Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 18 ANOS maior com os jornalistas. Além disso, ele sempre foi muito proativo, íntegro e responsável. Uma pessoa que tinha uma capacidade de interlocução fantástica com a imprensa e com os executivos da empresa, competências e habilidades que mantém até hoje”. Imerso nessa nova realidade, Eduardo assumiu nesse mesmo período a coordenação de assessoria de imprensa do SJSP, acompanhando de perto a transformação pela qual o setor passaria nos anos seguintes. E foi dentro do próprio sindicato que ele conheceu Fátima Turci, então diretora Social de Eventos da entidade. Na época, ela dividia sua atuação profissional entre o trabalho como assessora de imprensa do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e o de editora do Estadão, algo ainda muito comum naquele período. Convidada a se transferir para o Jornal do Brasil, ela teria que abrir mão de seu trabalho junto ao Sindipeças e ficou responsável por indicar alguns profissionais para substituí-la. “Eu precisava de alguém que pudesse seguir o trabalho que eu havia desenvolvido e que, acima de tudo, agradasse a Pedro Eberhardt, então presidente da entidade”, lembra Fátima. “Levei várias pessoas para ele conhecer e uma delas foi o Edu, que eu já conhecia e adorava o trabalho. Ele era um profissional discreto e que trabalhava duro e logo de cara agradou muito ao Pedro”. Foi assim que, em 1986, Edu encerrava seu ciclo na Villares e teria início um novo desafio, agora à frente da Comunicação do Sindipeças. O novo trabalho abriu novas portas, em especial na imprensa automotiva, o que anos mais tarde resultaria em uma série de projetos especiais voltados aos profissionais dessa área, como o guia Imprensa Automotiva (Puente), a newsletter Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva e o prêmio +Admirados da Imprensa Automotiva. Por lá, foram mais seis anos de trabalho, até 1992, quando encerrou a gestão de Pedro Eberhardt à frente da entidade. Foi então que o empresário fez o convite para levá-lo para trabalhar na área de imprensa da Arteb, da qual era presidente. Era uma época em que também as agências especializadas em assessoria de imprensa ganhavam força e se multiplicavam no mercado. Uma delas era a Casa da Notícia. Fundada em 1987, a agência tinha entre seus sócios Fátima Turci e atendia justamente à conta da Arteb. “Chegou um momento, porém, em que Pedro queria se livrar do meu salário, mas não queria se livrar de mim”, brinca Eduardo. “Ele fez então um acordo com a Fátima e eu acabei indo trabalhar inicialmente na Casa da Notícia. Algum tempo depois, Fátima e Antonio Salvador Silva, que também era sócio da CDI ao lado de Nereu Leme, deixaram a sociedade e fundaram a Casa da Imprensa. Na divisão, a conta da Arteb migrou para a CDI e eu acabei indo junto”. “Eu adorava trabalhar com o Edu”, destaca Fátima. “Ele era uma das pessoas mais fáceis pra se conviver no ambiente Eduardo, no seu período de atuação pelo Sindipeças Eduardo, com Márcio Stéfani e Gilberto Gardesani, em um evento da indústria automotiva em sua época no Sindipeças

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