Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 17 ANOS No Dia da Imprensa, celebramos Eduardo Ribeiro por sua contribuição ao jornalismo, à comunicação e ao mercado de relações públicas no Brasil. Parabéns, Eduardo! anos contando, conectando e valorizando histórias. 50 A estabilidade “do outro lado do balcão” A década de 1980 marcou o início de um período de profunda transformação no trabalho de assessoria de imprensa no Brasil. Impulsionada pela reabertura política e a redemocratização que se avizinhava, após duas décadas de ditadura militar, o setor ganhava cada vez mais importância nas estratégias das empresas, passando por um processo irreversível de profissionalização e estruturação de equipes mais robustas. Recém-desempregado, após sua saída da Pini, ainda em 1980 Eduardo buscava um trabalho que permitisse um salário melhor e perspectivas mais estáveis de carreira. Aspectos importantes especialmente para quem, no final do ano, seria pai pela primeira vez. “Depois que saí da Editora Pini, fiquei sabendo de uma oportunidade na Villares, através da Sílvia Graubart, com quem eu havia trabalhado na Casa Cláudia”, comenta Eduardo. “O marido dela, Nelson Graubart, trabalhava na área de design gráfico e comunicação visual da empresa, que estava reforçando sua estrutura de assessoria de imprensa. Foi assim que surgiu minha primeira oportunidade no setor”. “Eu trabalhava na Villares desde 1971”, lembra Nelson, que fundou e comanda há 43 anos a On Art, agência especializada em design gráfico, e que anos mais tarde foi o responsável pela criação do primeiro projeto gráfico do Portal dos Jornalistas. “Nós tínhamos um jornal interno, que era muito legal, e alguém que eventualmente tratava com os jornalistas, mas naquele período a empresa percebeu a necessidade de investir mais no setor e contratar novos profissionais para dialogarem com o público externo. Foi aí que eu soube, através da minha esposa, que Edu estava procurando uma oportunidade não só em redação e então eu o indiquei para a vaga”. Sob o comando de James Stuart Hodge, um brasileiro de nome estrangeiro apaixonado por motociclismo, a área de imprensa da Villares era um reflexo claro desse movimento de crescimento do setor naquele início da década de 1980. Além de Eduardo, contratado para cuidar do relacionamento do grupo com a imprensa, outro reforço daquela mesma época foi Wilson Costa Bueno, que chegou para cuidar da área de publicações, entre elas o jornal interno da empresa e uma revista técnica do setor. “A Villlares, na época, era uma empresa protagonista de mercado e seu executivo principal, Paulo Villares, era considerado uma referência”, recorda Bueno, hoje professor sênior da Universidade de São Paulo e diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. “Eduardo, desde o começo, sempre teve muito boa relação com a imprensa, inclusive pelo trabalho na Comissão de Assessores do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), o que lhe permitia uma entrada Nelson e Silvia Graubart (nas laterais), com Eduardo e Alice (ao centro), durante uma festa realizada quase quatro décadas depois do começo na Villares

RkJQdWJsaXNoZXIy MTIyNTAwNg==