Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 19 ANOS INCONTÁVEIS EDIÇÕES. Parabéns, Eduardo Ribeiro! 50 anos www.planin.com profissional, primeiro porque trabalha de verdade, não é daqueles que enrolam. Segundo, porque ele é um cara extremamente perspicaz, sensível e de iniciativa. Eu não era uma chefe nem muito dura nem muito cordata. Sempre fui de orientar e dizer o que eu queria, mas no caso do Edu ele fazia melhor do que eu solicitava. Se tinha um problema, ele ia lá e resolvia”. Entre Arteb, Casa da Notícia e CDI, foram mais três anos como assessor de imprensa, mas em 1995 a veia empreendedora de Eduardo Ribeiro começava a pulsar ainda mais forte. A sua grande aposta naquele momento era criar uma newsletter baseada em uma coluna que ele escrevia há alguns anos para o jornal do Sindicato dos Jornalistas sobre movimentações em redações. Ela seria enviada por fax para as principais redações e assessorias do País e levaria o nome de FaxMOAGEM. “Lembro que ele veio falar comigo sobre essa ideia e eu sugeri montar, mas continuar trabalhando com a gente, porque achei que aquilo não daria dinheiro e que não iria pra frente. Ainda assim ele decidiu sair da agência e montar a tal newsletter, na cara e na coragem. Ainda bem que eu estava enganada”, completa Fátima. E o resto é história... Edu e Fátima Turci (em primeiro plano) em evento no Sindipeças Da luta contra a ditadura aos movimentos sindicais Cursar Jornalismo na década de 1970, em plena ditadura militar, ia muito além da escolha por uma profissão. Era quase que um ato de resistência. De acordo com dados publicados em 2017 pela Comissão da Verdade do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, pelo menos 25 jornalistas foram assassinados e algumas centenas perseguidos, presos e torturados durante o período em que o País foi comandado pelos militares. “Meu lado mais político, de militância, começou na faculdade”, recorda Eduardo, que ingressou no curso de jornalismo da Faap em 1974. “Foi um período em que começaram a retomar as manifestações, que ficaram banidas por alguns anos. Sobretudo as greves, que começaram a pipocar em vários setores da economia, incluindo o jornalismo. Lembro que na greve de 1979, dos jornalistas de São Paulo, foram realizadas três ou quatro assembleias entre as maiores já registradas pela categoria. Eu participei de todas elas, inclusive a que contou com a presença de Lula, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, na Casa de Portugal. Também lembro de outra realizada na Igreja da Consolação, apinhada de gente, todo mundo fumando lá dentro. Um desrespeito impressionante pelas coisas sagradas, mas ninguém estava nem aí”. Em um caminho natural, a militância política o aproximou logo cedo do Sindicato dos Jornalistas. Ainda como estudante, chegou a colaborar com o Unidade, jornal oficial da entidade, que havia sido lançado em 1975, com uma matéria sobre assessoria de imprensa. Assembleia no TUCA selou a greve geral dos jornalistas de 1979

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