Edição 1.446 página 6 conitnuação - MediaTalks Lei da Mordaça − Uma alteração no Código de Processo Penal apelidada de “legge bavaglio” (Lei da Mordaça), aprovada na Câmara dos Deputados da Itália em dezembro e que foi para as mãos do Senado, está provocando protestos de jornalistas e organizações de liberdade de imprensa locais e internacionais. Caso entre em vigor, a alteração proibirá “a publicação, total ou parcial, do texto da ordem de prisão preventiva até a conclusão da investigação inicial ou até a realização da audiência preliminar”. Segundo a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), os jornalistas só poderão noticiar em termos gerais por que uma pessoa foi colocada em prisão preventiva, sem explicar em detalhes os motivos da detenção e quaisquer provas que a subsidiaram, como apreensões, escutas telefônicas e depoimentos. Modelo “vencido” − “É preciso criatividade, pois o modelo de negócio atual da mídia está ‘vencido’”, alerta Sameer Padania, consultor baseado no Reino Unido que se especializou em desenvolver estratégias para a defesa e o apoio do jornalismo. Ele foi um dos participantes do Congresso de Jornalistas de Portugal, realizado na semana passada, que teve um painel dedicado a debater caminhos para a sustentabilidade financeira dos veículos de imprensa, um problema global. Entre as ideias apresentadas estão iniciativas em curso na Alemanha, Portugal e também no Brasil, incluindo captação junto a fundos de apoio à mídia, dotações governamentais e programas de membros. Morte na Colômbia − O jornalista Mardonio Mejía, da Colômbia, foi assassinado em sua casa na província de Sucre, no norte do país. É o primeiro profissional de imprensa a perder a vida em uma morte violenta na América Latina este ano. Mejía, de 67 anos, era diretor de uma estação de rádio local que cobria notícias das regiões de Sucre e de San Antonio. A polícia de Sucre capturou um homem supostamente envolvido no crime, que aconteceu na tarde de 24 de janeiro no município de San Pedro, mas o cúmplice conseguiu fugir. Prisão prorrogada − O tribunal de Lefortovo, em Moscou, prorrogou em 26/1 por mais dois meses a prisão do repórter americano Evan Gershkovich, do Wall Street Journal, detido na Rússia desde março de 2023 sob acusação de espionagem. Com a quarta extensão, ele poderá completará um ano atrás das grades sem que seu caso tenha sido julgado e que detalhes das provas contra ele tenham sido apresentados. O jornalista pode pegar uma pena de até 20 anos. Gershkovich, 32 anos, filho de pais soviéticos que emigraram para os EUA, foi capturado em Yaketerinburg durante uma reportagem sobre o complexo militar russo utilizado para fornecer armas às tropas que combatem na Ucrânia. Libertado em Cabul − O jornalista afegão Ehsan Akbari, chefe-adjunto da agência de notícias japonesa Kyodo News, foi libertado em 25/1 depois de permanecer preso pelo Talibã em Cabul durante nove dias, informaram em nota o Centro de Jornalistas do Afeganistão (AFJC, na sigla em inglês) e o meio de comunicação japonês. Akbari foi detido em 17/1, segundo sua família, após atender a uma convocação para comparecer ao Centro de Mídia e Informação do Governo (GMIC). Na manhã seguinte, agentes da Direção Geral de Inteligência (GDI) o levaram até a redação e apreenderam seus equipamentos de trabalho, incluindo computador e câmera. Ele foi forçado a ligar para a família e entregar o smartphone aos oficiais. Esta semana em MediaTalks Mardonio Mejía Assine aqui o abaixo assinado pleiteando a inclusão do nome dele no Bulevar do Rádio, que a Prefeitura de São Paulo está construindo na região da Av. Paulista Padre Landell de Moura
RkJQdWJsaXNoZXIy MTIyNTAwNg==