1982: “Numa cidade do Estado de São Paulo, eu estava no palanque e fui empurrada pela liderança política daquela região. Quase fui derrubada de uma altura de dois metros. Foi uma ação não apenas machista, mas quase criminosa”. u A ex-presidente Dilma Rousseff declara ter sido vítima do machismo, um traço marcante na política do País: “Eu sofri os preconceitos impostos pela misoginia a todas as mulheres brasileiras que ousam lutar pela igualdade no meu País ou lutar contra toda a exploração, toda a trajetória de exploração que começa no Brasil coma escravidão e passa por todo um processo que chega nos dias atuais”. u María Fernanda Espinosa, a primeira latino-americana e caribenha a se tornar presidente do órgão da ONU e até agora a quarta mulher apesar a presidir a Casa em mais de 77 anos de história, diz que é preciso continuar lutando por espaços nas esferas de poder: “Vemos mulheres candidatas que são tratadas de maneira especialmente dura pela opinião pública. Mas acredito temos a inteligência, força e experiência para lutar pelos espaços que merecemos”. u O podcast conta ainda com depoimentos de Lucia Xavier, coordenadora da ONG Criola, e de Ilona Szabó, fundadora do Instituto Igarapé. u “Comesse especial, buscamos responder por que a presença das mulheres – e talvez a diversidade de forma geral – ainda incomoda tanto nas esferas de poder”, afirma Mayra Lopes. “Percebemos que a resposta vem em diversas camadas e foi interessante observar como cada uma das entrevistadas complementava a outra”. Para Ana Paula Loureiro, “ infelizmente, uma visão comum das entrevistadas é que ainda é preciso muito trabalho para conquistarmos a paridade de gênero. A parte boa é que muitas mulheres e feministas estão dispostas a seguir trilhando esse caminho para um futuro mais igual”. u A igualdade de gênero é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 5 da Agenda 2030 da ONU. O podcast Nossa Voz estreia neste 10 de dezembro ao meio-dia, horário de Brasília, em todas as plataformas da ONU News (https:// news.un.org/pt, https://twitter. com/onunews e https://youtube. com/onunews). Veja a chamada no Twitter. Pública lança campanha de arrecadação para abrir “caixa-preta de Bolsonaro” ONU News lança podcast sobre violência contra mulheres na política Monica Grayley, Mayra Lopes e Ana Paula Loureiro
Edição 1.388 página 3 Nacionais conitnuação - Últimas n J&Cia produziu na última semana três edições especiais para a série +Admirados da Imprensa Brasileira: duas com as cerimônias de premiação dos +Admirados de Economia, Negócios e Finanças e dos +Admirados de Saúde, Ciência e Bem-Estar (Prêmio Einstein) e outra comos vencedores dos +Admirados de Tecnologia. Confiram! n Morreu nesta quarta-feira (7), em Brasília, o jornalista Sérgio Amaral, diretor de jornalismo da TV Band na capital federal. Ele lutava há cinco anos contra um câncer. u Sérgio Amaral tinha 66 anos. Formado em relações públicas e jornalismo, era pós-graduado emadministração emarketing. O jornalista mineiro estava na Band desde 2011. Na emissora, foi diretor de jornalismo, apresentador e comentarista de política. u Emmais de 40 anos de profissão, teve passagem por veículos impressos de Minas Gerais e por outras emissoras de TV, como Record, SBT e Manchete. O jornalista deixa esposa, três filhos e uma neta. +Admirados em dose tripla O adeus a Sérgio Amaral n Márcia Maria Cruz, coordenadora do núcleo de Diversidade no jornal Estado de Minas, recebeu o prêmio Troféu Mulher Imprensa, considerado um dos mais importantes na valorização do trabalho de mulheres comunicadoras em todo o País, na categoria Diversidade. Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia e doutora emCiência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais, integra o coletivo de jornalistas negros Lena Santos. u Ela falou a Admilson Resende, correspondente de J&Cia em Minas Gerais, sobre sua carreira prof issional e como mulher preta e intelectual, rompendo comos estereótipos das pessoas negras. Disse acreditar em outra forma de fazer jornalismo: uma que também ajude a repensar a sociedade e colabore para ser mais diversa e plural. Jornalistas&Cia − Você acabou de receber o 16° Prêmio Troféu Mulher Imprensa, sendo destaque na categoria Diversidade. Qual é a representatividade do prêmio? Márcia Maria Cruz − A conquista do Troféu Mulher Imprensa foi o reconhecimento de uma trajetória no jornalismo. Fiquei muito honrada e feliz. Vencer na categoria Diversidade memostra que esse troféu não é só meu. Esse reconhecimento vem junto de um compromisso de defesa da diversidade no jornalismo. J&Cia − Como foi o início de sua trajetória no jornalismo? Márcia − O meu primeiro contato com o jornalismo foi na adolescência, quando assumi a programação de uma rádio de campanas (alto-falantes) na Associação Comunitária da Barragem Santa Lúcia. Uma emissora que entrava no ar no fimda tarde, nos postes da comunidade, ao longo da rua principal. Todos os dias, às 18h, colocava para tocar a Ave Maria. Falava, ao longo da programação, sobre cuidados com o meio ambiente, coleta de lixo. Não tinha clareza que era um trabalho jornalístico. Contudo, era algo que eu já sabia da importância e da potência. Eu tinha 14 anos. Aos 17, fiz vestibular para Jornalismo e foi a melhor escolha. Desde o primeiro dia de aula, sabia que eu Por um jornalismo antirracista que proporcione uma sociedade mais diversa e plural Márcia Maria Cruz HÁ 10 ANOS APERFEIÇOANDO O MERCADO DE COMUNICAÇÃO VOCÊ TEM QUE ESTAR AQUI! A MAIOR FERRAMENTA DE ENVIO DE RELEASES DO BRASIL! MAIS DE 55 MIL JORNALISTAS NO MAILING DE IMPRENSA! O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO PARA CONTRATAR?
Edição 1.388 página 4 era jornalista. Meu primeiro trabalho em redação foi no Jornal da Semana, emPedro Leopoldo, editado por Beto Braga e Murilo Albernaz, dois jornalistas com os quais aprendi muito. Murilo foi um dos fundadores do Movimento, jornal que fazia oposição à ditadura militar. J&Cia − Ser jornalista sempre foi um sonho? Márcia − Eu nunca sonhei em ser jornalista. Quando criança, sonhava em ser astronauta. Embora nunca tenha sonhado, sempre tive certeza de que seria jornalista. Talvez por ser muito boa em redação, gostava de escrever e contar histórias; então, o jornalismo é a profissão perfeita para mim, mesmo quando não sonhava ou não sabia, ainda. J&Cia − Você é autora de dois livros, Morro do Papagaio: a cidade de cada um e Maria Mazarello: preto no branco, lutas e livros. Como a literatura entrou em sua vida? Márcia − A literatura entrou na minha vida na infância, quando escrevi um texto para Deus. Eu tinha oito ou nove anos. A redação foi muito elogiada por minha professora de português, dona Heloísa. Foi um reforço positivo para que continuasse a escrever. E percebi ali que a escrita é um lugar de invenção, que me permitia até falar com Deus. Desde então, nunca parei. Escrevo todos os dias. A escrita é parte de mim. J&Cia − Há alguma inspiração, principalmente no jornalismo literário? Márcia − Lima Barreto foi minha primeira referência em jornalismo literário, sem que eu soubesse muito bem o que era o jornalismo literário. Quando li, pensei que queria escrever como ele. Quando descobri Machado de Assis, fiquei encantada com a literatura, mas intuía que nunca escreveria como ele. Todas as vezes que leio Machado de Assis acho que nunca poderei escrever como ele; na verdade, poucas pessoas podem. Então, quando li Lima Barreto vi que poderia ser escritora. Muitos anos depois, li FernandoMorais, Chatô − o rei do Brasil, e foi muito importante para mim e minha formação. Há uma lista enorme de referências. Recentemente, li Temporada de Furacões, da Fernanda Melchor, uma jornalista mexicana. Fiquei muito impactada com a literatura dela. São três jornalistas, de tempos e lugares diferentes, que transitam entre a literatura e o jornalismo, que me inspiram, porque é um lugar que eu gosto de ocupar. J&Cia − Em suas produções você aborda questões de gênero, raça e racismo religioso. Quando começou seu engajamento em prol dessas causas? Márcia − Não consigo precisar exatamente. Omeu engajamento em prol dessas causas se deu pela experiência, certamente, mas ganhoumaterialidade quando consegui elaborar sobre essas questões. Então, é ummovimento de vivência e reflexão e essas tomadas de posição sempre têm relação com um autor ou um livro que li. Não sei dizer cronologicamente. Contudo, sempre foi esse movimento de uma leitura que ressignificou minha experiência e vice-versa. J&Cia − A pesquisa Perfil Racial da Imprensa Brasileira, deste J&Cia, aponta apenas 20,1% de jornalistas pretos nas redações. Algumas empresas têm trainees e vagas exclusivas para pessoas negras, considerando as políticas de ação afirmativa. Como essas vagas contribuem para um jornalismo mais diverso? Márcia − A comunicação e o jornalismo não são apenas campos profissionais ou locus para informar as pessoas. Como postula Muniz Sodré, são espaços em que criamos vínculos pelos quais passam todas as nossas relações. A comunicação midiática atravessa a formação social, o tecido social. Então, é preciso que seja diversa e plural para a sociedade também ser diversa e plural. Entendo que as redações precisam espelhar a diversidade do mundo para a cobertura jornalística dar conta de toda a complexidade da nossa existência. Porém, o jornalismo é campo de disputas e muitas vezes as escolhas comerciais se sobrepõem à pluralidade. Por isso, tento colaborar, puxando a discussão da diversidade no campo do jornalismo, quer seja como jornalista ou como professora de Jornalismo, como integrante de umcoletivo de jornalistas negros e negras. Temos de avançar do ponto de vista quantitativo com um número maior de jornalistas negros na redação e temos de avançar também na discussão das questões étnico-raciais na redação. É fundamental termos mais jornalistas pretos nas redações, mas não basta. É preciso que o jornalismo assuma uma postura antirracista. Defendo que a luta antirracista deve ser um compromisso como a pluralidade e a liberdade de expressão. J&Cia − Quais foram as melhores coisas que a sua carreira lhe proporcionou? Márcia − Poderia citar prêmios, viagens, promoções, mas são todas conquistas passageiras. O maior bem de um jornalista é o compromisso com a notícia, com a informação, mesmo quando (ou principalmente) no trabalho cotidiano, longe dos holofotes. Essa é a conquista que busco todos os dias. J&Cia − O que ainda tem em seu planejamento e expectativas? Márcia − Estou na escrita do meu terceiro livro, cujo título provisório é Vidas Inteiras, que escrevo em coautor ia com Gabriel Araújo e Vinícius Luiz. Estamos fazendo uma grande reportagem sobre as cotas raciais no Brasil, a partir de histórias de vidas. Minha expectativa é que essa obra tenha muitos leitores e leitoras. J&Cia − Mulher, preta, origem humilde... O que mudou e ainda deve mudar? Márcia − Costumo dizer que a falta não me define. O que muitas pessoas veem como algo limitador, vejo como potência e possibilidade. Então, tenho muito, mas muito orgulho mesmo de ter nascido no Morro do Papagaio e digo que lá sempre fui vista de forma inteira e plena. É o olhar de fora que pode tentar me diminuir ou duvidar da minha capacidade. Há 15 anos não vivo mais no morro, mas o carinho e o orgulho que as pessoas de lá têm por mim me impulsionam. E, na visibilidade que conquistei, reverbero que a mulher negra é o esteio deste país. E quis ocupar o lugar da intelectualidade para dizer isso, como escritora, jornalista e doutora. Entretanto, não perco a conexão comasmulheres negras que trabalham como domésticas e que devem ser reconhecidas e valorizadas. Celebro ser mulher e negra. Demos tanto ao Brasil! Agradeço a Deus e a Nossa Senhora Aparecida por tudo que conquistei, mas não é sobremim. Temos de falar de nós! Amudança tem de vir para todas as mulheres negras: respeito e plenitude. conitnuação - Nacionais
Edição 1.388 página 5 Parceiro: Apoio: De Londres e de São Paulo, notícias, ideias e tendências em jornalismo, informação, desinformação e plataformas digitais Oferecimento (MediaTalks Partner): EM AÇÃO A Rede JP é uma rede de jornalistas negros, indígenas e periféricos do Brasil e do exterior focados em tornar a comunicação social mais diversa e representativa em toda a sua estrutura. Atuamos com os pilares de representatividade, educação e oportunidade. Conheça o nosso banco de talentos e acesse as nossas redes: @ RedeJP | Linktree. Construir vínculos e inspirar as pessoas: é para isso que existimos. Esta coluna é de responsabilidade da Jornalistas Pretos – Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação (*) Faça parte da nossa rede: [email protected] R E D E A 13° edição do Troféu AIB de Imprensa homenageou a Record TV como a melhor emissora de TV regional; o SBT ganhoumenção honrosa pelo seu trabalho e a CNN Brasil ficou como prêmio de melhor canal de notícias. A jornalista Sabrina de Paula (Record Rio) também recebeu uma moção como produtora de jornalismo. “Entrei na Record em 2016 e lá foi a primeira empresa que me abriu as portas para trabalhar com jornalismo”, destaca a profissional. Achei esse prêmio muito bacana, pois os produtores ficamnos bastidores da notícia e nem sempre são vistos. É muito bacana ser reconhecida pelo meu trabalho”. Em ação em homenagem à importância da atuação de jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, a Câmara de Niterói laureou commoção de aplausos a Rede JP na pessoa de sua coordenadora geral, Marcelle Chagas. A sessão plenária contou com homenagens a Dom Phillips, além da presença da vereadora Benny Briolly. Rede JP recebe homenagem na Câmara de Niterói Troféu AIB de Imprensa premia os melhores do jornalismo Sabrina de Paula
Edição 1.388 página 6 De Londres, Luciana Gurgel Para receber as notícias de MediaTalks em sua caixa postal ou se deixou de receber nossos comunicados, envie-nos um e-mail para incluir ou reativar seu endereço. O Especial MediaTalks COP27, em que jornalistas brasileiros analisaram o impacto da conferência do clima da ONU em oito países, mostrou uma situação diferente daquela registrada em 2021. Na COP26, todos os correspondentes relataram uma cobertura intensa nos locais em que viviam. Em 2022, com algumas exceções, a cúpula do clima teve visibilidade nos primeiros dias e depois sumiu do noticiário. A atenção − ou falta dela − por parte da mídia tem influência sobre opiniões e atitudes relacionadas ao clima, como demonstra uma nova pesquisa do Instituto Reuters para Estudos do Jornalismo. O Brasil é um dos oito países pesquisados, junto com França, Alemanha, Índia, Japão, Paquistão, Reino Unido e EUA. As entrevistas foram feitas em setembro, quando o tema não estava entre as pautas prioritárias da mídia, mesmo sendo período de campanha eleitoral no Brasil e nos EUA. Para defesa da imprensa brasi leira, este é um problema recorrente em campanhas. Em vários países, o clima perde espaço para outras pautas antes de eleições. O resultado consolidado do estudo do Reuters indica que metade dos entrevistados foi exposta a notícias sobre as mudanças climáticas na semana anterior à da pesquisa. O meio mais importante globalmente foi a televisão, identificada por quase um terço dos entrevistados como a principal fonte de informação. No Brasil o comportamento foi diferente: apenas 29% dos pesquisados disseram ter se informado sobre clima pela TV, enquanto na França a taxa foi de 44%. O meio mais eficiente para os brasileiros foi o online, que na pesquisa engloba sites de notícias e serviços de mensagem, mas não inclui mídias sociais. Estudo do Instituto Reuters revela como o público se informa sobre mudanças climáticas Um total de 38% dos entrevistados recebeu informações sobre as mudanças climáticas no que o estudo agrupa como online no País. O percentual só foi superado no Paquistão, que marcou 46%. Uma revelação surpreendente do estudo é que, apesar de o clima ser supostamente uma causa que mobiliza mais os jovens, grupos etários mais velhos demonstraram mais exposição a notícias sobre as mudanças climática do que eles. Segundo o Reuters, a explicação está na conexão menor de jovens com o jornalismo, já constatada em estudos sobre hábitos de consumo e de confiança nas notícias. Cientistas e ativistas ambientais são as fontes mais lembradas entre os que viramnotícias sobre o clima. No Brasil, os cientistas forammencionados por 25% dos entrevistados, perdendo só para a França, com 29%. Quando a pergunta é sobre confiança, novamente os cientistas se destacam no Brasil: 76% dos entrevistados pelo Instituto Reuters disseramacreditar neles, mesmo percentual que a Índia e quase omesmo que o Paquistão, com 75%. Na outra ponta, os menos confiáveis são as celebridades e partidos ou políticos, que se revezam entre o último e o penúltimo lugar. No Brasil, políticos são vistos como fontes com credibilidade por 19% dos participantes do estudo, enquanto as celebridades ficam com 22%. A influência pessoal é outra revelação interessante. Nos EUA, Alemanha, Índia e no Paquistão, os entrevistados disseramconfiar mais em pessoas conhecidas para se informar sobre o clima do que em organismos internacionais como a ONU. No Brasil isso não acontece. Pessoas conhecidas têmmenos credibilidade como fonte (51%) do que organizações internacionais (63%) e mídia (56%). A má notícia do trabalho do Reuters, e que serve de alerta para a imprensa, é que continua preocupante o percentual de gente evitando se informar sobre o clima. No Brasil ele é de 22%, taxa maior do que a da fadiga de notícias de forma geral (20%). Tornar o noticiário mais atrativo é um desafio para a indústria e pode gerar negócios, como observou o professor Rosental Calmon Alves ementrevista para o Especial MediaTalks COP27. O jornalismo de soluções, orientado a mostrar caminhos e não apenas o lado dramático da crise ambiental, é uma oportunidade para conectar os que se afastamdo noticiário, como está fazendo o Washington Post em sua nova iniciativa de jornalismo climático − um bom modelo a ser observado. Cheias no Paquistão
Edição 1.388 página 7 conitnuação - MediaTalks Confira os episódios em: Jairo Marques (Folha de S.Paulo) Caê Vasconcelos (UOL) Luciana Barreto (CNN Brasil) Nayara Felizardo (The Intercept BR) Luciene Kaxinawá (Amazônia Real) Erick Mota (Regra dos Terços) Rosental e o clima − Mestre de gerações que passaram pela Universidade Federal Fluminense e pelo Jornal do Brasil nos anos 1970 e 80, e nas duas últimas décadas pelo Knight Center para o Jornalismo nas Américas, o brasileiro Rosental CalmonAlves elegeu as mudanças climáticas como uma de suas prioridades na instituição que dirige. E não é só por preocupação com o planeta. Para o jornalista e professor da Universidade do Texas, em Austin, que fundou o Knight há vinte anos, o jornalismo ambiental oferece oportunidades de negócios para a indústria jornalística, castigada pela concorrência das gigantes digitais. Em conversa com o MediaTalks no último dia da COP27, ele recordou uma história que ilustra a mudança da postura da mídia em relação ao clima. “Prática de conluio” − Sob risco de serem condenados à prisão perpétua, seis profissionais de imprensa que trabalhavam no Apple Daily declararam-se culpados de acusações de conluio no Supremo Tribunal de Hong Kong dias antes do julgamento do fundador do jornal, Jimmy Lai. O bilionário magnata da mídia, que era dono do grupo Next, está preso desde 2020. O grupo fechou as portas em 2021, depois de pressões financeiras e perseguições à equipe. A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) condenou a “perseguição legal arbitrária” à equipe do Apple Daily e pediu que as autoridades de Hong Kong retirem todas as acusações contra os profissionais. Big Picture 2022 − Uma foto de abelhas acasalando, de autoria da fotógrafa americana Karine Aigner, foi a vencedora do grande prêmio do concurso de fotografia Big Picture Photography, uma das principais competições de imagens da natureza e conservação ambiental do mundo. Os participantes foram convidados a enviar imagens mostrando a vida na Terra e as ameaças que o planeta enfrenta. Os premiados e finalistas retrataramcenas que vão de coloridas e delicadas borboletas a uma cena triste de captura de rãs para consumo, alémde registros de especialistas tratando e monitorando animais ameaçados – confira as imagens. Bolsas do Pulitzer − O Pulitzer Center recebe até 15 de dezembro inscrições de interessados em uma das bolsas do programa de jornalismo ambiental Rainforest Investigation Network (RIN). Os bol s is tas e os veículos onde atuam receberão um subsídio para que o profissional trabalhe emprojetos de reportagem individuais e colaborativos destinados a apurar causas do desmatamento nas três principais regiões de floresta tropical do mundo: a Amazônia, a Bacia do Congo e o Sudeste Asiático. A apuração deve investigar questões como fluxos de dinheiro, grilagem de terras e violações dos direitos humanos. Impresso fechado − Em resposta à perseguição por parte do governo da Guatemala que culminou com a prisão de José Rúben Zamora, fundador e presidente do elPeriódico, o jornal desistiu de continuar circulando com sua versão impressa e anunciou uma reformulação para se tornar apenas digital. O caso é um dos mais notórios exemplos de pressões sofridas pela imprensa independente na América Latina. Zamora está em prisão preventiva há quase seis meses, apesar dos protestos internacionais contra a administração de Alejandro Giammattei. Emnota, o Comitê de Proteção a Jornalistas classificou a decisão de “dolorosa”, sinal da deterioração das condições de liberdade de imprensa na Guatemala. Esta semana em MediaTalks Karine Aigner
Edição 1.388 página 8 Comunicação Corporativa Internacional n Fernanda Alvares Trevizan, que esteve por pouco mais de seis anos e meio, até agosto, na JeffreyGroup, por último como diretora de PR, tirou um período sabático e está atualmente estudando no Canadá. Mato Grosso do Sul n MarisaCoutinho,coordenadora de relações institucionais, deixou a Suzano, em que atuou por quase quatro anos, até novembro, e seguiu para a Bracell, contratada como gerente de relações institucionais governamentais e com comunidades. Ela também já esteve em Fíbria, Solvay e International Paper. Paraná n Ana Reimann, que esteve por dois anos na Smartcom, até junho, é atualmente assessora de imprensa na agência Centro de Comunicação. Rio de Janeiro n Ana Beatriz Coelho, ex-Midiorama, que teve passagem de seis meses pela Oliver Press, está atualmente como assessora de imprensa na Play9. n Rafael Vanni é o novo gerente de planejamento da InPress Porter Novelli. Publicitário, teve passagens acadêmicas por Uerj, Hyper Island e Instituto Infnet. Especializado em planejamento e produção de conteúdo para a área digital, esteve em A-Lab, Repense e NBS, além de house agencies de grandes empresas. Foi gerente de produto do Porta dos Fundos e participou da equipe que ganhou o Emmy em 2019. n Simone Monteiro, que esteve por quase 12 anos na comunicação e marketing da Previ, por último como gerente executiva, deixou a organização há algumas semanas e está atuando como especialista autônoma de comunicação. n Será na noite da próxima terça-feira (13/12), no Hotel Renaissance, emSão Paulo, a cerimônia de entrega do Prêmio Latino Americano de Excelência e Inovação em PR, o Troféu Jatobá PR 2022, que destacará os melhores cases de PR de Brasil e América Latina. Com casa cheia e ingressos esgotados, estarão presentes ao evento de premiação cerca de 320convidados, que se revezarão no recebimento dos certificados de finalistas e na conquista dos troféus de campeões, a serem anunciados na cerimônia. u São 139 os cases finalistas, que se classificaram para disputar as 30 categorias da premiação e que, pelo conjunto do desempenho, tambémserão decisivos nas premiações especiais de Agência Destaque, Cases do Ano e Organizações do Ano. Noite de homenagens n A noite terá uma homenagem especial à Abracom – Associação Brasileira das Agências deComunicação, que, na celebração de seus 20 anos de vida, receberá dos organizadoresdapremiaçãoo Troféu Jatobá de Contribuição ao PR e à ComunicaçãoCorporativa, iniciativa criada nesta edição do prêmio. u O evento, que temo acompanhamento da auditoria Exclusive Partners, será transmitido ao vivo pelo canal do Jatobá PR no YouTube. Vale destacar que a edição 2022 do Prêmio Jatobá PR contou com 273 inscrições e com a participação de 92 organizações, sendo 34 agências- -butique, 23 grandes agências e 35 organizações públicas e privadas. A Comissão Julgadora foi integrada por 57 convidados, entre executivos de agências e da comunicação corporativa, professores de comunicação, jornalistas e profissionais do mercado. u O Prêmio Latino Americano de Excelência e Inovação em PR, que concede o Troféu Jatobá PR a agências de comunicação e a empresas públicas e privadas por seus projetos vencedores de PR, é uma iniciativa do GECOM – Grupo Empresarial de Comunicação, instituição formada pelas empresas Business News, Grupo Boxnet, Jornalistas Editora eMega Brasil Comunicação. u Outras informações com Clara Francisco ([email protected]) ou Bruna Valim ([email protected]). Prêmio Jatobá PR Cerimônia do Jatobá PR terá casa cheia e promete muita emoção Ao todo, são 139 os cases finalistas, que se classificaram para disputar as 30 categorias. A cerimônia de premiação terá transmissão ao vivo. Fernanda Alvares Marisa Coutinho Ana Reimann Ana Beatriz Coelho Rafael Vanni Simone Monteiro
Edição 1.388 página 9 conitnuação - Comunicação Corporativa n Susy Yoshimura começou há algumas semanas no Carrefour, contratada como diretora sênior de Sustentabilidade. Ela foi anteriormente, por pouco mais de cinco anos emeio, doGPA, onde, por último, ocupou a Diretoria de Sustentabilidade e Compliance. E mais... n Amanda Cardoso, coordenadora de comunicação interna, despediu-se da RTE Rodonaves, em Ribeirão Preto, onde esteve por dez meses, e começou em novembro como coordenadora de Comunicação na Brookfield Properties, em São Paulo. n Beatriz Catherine Greghi Polo, analista júnior de reputação corporativa na BRF, deixou a empresa emnovembro, após pouco mais de dois anos de casa, e começou como analista pleno de marketing digital na Britvic Brasil. n Carolina Colli, executiva pleno, deixou a Zeno Group, onde esteve por pouco mais de três anos e meio, e foi para a JeffreyGroup, como executiva sênior, contratada para o atendimento a Outback Steakhouse Brasil. São Paulo Susy Yoshimura assume a Diretoria de Sustentabilidade do Carrefour Susy Yoshimura Amanda Cardoso Beatriz Catherine Greghi Carol Colli n Cleide Rodrigues despediu- -se em novembro da MSL Brasil, onde esteve por quase dois anos e era gerente de contas de PR, public affairs e comunicação interna, convidada para compor o Departamento de Marketing e Comunicação da Delta Energia, empresa que já havia atendido pela InPress Porter Novelli, antes da mudança para a MSL. Terá a missão de coordenar as ações de assessoria de imprensa do grupo, que agrega empresas da cadeia de energia. n Fernanda Cordeiro deixou a Approach, em que esteve por sete meses, e começou na Index, como subcoordenadora de PR. Ela foi anteriormente da bcbiz Comunicação, tendo ali atuado por dois anos e quatro meses. n Gustavo Criscuolo, analista na aboutCOM, deixou a agência em novembro, após seis meses de casa, e foi para a InPress Porter Novelli, na mesma função. n Jéssica Marques, ex-MZ Group e RP1, que ficou por pouco mais de três anos e meio na Imagem Corporativa, até junho, está agora no Grupo Petrópolis, como analista sênior. n Larissa Souza está de volta ao mercado, após pausa na carreira desdea saídada IndexConectada, emmaio, após seis anos de casa. Ela começouno timedeBranding e Comunicação da Hering. Cleide Rodrigues Fernanda Cordeiro Gustavo Criscuolo Jéssica Marques Larissa Souza
Edição 1.388 página 10 conitnuação - Comunicação Corporativa n Luana Bizzocchi, executiva sênior, que esteve por um ano e meio na MSL Brasil, até outubro, foi para a Azul Linhas Aéreas no cargo de BP (business partner) sênior de comunicação. n MarcelaCamargoHanada, ex- -Máquina CW, que esteve por dez meses na Adventures, começou em agosto na Pros, como executiva sênior de PR para atuação conjunta com o marketing das marcas Eudora, Oui Paris e Beleza, do Grupo Boticário, na Web. n Marianna Carvalho dos Santos, analista de comunicação e marketing, que esteve por pouco mais de dois anos emeio noGrupo Robboton, é agora executiva sênior na JeffreyGroup. n Nayme Bizaio começou em outubro na comunicação institucional da Vital Strategies. Esteve, até então, por sete meses, no Nubank, no cargo de especialista de comunicação. n Rafaela Ponchirolli despediu- -se da Fundação Bradesco, onde esteve por pouco mais de três anos, até agosto, e iniciou nova jornada comoespecialista emcomunicação interna na Ajinomoto. n Steffie Watanabe, gerente de marketing, deixou as Lojas Renner em agosto, após um ano de casa, e desde então assumiu a liderança do marketing de crescimento da Bacio di Latte. Entraram em licença-maternidade n Aline de Paula Martins Araujo, consultora sênior da FleishmanHillard, em São Paulo, na agência desde janeiro de 2021. n Vanessa Assis, assessora de imprensa na RaceComunicação, em São Paulo, na agência desde maio de 2018. Luana Bizzocchi Marcela Hanada Marianna Carvalho dos Santos Nayme Bizaio Rafaela Ponchirolli Steffie Watanabe Aline de Paula Martins Araujo Vanessa Assis n Tem cliente novo chegando à Hill+Knowlton Brasil: a CNseg – Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. A agência irá reforçar e ampliar a comunicação da entidade com a imprensa, e ainda estará à frente de estratégias de relações públicas. Liderada pelo CEO Marco Antonio Sabino, pelo VP Thiago Salles e pela diretora executiva Gisele Gomes, a conta terá no atendimento direto as executivas Natasha Ramos e Flávia Freitas, executivas de contas. n Outra agência com novidades é a PUB, que conquistou a conta da VCA Construtora, empresa baiana do ramo imobiliário, para gestão de relacionamento com a imprensa e ações de marketing de influência. No atendimento, Vanessa Sanches, com reporte a Ana Claudia Camara, sócia-diretora da agência. E mais... n Também a Contatto está com cliente recém-chegado, a Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, para a qual passa a coordenar as ações de PR e as estratégicas de marketing de influência da rede. O time de atendimento inclui a executiva Fernanda Fernandes, coordenada por Vinícius Cavallero, com direção de Talita Scotto, mais o apoio de Amanda Barbosa Lima nas ações de marketing de influência. Dança das contas Hill+Knowlton Brasil conquista a conta da CNseg, e Pub, a da VCA Construtora
Edição 1.388 página 11 conitnuação - Comunicação Corporativa n A InPress Porter Novelli e a Cause anunciaram em 1º/12 o lançamento da collab, parceria de negócio que reunirá as expertises da segunda maior agência de comunicação corporativa do País e da consultoria pioneira em arquitetura de causas e sustentabilidade, para oferecer soluções que integram concepção, gestão e repercussão de projetos de impacto e reputação. u O anúncio foi feito em café da manhã no Hotel Emiliano, em São Paulo, para umgrupo de clientes e convidados, pela CEO da InPress Roberta Machado e pela cofundadora e diretora executiva da Cause Mônica Gregori. u No comunicado de imprensa, as duas agências informam que “a collab InPress Porter Novelli + Cause vai atuar no processo de traduzir visões de mundo e de negócios em estratégias conectadas com os desafios da sociedade, coerentes em suas ações e consistentes em suas narrativas”. n A Gerdau levantou três dos principais troféus da noite de premiação da 48ª edição do Prêmio Aberje: alémde ser eleita Empresa do Ano, viu seu CEO Gustavo Werneck ser escolhido o CEO Comunicador do Ano e seu diretor de Comunicação, Pedro Torres, Comunicador do Ano, em votação direta, concorrendo com outros nove colegas. A empresa também conquistou um quarto troféu, ao vencer a categoria Imprensa e/ou Influenciadores. u Prestigiada por cerca de 350 convidados, a noite de premiação teve ainda homenagens a veículos e profissionais e entrega de troféus do Prêmio Aberje Nacional em 16 categorias, disputadas por 73 cases vencedores das etapas regionais. Confira aqui o resultado completo. E mais... n Hygor Roque de Souza, da StartEcom, foi eleito em 29/11 presidente da Regional SP da Abradi, entidade que, nacionalmente, é liderada por Carolina Morales. Pelas instituições Prêmio Aberje 2022 Gerdau conquista os troféus de Empresa, CEO e Comunicador do Ano Equipe da Gerdau recebendo o Troféu de Empresa do Ano Hygor Roque de Souza Carolina Morales Curta InPress e Cause lançam a collab, para atuar na agenda ESG Roberta Machado Mônica Gregori Tuitão do Plínio Por Plínio Vicente (pvsilva42@ gmail.com), especial para J&Cia (*) Plínio Vicente é editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984. Foi chefe de Reportagem do Estadão e dedica-se a ensinar aos focas a arte de escrever histórias em apenas 700 caracteres, incluindo os espaços. Rosinha perdeu o marido Eufrásio, tragado pelas assustadoras corredeiras do Bem Querer. Com filhos para sustentar, foi batalhar pelo peixe nosso de cada dia. Já no primeiro dia, com redes e covos para armar, desceu o rio Branco no remo – por economia, rabeta só na subida − até chegar no local onde uma cruz lembrava a morte do companheiro. Lembrou-se das palavras dele: “Evitar as corredeiras, navegar pelo remanso”. Pois, na única vez que não evitou, acabou se afogando. Então, pensou Rosinha, só havia uma saída, igualmente arriscada e perigosa, mas muito mais rápida: descer pelo gacheiro, um canal estreito que poucos tinham coragem de enfrentar. Enfrentou, passou e venceu sua primeira batalha. Gacheiro − [De gacho + -eiro.] – Adjetivo − 1. (...); 2.Bras. PB Pop. Apertado, estreito. (Aurélio). Rosinha e sua canoa
Edição 1.388 página 12 100 ANOS DE RÁDIO NO BRASIL Por Álvaro Bufarah (*) O pai da matéria − final Osmar Santos Em tempos de Copa do Mundo não temos como falar de rádio sem pensar em um dos grandes gênios do meio no Brasil. Osmar Santos, “O Pai da Matéria”, é uma página especial da história do rádio esportivo do País. Por isso, dividimos a trajetória dele. A primeira parte publicamos em J&Cia 1.386 e a segunda em J&Cia 1.387. Esta é a última. Quando da saída de Osmar Santos da Pan para a RádioGlobo, a polêmica levada ao ar pelo editorial da emissora, veiculado dezenas de vezes por dia ao longo da semana, acabou por dar mais visibilidade ao fato e indicava onde os ouvintes deveriam procurá-lo. Como o astro poderia levar quem quisesse para a sua equipe, a Pan fez questão de chamar todos os profissionais do departamento de esportes e renegociar os contratos com valores mais altos e propostas mais tentadoras para que eles não deixassem a emissora. Enfim, Osmar teve de montar uma nova equipe na Rádio Globo para a sua estreia, em 5 de outubro de 1977, no primeiro dos três jogos da final do Campeonato Paulista. Mas, nem tudo funcionava tão bem. Ao chegar à nova emissora o narrador descobriu que não tinha verba para quase nada, tanto que teve de pedir para o amigoWashington Olivetto criar uma campanha para sua estreia sem custos, “de favor”. Também conseguiu vinhetas e trilhas produzidas de graça, editadas por amigos. Mesmo comproblemas, Osmar conseguiu colocar seus programas e transmissões no ar com qualidade e bons profissionais. As duas emissoras do grupo Globo − a Nacional, transformada em Rádio Globo, e a Excelsior − caminhavambem. Até que, em janeiro de 1980, uma nova reformulação foi realizada na direção das rádios em São Paulo. Francisco Paes de Barros assume como novo diretor e propõe mudanças, deixando a Globo AMmais popular, comprogramas como Ely Correa, Afanásio Jazadi e Xênia, e o suporte de um jornalismo mais atuante e local. A Excelsior passa a ter uma programação mais elitizada, também se aproveitando da equipe de jornalismo. Foi então que Osmar propôs a criação de um novo programa para o horário do almoço, na Globo. Porém, Chico Paes de Barros indicou que o perfil do dque o narrador queria seria melhor aproveitado na Excelsior. A ideia era umprograma que misturava variedades, política e esportes. Aproveitaram a bagagem de produção de um programa de sábado à tarde, No Embalo do Esporte, que fazia entrevistas e tocava música quando não havia jogos. Assim, surgiu o Balancê, no qual Osmar dividia a apresentação com Juarez Soares e tinha a produção de Paulo Mattiussi. O programa foi um marco na história do rádio paulista, tendo ganhado vários prêmios, entre eles cinco de melhor programa de variedades pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Oprograma, contaria ainda, coma ajuda e criatividade do operador de áudio João Antonio de Souza, o Johnny Black, já falecido, que havia trabalhado como sonoplasta de Hélio Ribeiro, no Grupo Bandeirantes. Oprofissional era responsável pelas sugestivas escolhas de trilhas para o programa. Por exemplo, em uma entrevista Paulo Maluf declarou-se um democrata e ouviu ao fundo a música Pega na Mentira, de Erasmo Carlos, como ilustração à fala. Desta forma, Chico Paes de Barros afirma que Johnny inventou a charge no rádio. Negro de fala fácil e sorriso largo, João Antonio de Souza chegava à emissora, informava-se dos assuntos do dia e seguia para discoteca, onde buscava músicas para ilustrar notícias que seriam manchetes no programa. Foi com o programa e sua equipe de humoristas, jornalistas e radialistas que Osmar Santos fez algumas das mais importantes entrevistas do rádio paulistano e também de sua carreira. Passarampelomicrofone do Banlancê artistas como Roberto Carlos, Gal Costa, Nélson Gonçalves, Milton Nascimento, Toquinho, Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros. Dos políticos da época: Fernando Henrique Cardoso, Tancredo Neves e Ulisses Guimaraes, além de vários ministros e também professores, como Florestan Fernandes. O princípio era claro, sempre ouvir os dois lados, mas Osmar e Juarez Soares pendiam declaradamente para os opositores do regime militar, chegando a causar problemas para a equipe com a direção da emissora. Situações que foram contornadas por Osmar, até com a ajuda de Boni (MATTIUSSI, 2004, p.70). O apresentador foi um dos maiores criadores de bordões do rádio. Criou, entre outros jargões como “ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”, “lá que a menina mora”, “é fogo no boné do guarda”, “pisou no tomate”, “bambeou, mas não caiu” e sua marca registrada, “iiiiiii que goooooolllllll” (COSTA, 2015, p.65). Oscar Ulisses, irmão de Osmar e também narrador, explica que o irmão mais velho ficava prestando atenção às expressões utilizadas pelas pessoas com as quais convivia. Assim, aprendia e aplicava de forma criativa em suas falas, narrações e comentários (ESPN, 2016) A relação com a direção da TV Globo era boa e, a partir de 1982, após a vitoriosa cobertura da Rádio Globo para a Copa do Mundo na Espanha, Osmar passou a apresentar o Globo Esporte e um quadro no Jornal da Globo, como comentarista. Logo, em 1984, torna-se apresentador de um programa, aos domingos, chamado Guerra dos Sexos, que infelizmente não teve boa aceitação e foi tirado do ar. Osmar, também foi convidado, por Armando Nogueira, então chefe de Jornalismo da TV Globo, para narrar a Copa do Mundo do México, em 1986. Tudo pronto para que ele pudesse fazer sua grande aparição no meio televisivo, em um evento esportivo internacional. Mas, infelizmente, o narrador teve graves crises de Johnny Black
Edição 1.388 página 13 (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. hemorroidas, que o mantiveram no hotel em tratamento por quase toda a Copa (MATTIUSSI, 2004, p.70). No ano seguinte, o narrador deixa as Organizações Globo, seguindo para a Rádio Record e para a TV Manchete. No rádio, atendeu ao convite do amigo Francisco Paes de Barros, que havia assumido a direção da emissora e montou uma programação popular em que Osmar levou para primeiro lugar as transmissões de futebol. Na Manchete, aceitou o convite de Nilton Travesso, que propôs a Osmar Show programa de entrevistas e entretenimento que era gravado às quintas-feiras, em São Paulo, e levado ao ar no sábado à noite. Infelizmente, o programa na TV não sobreviveu e saiu do ar algum tempo depois, abrindo caminho para o narrador ir para a TV Record, já nas mãos da Igreja Universal, para apresentar o Sport Shopping Show, nas tardes de domingo. Embora tivesse bons conteúdos, foi um mês de preparação para a estreia e durou apenas sete no ar. A parceria com a Record ia bem, principalmente do ponto de vista comercial, mas em 1992 Osmar recebe um novo convite e volta para a Rádio Globo, onde assumiu a chefia da equipe de esportes, com seu irmão Oscar Ulisses, que lá permanece até hoje. Em dezembro de 1994, Osmar Santos seguia de Marília para Lins (cidades do interior de São Paulo), quando à noite foi atingido por um caminhão fazendo uma conversão proibida, na BR 153. O motorista, bêbado, errou o sentido da estrada e fez uma manobra na via acertando a Mercedes que Osmar dirigia. A colisão foi na altura da coluna de sustentação do teto, do lado do motorista, atingindo a cabeça do narrador. Após o acidente, Osmar foi socorrido e passou por várias cirurgias. Com muita determinação o apresentador voltou a andar, com alguma dificuldade, mas infelizmente perdeu a sua “ferramenta de trabalho”: a fala. Em matéria para o portal UOL, o jornalista Adriano Wilkson (2014, p.2), publicada no dia 22 de dezembro de 2014, 20 anos após o acidente, consegue traduzir bem a situação quando afirma: “Ele pensa em enxurrada, mas fala em conta-gotas”. E complementa: “Uma entrevista com ele é quase uma sessão de jogo de mímica. Você faz uma pergunta, e a resposta vem resumida em uma ou duas palavras- -chaves misteriosas...”. Diante da situação, Osmar passou a se dedicar à pintura, frequentando o ateliê do artista plástico Rubens Matuck, onde aprendeu algumas técnicas que põe em prática na produção de quadros. Mesmo enfrentando muitas dificuldades físicas, o narrador retomou a vida. Vai à Rádio Globo algumas vezes por semana, promove exposições de seus quadros e tenta seguir com a vida. Mesmo tendo passado por estas circunstancias tão agressivas, mantém o bom humor, brincando com as pessoas a sua volta, e demonstrando alegria de viver através de sorrisos e dos bordões que imortalizou no rádio e na TV. As homenagens são frequentes, feitas pelos amigos, jornalistas, e profissionais que de alguma forma tiveram contato com o trabalho deOsmar. Em2015, a empresa de material Esportivo Penalty lançou a “Gorduchinha”, bola que leva o nome de umas das expressões imortalizadas pelo narrador: “Ripa na chulipa, pimba na gorduchinha”. Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio emídia sonora. As entrevistas podem ser ouvidas em formato de podcast no link: https:// anchor.fm/radiofrequencia. Osmar com alguns de seus quadros n O programa de mentoria InfoVacina Trainee 2022, da Agência Bori, com apoio de Sabin Vaccine Institute e Instituto Serrapilheira, divulgou seus vencedores. Na categoria Reportagem Individual, ganhou Samara Wobeto, estudante da UFSM, com a reportagem Cobertura vacinal de gestantes no RS está abaixo dameta – e não é de hoje. Em ReportagemColetiva, o primeiro lugar ficou com Bernardo Yoneshigue (O Globo), Júnior Moreira Bordalo (TV Globo) e Milena Hildete (BandNews FM), com a matéria Da concepção ao envase: o Brasil pode desenvolver as próprias vacinas?.
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