Jornalistas&Cia 1565A

ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 26 ANOS Quando a vocação finalmente chama Apesar da experiência pouco positiva do Jornal da Vila Mariana, outros projetos desenvolvidos paralelamente por Eduardo, como os guias e livros produzidos na Puente, em sociedade com Paulo Vieira Lima e Cecilia Queiroz, vinham abrindo novas portas que definiriam para sempre a sua atuação e relevância na comunicação corporativa brasileira. Uma dessas oportunidades começou a ganhar corpo quando Walkiria Gorretta, amiga de Eduardo e Marco da época da Comissão de Assessoria de Imprensa, sugeriu que eles começassem a organizar eventos na área de comunicação. “Por causa da minha atuação comercial e das relações construídas nos eventos da Comissão, eu tinha os contatos necessários para movimentar o setor e o Marco sempre foi muito bom com organização de eventos”, ressalta Edu. “Além disso, na mesma época, Wilson Bueno, com quem havia trabalhado na Villares, tinha a experiência de ter feito um congresso bem legal. Então, Marco e eu conversamos com ele para ver se topava juntar forças e fazer um encontro ainda maior e ele topou”. “Eu já tinha feito duas edições do Congresso Brasileiro de Comunicação Empresarial, mas vi nesse convite do Edu e do Marco uma possibilidade de ampliar e torná-lo ainda mais forte”, lembra Wilson. “Além disso, sempre fomos amigos e a parceria parecia mais do que óbvia. E foi muito bom o resultado. Fizemos mais uns dois ou três congressos juntos, um deles no Rio de Janeiro, que foi um sucesso, mas depois de um tempo decidimos seguir caminhos diferentes”. Nascia ali o Congresso Mega Brasil de Comunicação, então chamado de Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, que neste 2026 chega à sua 29ª edição. A primeira, realizada na ESPM, em São Paulo, foi organizada em apenas 15 dias, como lembra Celia Radzvilaviez, que ao lado de Alice Ribeiro ficou responsável pela organização do evento: “Foi uma loucura. A gente não tinha nenhuma estrutura de copa lá. Então contratamos uma copeira para preparar o coffee break e um garçom para servir os convidados. Pra nossa sorte, nessa época, nosso escritório ficava na Rua Humberto I, praticamente ao lado da ESPM, então enquanto o evento estava rolando, íamos eu, o Marco, a Alice, o Eduardo e o garçom buscar tudo lá no escritório. Depois a gente voltava pela rua trazendo garrafas de café, bandejas com sanduíches e tudo mais pra montar na ESPM o espaço onde os convidados iriam comer”. “Apesar de ter sido realizado em tão pouco tempo, o evento foi um sucesso”, afirma Marco Rossi. “Entre convidados e palestrantes, tivemos 80 profissionais reunidos naquele dia, incluindo Vera Giangrande, uma pioneira das Relações Públicas no Brasil”. A parceria entre a M&A, de Eduardo e Marco, e a Comtexto, de Wilson, durou três edições. Apesar da boa relação entre eles, que segue até os dias atuais, diferenças na forma como enxergavam o encontro acabou fazendo com que depois de algum tempo cada um passasse a realizar seu próprio evento. “A verdade é que nunca foi minha praia organizar essas coisas, aí depois de um tempo eu resolvi abrir mão, até porque não era algo que eu gostava de fazer”, recorda Wilson. “Eduardo tinha muito mais perfil para essas coisas. Sabia como poucos conservar suas conexões e olhar para o mercado de uma maneira mais estratégica. Eu era mais seletivo, com um viés ideológico muito forte, e por isso tinha restrições em levar várias empresas. Em um dos congressos deixei de levar um cliente meu e levei o Greenpeace no lugar, que tinha acabado de invadir a planta desse meu cliente, que no fim acabou brigando comigo por não ter sido convidado. Isso é uma prova de que a decisão que tomamos naquele momento foi a mais correta”. Assim, em 1995, ainda que o Jornal da Vila Mariana estivesse vendendo o almoço para pagar o jantar, as boas perspectivas geradas a partir da organização de eventos pela M&A, e os projetos criados na Puente indo de vento em popa, permitiram que Eduardo se despedisse do Grupo Arteb, que na época atendia como terceirizado pela agência Casa da Imprensa (atual CDI), e passasse a investir todas a suas energias exclusivamente em seus próprios projetos. Mas, além dessas três linhas de atuação, uma quarta vertente começava a sair do papel no segundo semestre daquele ano: uma newsletter enviada por fax para redações e assessorias com movimentações do mercado... Eduardo ao lado de Carlos Batestti, na primeira edição do Congresso Mega Brasil, em 1998

RkJQdWJsaXNoZXIy MTIyNTAwNg==