ESPECIAL DIA DA IMPRENSA Edição 1.565 - pág. 28 ANOS “Conheci Edu cerca de um ano após o lançamento do FaxMOAGEM, quando os leitores começaram a pedir mais informações regionais”, rememora Cristina. “Eu trabalhava em agência e precisava manter o mailing atualizado, por isso mantinha contato com as principais redações e jornalistas do Estado. Lembro que fomos apresentados por uma amiga em comum, que me indicou para a posição e foi assim que comecei a colaborar com a publicação e a admirar o trabalho do Edu. Primeiramente como editor talentoso e inspirador, que orientava e formava quem estivesse do seu lado. Depois, como diretor. Um diplomata nato, capaz de contornar com maestria qualquer questão espinhosa, fosse interna ou externa. Um homem de ideias, que sabia delegar em várias direções até torná-las concretas. Desde sempre, um amigo querido, que me acolheu no seu universo de interesses”. Depois de três anos, período que consolidou o FaxMOAGEM como leitura obrigatória nas principais redações, agências e áreas de Comunicação do Brasil, a newsletter teve seu nome alterado para Jornalistas&Cia. Entre os pontos que motivaram a decisão estavam a necessidade de desvincular a publicação da coluna MOAGEM, do Unidade, que Eduardo seguia editando, e com a plataforma de envio, que naquele momento, com a evolução da internet, e a popularização dos e-mails, estava deixando de ser a principal plataforma de disparo. “A verdade é que, apesar do estranhamento inicial, o disparo por fax foi uma ideia por demais inovadora para o que tínhamos na época”, acrescenta Paulo Sant’Anna. “Edu criou uma nova mídia, com um formato de distribuição completamente diferente, mas que para mim valeu pra caramba, tanto que lá se vão mais de 30 anos e eu sigo produzindo as edições, sempre precisando me reinventar de tempos em tempos para acompanhar o mercado. É jogo duro, mas é prazeroso”. Uma das maiores “reinvenções” nesse período veio justamente com o fim do disparo das edições por fax, em 2006. Na época, o disparo por e-mail respondia por mais de 95% dos envios e os aparelhos de fax rareavam. “Edu ainda era reticente quanto ao cancelamento, principalmente porque tinha muita gente ‘da antiga’ que ainda não usava e-mail com tanta frequência”, lembra Wilson Baroncelli, que no ano anterior tinha assumido como editor executivo da publicação. “Era um trabalho maluco, porque continuava tendo que fazer aquelas transmissões à noite, ainda que àquela altura automatizadas pelo computador. Aí eu fui entrando em contato com quem recebia por fax para substituir por e-mail, até que sobraram meia dúzia de gatos pingados e então nós decidimos finalmente acabar com o envio por fax após mais de dez anos”. A verdade é que em 30 anos de história, o Jornalistas&Cia passou de boletim de uma página semanal, produzido por um jornalista com o apoio de um diagramador, para uma revista eletrônica com quase 40 páginas semanais e uma equipe de cerca de 30 profissionais, entre time fixo e colaboradores regulares. Além disso, promove uma série de edições e prêmios especiais, sempre com o mesmo foco: valorizar a atividade e o trabalho de jornalistas e profissionais de comunicação de todo o País. “O Jornalistas&Cia é imenso. Ele tem uma importância muito grande para o nosso setor. Se você quer saber o que está acontecendo no jornalismo, ele é o canal certo, isento e necessário, sempre com muito respeito aos profissionais e com transparência em suas informações, tudo que a gente precisa no nosso País”, conclui Vanira. Wilson Baroncelli, o Baron, José Hamilton Ribeiro, idealizador da coluna MOAGEM, e Eduardo Ribeiro Na celebração dos 20 anos da coluna MOAGEM, ao lado de presidentes históricos do SJSP. Na ordem: Audálio Dantas, Gabriel Romeiro, Robson Moreira, Everaldo Gouveia, Lu Fernandes, Fred Ghedini, Antonio Carlos Fon e Guto Camargo
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